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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Temas de redação – Unicamp – 2013

Temas de Redação - Unicamp – 2013

Na prova de Redação deverão ser elaborados 2 textos no Caderno de Redação.

TEXTO 1

            Imagine-se como um estudante de ensino médio de uma escola que organizará um painel sobre características psicológicas e suas implicações no plano individual e na vida em sociedade. Nesse painel, destinado à comunidade escolar, cada texto reproduzido será antecedido por um resumo. Você ficou responsável por elaborar o resumo que apresentará a matéria transcrita abaixo, extraída de uma revista de divulgação científica. Nesse resumo você deverá:
- apresentar o ponto de vista expresso no texto, a respeito da importância do pessimismo em oposição ao otimismo, relacionando esse ponto de vista aos argumentos centrais que o sustentam.

Atenção: uma vez que a matéria será reproduzida integralmente, seu texto deve ser construído sem copiar enunciados da matéria.

PESSIMISMO

            Para começar, precisamos de pessimistas por perto. Como diz o psicólogo americano Martin Seligman: “Os visionários, os planejadores, os desenvolvedores, todos eles precisam sonhar com coisas que ainda não existem, explorar fronteiras. Mas, se todas as pessoas forem otimistas, será um desastre”, afirma. Qualquer empresa precisa de figuras que joguem a dura realidade sobre os otimistas: tesoureiros, vice-presidentes financeiros, engenheiros de segurança...
            Esse realismo é coisa pequena se comparado com o pessimismo do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860). Para ele, o otimismo é a causa de todo o sofrimento existencial. Somos movidos pela vontade – um sentimento que nos leva a agir, assumir riscos e conquistar objetivos. Mas essa vontade é apenas uma parte de um ciclo inescapável de desilusões: dela vamos ao sucesso, então à frustração – e a uma nova vontade.
            Mas qual é o remédio, então? Se livrar das vontades e passar o resto da vida na cama sem produzir mais nada? Claro que não. A filosofia do alemão não foi produzida para ser levada ao pé da letra. Mas essa visão seca joga luz no outro lado da moeda do pessimismo: o excesso de otimismo – propagandeado nas últimas décadas por toneladas de livros de autoajuda. O segredo por trás do otimismo exacerbado, do