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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Texto - "Persona" - Clarice Lispector

PERSONA


        Não, não pretendo falar do filme de Bergman. Também emudeci ao sentir o dilaceramento de culpa de uma mulher que odeia seu filho, e por quem este sente um grande amor. A mudez que a mulher escolheu para viver a sua culpa: não quis falar, o que aliviaria o seu sofrimento, mas calar-se para sempre como castigo. Nem quero falar da enfermeira que, se a princípio tinha a vida assegurada pelo futuro marido e filhos, absorve, no entanto, a personalidade da que escolhera o silêncio, transforma-se numa mulher que não quer nada e quer tudo – e o nada o que é? E o tudo o que é? Sei, oh sei que a humanidade se extravasou desde que apareceu o primeiro homem. Sei que a mudez, se não diz nada, pelo menos não mente, enquanto as palavras dizem o que não quero dizer. Também não vou chamar Bergman de genial. Nós, sim, é que não somos geniais. Nós que não soubemos nos apossar da única coisa completa que nos é dada ao nascimento: o gênio da vida. 
       Vou falar da palavra pessoa, que persona lembra. Acho que aprendi o que vou contar com meu pai. Quando elogiavam demais alguém, ele resumia sóbrio e calmo: é, ele é uma pessoa. Até hoje digo, como se fosse o máximo que se pode dizer de alguém que venceu numa luta, e digo com o coração orgulhoso de pertencer à humanidade: ele, ele é um homem. Obrigada por ter desde cedo me ensinado a distinguir entre os que realmente nascem, vivem e morrem daqueles que, como gente, não são pessoas.
       Persona... Tenho pouca memória, por isso já não sei se era no antigo teatro grego que os atores, antes de entrar em cena, pregavam ao rosto uma máscara que representava pela expressão o que o papel de cada um deles iria exprimir.
        Bem sei que uma das qualidades de um ator está nas mutações sensíveis de seu rosto e que a máscara as esconde. Por que então me agrada tanto a ideia de atores entrarem no palco sem rosto próprio? Quem sabe eu acho que a máscara é um dar-se tão importante quanto o dar-se pela dor do rosto. Inclusive os adolescentes, estes que são puro rosto, à medida que vão vivendo, fabricam a própria máscara. E com muita dor. Porque saber que de então em diante se vai passar a representar um papel é uma surpresa amedrontadora. É a liberdade horrível de não ser. É a hora da escolha.
        Mesmo sem ser atriz – nem ter pertencido ao teatro grego – uso uma máscara. Aquela mesma que nos partos de adolescência se escolhe para não se ficar desnudo para o resto da luta. Não, não é que se faça mal em deixar o próprio rosto exposto à sensibilidade, mas é que esse rosto que estava nu poderia, ao ferir-se, fechar-se sozinho em súbita máscara involuntária e terrível. É, pois, menos perigoso escolher sozinho ser uma pessoa. Escolher a própria máscara é o primeiro gesto voluntário humano. E solitário. Mas quando enfim se afivela a máscara daquilo que se escolheu para representar-se e representar o mundo, o corpo ganha uma nova firmeza, a cabeça ergue-se altiva como a de quem superou um obstáculo. A pessoa é. 
        Se bem que pode acontecer uma coisa que me humilha contar. É que depois de anos de verdadeiro sucesso com a máscara, de repente – ah, menos que de repente, por causa de um olhar passageiro ou uma palavra ouvida, – de repente a máscara de guerra de vida cresta-se toda no rosto como lama seca, e os pedaços irregulares caem como um ruído oco no chão. Eis o rosto agora nu, maduro, sensível quando já não era mais para ser. E ele chora em silêncio para não morrer. Pois nessa certeza sou implacável: este ser morrerá. A menos que renasça até que dele se possa dizer “esta é uma pessoa”. Como pessoa teve que passar pelo caminho de Cristo.

(Clarice Lispector)


"A viajante" - Rubem Braga

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Paulo Bomfim - Poemas

PAULO BOMFIM
Estudo de paisagem marinha com barco e céu de tempestade”, John Constable.

TRANSFIGURAÇÃO I

Venho de longe, trago o pensamento
Banhado em velhos sais e maresias;
Arrasto velas rotas pelo vento
E mastros carregados de agonia.

Provenho desses mares esquecidos
Nos roteiros de há muito abandonados
E trago na retina diluídos
Os misteriosos portos não tocados.

Retenho dentro da alma, preso à quilha,
Todo um mar de sargaços e de vozes,
E ainda procuro no horizonte a ilha
Onde sonham morrer os albatrozes...

Venho de longe a contornar a esmo
O cabo das tormentas de mim mesmo.

(Paulo Bomfim)

OS DIAS MORTOS

Os dias mortos, sim, onde enterrá-los?
Que solo se abrirá para acolhê-los
Com seus pés indecisos, seus cabelos,
Seu galope de sôfregos cavalos!

Os dias mortos, sim, onde guardá-los?
Em que ossário reter seus pesadelos,
Seu tecido rompido de novelos,
Seus fios graves, relva além dos valos.

Tempo desintegrado, tempo solto,
Fátuo fogo de febre e de fuligem,
Canteiro de sereia em mar revolto.

Em nossa carne, sim, em nossos portos,
Quando o fim regressar à própria origem,
Repousarão também os dias mortos!

(Paulo Bomfim)

SONETO V

"The Absinthe Drinker". Manet.
Alquimia do verbo. Em minha mente
Recriam-se palavras na hora vária,
A poesia se torna necessária
E as flores rememoram a semente.

É preciso que exista novamente
A aventura distante e temerária
De em ouro transformar a dor precária
E em nós deixar correr a lava ardente.

Que uma emoção profunda e mineral
Corra nos veios desta carne astral
E encontre em mim aquilo que procura.

Na paisagem que for, já sou nascido:
Nas formas criarei o elo perdido,
E, em lucidez, serei minha loucura.

(Paulo Bomfim)

SONETO XXV

Antes do fim o canto derradeiro
Evocando as pegadas de outra sorte,
Há de se erguer sobre o perdido porte 
E falar do sentido verdadeiro.

Há de lembrar a luta, o chão guerreiro,
A fraqueza vencendo a noite forte,
A vida que passou fronteira morte,
O céu subindo do despenhadeiro.

Antes do fim, o canto despedida
Se erguerá das nascentes do futuro
Evocando a batalha já perdida.

Depois... então se faça a nobre pausa,
Para que o canto seja além do muro
O efeito imaginando nova causa.

(Paulo Bomfim)

SONETO DOS MUITOS EUS

Um eu ficou no mar aprisionado
E deixou-me por pés as nadadeiras;
Outro ficou nas nuvens caminheiras,
Por isso bato os braços no ar parado.

Um eu partiu menino ensimesmado
E ofertou-me palavras verdadeiras,
Outro amou suas sombras companheiras,
Outro foi só, e um outro de cansado

Caminhou pelos becos. Há também
Aqueles que ficaram na poesia,
Nos bares, na rotina, o eu do bem,

Do mal, o herói, o trágico, o esquecido.
Eu gerado por mim na liturgia
De um todo para tantos dividido!

(Paulo Bomfim)

DO CAOS

Invento este soneto onde procuro
Surgir de um ventre de palavras novas,
Nascer de mim, de ti, de tantas provas
Que me iniciam como um deus futuro.

Modelo sensações num mundo escuro
Onde semeio o corpo pelas covas,
Berços de terra, fonte onde renovas
As vidas que guardaste com meu muro.

Enquanto pelo céu as grandes naves
Vão sangrando de azul as descobertas
E os anjos vão ficando inda mais graves,

Invento este soneto de granizo,
Ferindo em minhas folhas entreabertas
O caos que se transforma num sorriso.

(Paulo Bomfim)

“A terra, que tem bebido tanto sangue e devorado tantos corpos, dá flores vermelhas em noites azuis.”

(Paulo Bomfim)

"Em todo regresso, há sempre um pouco de despedida"

(Paulo Bomfim)

"Assobiei a música do vento e os pássaros cantaram nos meus braços.”

(Paulo Bomfim)

Do Menino

O menino, caminho de lembranças,
Bate a bola do mundo pela rua;
Traz cafezais nos bolsos, traz a lua,
E não encontra mais outras crianças!

Indaga das esquinas de águas mansas,
Do espectro dos sobrados, da falua,
Dos fastos que se foram, da alma nua
Que se vestia outrora de esperança.

O neto se disfarça em seus avós,
Retrato de memórias redivivas
E cantochão dos que ficaram sós.

Um menino entardece em suas fugas:
Que mãos o aprisionaram, tão esquivas,
Pássaro-tempo no alçapão das rugas!

(Paulo Bomfim)

De tudo quanto amamos

De tudo quanto amamos o que resta,
O riso desbotado dos retratos,
A talagarça dos momentos gratos
Ou a tristeza desse fim de festa?

Ficou por certo a ruga em nossa testa
Inventariando feitos e relatos,
E vozes e perfis somando fatos,
E a desfocada imagem da seresta.

E tudo o fogo afaga em canto findo,
Este porque de coisas devolutas,
E o tempo nômade que foi partindo.

Ficou de quanto amamos nos escolhos
A restinga das horas dissolutas,
E o mar aprisionado em nosso olhos!

(Paulo Bomfim)


Das Palavras

Somos palavras, quem nos pronuncia
E nos une em sentenças tão estranhas, 
"Little boy writing a letter". Norman Rockwell

Quem anda a soletrar pelas montanhas
Os nomes aquecendo a tarde fria?

Quem nos profere com melancolia,
Quem gesta nossas letras nas entranhas,
E nos faz caminhar entre tamanhas
Contradições da noite à luz do dia?

Ah! sopro que nos sopra sem ter boca,
Letras, quem ousaria assim tecê-las
No labirinto da garganta rouca?

Quem ousaria pois falar contudo,
Se o sangue das vogais vem das estrelas,
E as palavras se perdem num céu mudo!

(Paulo Bomfim)


Soneto I – Súdito da Noite

Não busco especiarias, sou apenas
Um corpo transformado na paisagem,
Barco de amor e morte, céu de penas,
Voo tinto de rumos e ancoragem.

Se pastoreio estas contradições
Que são agora carne e pensamento,
É porque trago a noite e seus violões
A percorrer os quarteirões do vento.

Dos passos estrangeiros crio o mapa
E a bússola escondida na lapela,
O resto é chuva desenhando a capa
Que jogo sobre o corpo da procela.

Não busco especiarias, sou somente
A mesa posta e o convidado ausente.

(Paulo Bomfim)

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Leia também:

Manuel António Pina - Poemas
"Um certo Capitão Rodrigo" - Érico Veríssimo
"Calunga" - Jorge de Lima
"Persona" - Clarice Lispector

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

HOMENAGEM AOS FORMANDOS DE 2011 DO COLÉGIO POP

Homenagem aos formandos de 2011 do colégio POP

Às turmas do 3ª A, 3ªB e 3ª D do ano de 2011


Ah, é hora do adeus... Um voo termina, outro voo se inicia.

    O final de um ciclo é sempre uma etapa singular na vida de todos nós. Época de grandes decisões pessoais e profissionais: a entrada na faculdade, o fim da adolescência, novas responsabilidades, desejos, aspirações... Um tempo de doação e sacrifício, mas também de sonhos, emoções, buscas e... Esperanças. Um intenso desejo de ser, renovar, vencer...

    E hoje, com um misto de orgulho e nostalgia, contemplo mais uma turma que se vai: a turma de formandos 2011 do Colégio Pop.

   Não sei quem conheceu quem primeiro. Sei que os via sempre juntos. E entre as mais diversas personalidades havia sempre uma palavra que os unia: Amor. Pois essa é a primeira e mais marcante característica desta turma. A turma de formandos 2011 foi feita de amor. Poucos foram os lugares em que vi tanto carinho e tantas amizades tão sólidas. E isso um professor jamais esquece.

3ªA - 2011 - Colégio Pop

Ah, é hora do adeus... E sei que as lembranças da escola jamais sairão de nossas retinas...

    Dizia a escritora Adélia Prado: “Aquilo que a memória amou fica eterno.”

    Os momentos mais incríveis passados na escola...
    As provas difíceis, as noites de estudo, os livros, as lições, os simulados, a cantina, os campeonatos, o auditório, as peças, a biblioteca, as apresentações, as férias...
    A direção, os funcionários, os professores os mais diversos, o atencioso e o bravo, o exigente e o engraçado, o incansável e o companheiro, o esportivo e o dedicado...
    Os namoros e as amizades, as alegrias e as decepções, os grupinhos e as brigas, as brincadeiras, as festas, as músicas, as juras, as fotos, os instantes inesquecíveis...

    Tudo ficará na memória por muito, muito tempo... Naquele cantinho exclusivo onde repousam os momentos especiais.

    E ainda que a própria vida seja imponderável, ainda que as escolhas levem a caminhos diversos, ainda que o destino e o inexorável tempo distanciem as amizades, ainda assim... Um dia você sentirá um cheiro, ouvirá uma música, lerá uma frase, verá uma foto, coisas que irão remetê-lo a esse tempo passado e, quase inconscientemente, você dirá: “Ali, um dia, eu fui feliz...”

3ªB - 2011 - Colégio Pop


Ah, é hora do adeus... E desejo um mundo de felicidades a vocês.

    Desejo a vocês uma vida repleta de boas descobertas,
    Que vocês persigam os seus sonhos, mas não corrompam a alma...
    Que compreendam que existem segundas chances...
    Que entendam as diferenças e lutem contra as discriminações...
    Que andem na chuva e encontrem paixões que valham cada minuto de suas vidas...
    Que pela porta de vocês entre uma Primavera que jamais termine...
    Que cantem uma, duas, três, mil vezes a mesma música...
    Que enxerguem a poesia das coisas simples e cultivem violetas e jasmins...
    Que amem infinitamente a liberdade...
    Que se encham de espanto e prazer com os mundos inimagináveis dos livros...
   Que tenham fé para que possam contornar as tempestades... E que essa fé se renove continuamente pela vida afora...
  Que vocês cresçam, amadureçam, se realizem e depois... Voltem a ser crianças e se surpreendam novamente com os pequenos milagres da vida...
    Que cada dia seja mais que um novo dia, seja um verdadeiro dia de Ano Novo...
    Que tenham coragem, coragem e coragem...

3ªD - 2011 - Colégio Pop


Ah, é hora do adeus... E sei que vocês podem construir as histórias mais belas!

    Ora, dirão alguns que o texto tem clichês, que é piegas, que tem exageros... mas, que me importa?! O sentimento é real, ímpar e verdadeiro. Sumam daqui o pessimismo e a tristeza! Buscamos o sonho, a alegria, a vitória, o Bem!

    A vida também é feita de exageros, de declarações explícitas, de paixões desmedidas... E de uma coisa tenho certeza: lá de cima, toda vez que olha os formandos do colégio Pop, Deus abre um sorriso repleto de felicidade.

    Foi Ernest Hemingway quem escreveu uma vez: “Eles podem me destruir, mas eu jamais serei derrotado”. Pois, sobre os formandos do Colégio Pop, eu ergo alto o meu brinde e grito ao mundo:

     – VOCÊS JAMAIS SERÃO DERROTADOS!


Ah, é hora do adeus... Não! Não é um adeus... É apenas um até breve...

    Vinícius cantava que “a vida é a arte do encontro”.

    Definitivamente, foi uma honra encontrar vocês! E sei que um dia estaremos juntos novamente...

Prof. Maurício Fernandes da Cunha



domingo, 29 de janeiro de 2012

CONCURSO PÚBLICO – CARGO: SOLDADO PM TEMPORÁRIO – SP – 2011 – PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA

CONCURSO PÚBLICO – CARGO: SOLDADO PM TEMPORÁRIO – SP – 2011

PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 05.

Solteiros e solteiras

Uma queixa habitual das mulheres é de que faltam homens na praça − leia-se homens solteiros e disponíveis. Mas o IBGE, que veio ao mundo para desfazer dúvidas quantitativas, acaba de apurar que há 31,9 milhões de homens solteiros no Brasil contra 30,4 milhões de mulheres. Ou seja, com um saldo de 1,5 milhão de homens prontos para o abate, não será por falta de material que tantas mulheres continuarão encalhadas.
O problema, no entanto, não é estatístico, mas comportamental: a tendência do homem a não ter pressa de assumir compromissos sérios e passar anos pesquisando o mercado antes de se decidir a investir. Sempre foi assim.
E, se a querida leitora já estava desanimada, lamento informá-la de que a situação tem tudo para piorar. Com a recente mania dos homens de continuarem morando com a mãe até os 40 anos, a taxa de rapazes casadouros promete diminuir ainda mais.
Segundo o IBGE, essa discrepância quantitativa não é geograficamente uniforme, alguns Estados do Brasil serão mais propícios do que outros para que as mulheres encontrem seu par do baralho.
Nesse sentido, nenhum supera Santa Catarina. Lá são 122 solteiros para cada cem solteiras. Outros Estados em que a oferta masculina é considerável são Tocantins, Mato Grosso e Espírito Santo. Já São Paulo está apenas na média: 108 contra cem. E, em
alguns Estados, há tantos homens quanto mulheres.
O Rio, por exemplo, tem pequeno déficit: são 99,55 homens para cada cem mulheres − o 0,45 saiu para comprar cigarros e não voltou.
Já no Distrito Federal faltam nove homens para as cem mulheres. Se o amigo nunca encontrou motivo para ir até lá, agora já tem um.

(Ruy Castro, Folha de S.Paulo, 13.09.2010. Adaptado)

01. De acordo com a leitura do texto, pode-se concluir que

(A) o IBGE provou que, no Brasil, há menos homens do que mulheres, portanto é válida a queixa das mulheres sobre esse assunto.
(B) o cronista escreve o texto especialmente para as mulheres, não se dirigindo, portanto, aos homens, ao fazer suas considerações.
(C) no Rio de Janeiro há uma expressiva diferença entre o número de mulheres e o de homens.
(D) as mulheres que procuram um companheiro terão mais chances de encontrá-lo em Santa Catarina.
(E) os homens não têm pressa em se casar porque se preocupam, primeiramente, com o mercado de trabalho e com os investimentos.

02. Para o cronista, a situação para as mulheres “tem tudo para piorar”, pois

(A) as estatísticas apresentadas pelo IBGE não são confiáveis.
(B) Tocantins, Mato Grosso e Espírito Santo têm baixa população masculina.
(C) os homens preferem aproveitar, até os 40 anos, as mordomias da casa dos pais.
(D) as mulheres tachadas de “encalhadas” são discriminadas na sociedade contemporânea.
(E) os homens casadouros na faixa dos 40 anos são considerados muito velhos para algumas mulheres.

03. Assinale a alternativa em cujo trecho o cronista usou o humor para expressar suas ideias.

(A) ... acaba de apurar que há 31,9 milhões de homens solteiros no Brasil... (1.º parágrafo)
(B) O problema, no entanto, não é estatístico, mas comportamental... (2.º parágrafo)
(C) Lá são 122 solteiros para cada cem solteiras. (5.º parágrafo)
(D) E, em alguns Estados, há tantos homens quanto mulheres. (5.º parágrafo)
(E) ... o 0,45 saiu para comprar cigarros e não voltou. (6.º parágrafo)

04. Considere o trecho do texto.

Segundo o IBGE, essa discrepância quantitativa não é geograficamente uniforme, alguns Estados do Brasil serão mais propícios do que outros para que as mulheres encontrem seu
par do baralho.

O termo em destaque pode ser substituído, sem alteração do sentido do texto, por

(A) divergência.
(B) harmonia.
(C) imparcialidade.
(D) paridade.
(E) semelhança.

05. Considere os trechos em destaque.

I. Ou seja, com um saldo de 1,5 milhão de homens prontos para o abate...
II. ... mais propícios do que outros para que as mulheres encontrem seu par do baralho.
III. E, em alguns Estados, há tantos homens quanto mulheres.

Apresenta(m) linguagem figurada

(A) I, apenas.
(B) III, apenas.
(C) I e II, apenas.
(D) II e III, apenas.
(E) I, II e III.

Considere a tirinha em que aparecem, respectivamente, as personagens do Recruta Zero e de seu colega Dentinho, para responder às questões de números 06 e 07.

06. No último quadrinho, a intenção é que o humor seja conseqüência

(A) da chegada dos oficiais que surpreendem os dois soldados.
(B) do fato de Dentinho não compreender as práticas militares.
(C) da maneira autoritária com que o Recruta Zero se dirige ao colega.
(D) do receio que os dois soldados têm de serem advertidos pelos superiores.
(E) do gesto de Dentinho que tem o objetivo de ofender o colega


07. Em − Bata continência de novo! − o verbo em destaque está no imperativo.
Assinale a alternativa em que o verbo empregado também está no imperativo.

(A) O soldado pôs diesel nos caminhões do quartel.
(B) Se ela quisesse, poderia se alistar nas Forças Armadas.
(C) Quando sair, informe o seu destino aos oficiais de plantão.
(D) Em novembro, o quartel passará por várias reformas.
(E) O soldado foi chamado para prestar esclarecimentos sobre o acidente.

Considere o texto para responder às questões de números 08 e 09.

Mototáxi terá de usar antena contra linha com cerol

Antenas contra linhas com cerol e proteção para as pernas conhecidas como “mata-cachorro” passam a ser obrigatórias a partir de hoje em motos usadas para frete e transporte. As multas, porém, só serão aplicadas daqui a um ano.
De acordo com o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), o prazo está estabelecido em uma lei que trata da regulamentação da profissão de mototáxi e motofretista e serve para a adaptação às novas regras.
Ontem o Órgão confirmou que as multas irão ocorrer apenas em 2012.

(Folha de S.Paulo, 04.08.2011. Adaptado)

08. Assinale a alternativa correta sobre o texto.

(A) Os mototáxis e motofretistas receberão multas se, em 2012, não estiverem circulando em conformidade com a nova lei.
(B) Para evitar acidentes, especialmente com linhas com cerol, o passageiro deverá usar o mata-cachorro, mas o piloto fica dispensado de usar esse equipamento.
(C) As multas serão aplicadas apenas em 2012, porque a lei está em discussão e ainda não foi aprovada pelo município.
(D) A nova lei que exige antenas e mata-cachorro tem por objetivo proteger aqueles que usam a moto como lazer.
(E) Antenas e proteção para as pernas serão de uso obrigatório para os motoqueiros somente a partir de 2012.

09. Em − As multas, porém, só serão aplicadas daqui a um ano. − o termo em destaque pode ser substituído, sem alterar o sentido do texto, por

(A) portanto.
(B) pois.
(C) embora.
(D) no entanto.
(E) desse modo.

Considere a tirinha para responder às questões de números 10 e 11.


  10. Pela leitura, conclui-se que a encrenca a que a personagem se refere é

(A) a pensão que tem de pagar à ex-esposa todo mês.
(B) a alta taxa de cobrança do imposto de renda.
(C) a dificuldade de compreender o extrato bancário.
(D) o valor recebido pelas horas extras que não corresponde às despesas.
(E) o desequilíbrio entre o salário recebido e os gastos necessários.


11. Em − ... e a linha 3 é a encrenca em que estou metido. – o trecho em destaque pode ser substituído, sem alteração de sentido, por

(A) da qual me encontro.
(B) com que me deparo.
(C) para que me vejo.
(D) em que me preocupo.
(E) pela qual me percebo.

Considere o texto para responder às questões de números 12 a 14.

Superlotada, cadeia de Sobral usa gansos para evitar fuga de presos

O diretor da cadeia pública de Sobral (CE) resolveu usar gansos para evitar fugas. As duas aves ficam fora do prédio e “avisam” se algum preso chega perto da muralha, pois elas grasnam muito alto.
“Está funcionando. Eles dão o alerta a qualquer movimento. Ainda não tivemos fugas”, diz o diretor da unidade, Wellington Picanço.
A unidade está superlotada: tem 153 vagas e 208 presos. Há dois agentes penitenciários no local, quando o recomendado, segundo Picanço, são quatro.
O diretor afirmou que ganhou os gansos de presente e os levou para a unidade após saber que outros Estados já haviam feito a experiência.

(Folha de S.Paulo, 12.08.2011. Adaptado)

12. Assinale a alternativa correta sobre o texto.

(A) Os Estados brasileiros usarão gansos para ajudar no controle dos presos, pois há número insuficiente de agentes penitenciários.
(B) O diretor da cadeia pública de Sobral será punido por ter substituído agentes penitenciários por gansos.
(C) Os gansos alertam os agentes penitenciários, pois as aves fazem muito barulho quando um preso se aproxima da muralha.
(D) Ao levar os gansos para a cadeia, o diretor foi criativo, pois foi o primeiro a pensar nessa solução para a falta de funcionários.
(E) A unidade está superlotada, por isso são necessários bem mais do que os quatro agentes penitenciários existentes.

13. Assinale a alternativa em que a expressão destacada expressa finalidade.

(A) ... resolveu usar gansos para evitar fugas.
(B) As duas aves ficam fora do prédio...
(C) Ainda não tivemos fugas, diz o diretor...
(D) A unidade está superlotada: tem 153 vagas e 208 presos.
(E) O diretor afirmou que ganhou os gansos de presente...

14. Assinale a alternativa que apresenta a relação correta entre o trecho em destaque e a circunstância que ele expressa.

(A) As duas aves ficam fora do prédio... (modo)
(B) ... se algum preso chega perto da muralha... (causa)
(C) ... pois elas grasnam muito alto. (meio)
(D) Eles dão o alerta a qualquer momento. (tempo)
(E) Ainda não tivemos fugas... (intensidade)

Considere a charge para responder às questões de números 15 e 16.

  
15. De acordo com a leitura da charge, pode-se afirmar que o personagem não consegue dormir porque

(A) sofre de insônia há vários anos, o que o deixa desgastado para o trabalho.
(B) teme o surgimento de alguma máquina que realize o tipo de atividade que ele exerce.
(C) sente a pressão dos patrões para que a produtividade de seu setor na empresa aumente.
(D) considera-se, apesar dos receios, uma pessoa versátil e jovem, como espera o mercado de trabalho.
(E) está preocupado com os estrangeiros que estão assumindo os postos de brasileiros no mercado de trabalho.

16. Em − ... em algum lugar do mundo, alguém está inventando algo... − os termos em destaque são

(A) adjetivos, pois informam as características do personagem.
(B) advérbios, pois indicam como o personagem se comporta.
(C) substantivos, pois expressam a angústia do personagem.
(D) pronomes demonstrativos, pois descrevem o ambiente onde vive o personagem.
(E) pronomes indefinidos, pois passam as informações de forma generalizada.

17. Assinale a alternativa correta quanto ao emprego do acento indicativo de crase.

(A) O chefe disse à ele que treinasse os novos estagiários.
(B) Escolhemos às frutas conforme a nutricionista orientou.
(C) Viajou à São Paulo para rever amigos.
(D) Vendeu toda a mercadoria à prazo.
(E) O rapaz saiu às pressas para encontrar a namorada.

18. Assinale a alternativa em que o pronome foi empregado de acordo com as normas gramaticais.

(A) Pediu para mim conferir as planilhas de gastos.
(B) O médico avisou ela que tudo estava bem.
(C) No jantar, contou-nos sobre os colegas de profissão.
(D) Nós se encontramos durante um evento esportivo.
(E) Levaremos um amigo com nós na próxima viagem.

19. Assinale a alternativa em que o verbo em destaque foi empregado de acordo com as normas gramaticais.

(A) O jornal nos mantém informados sobre os fatos nacionais e mundiais.
(B) Até agora, não houveram fugas da cadeia de Sobral.
(C) Fazem anos que ele se divorciou da esposa.
(D) Terminou os cursos de férias oferecidos neste centro cultural.
(E) O casal ficaram felizes com a adoção do bebê.

20. Assinale a alternativa correta quanto à pontuação.

(A) Os soldados, que demonstraram, coragem no perigoso resgate deram gentilmente depoimentos aos jornalistas.
(B) Os soldados que demonstraram coragem no perigoso resgate, deram gentilmente, depoimentos aos jornalistas.
(C) Os soldados que demonstraram coragem, no perigoso resgate deram gentilmente depoimentos aos jornalistas.
(D) Os soldados que demonstraram coragem no perigoso resgate deram, gentilmente, depoimentos aos jornalistas.
(E) Os soldados que demonstraram, coragem no perigoso resgate, deram gentilmente depoimentos aos jornalistas.

Gabarito da Prova de Soldado Temporário

1-D, 2-C, 3-E, 4-A, 5-C, 6-B, 7-C, 8-A, 9-D, 10-E,
11-B, 12-C, 13-A, 14-D, 15-B, 16-E, 17-E, 18-C, 19-A, 20-D

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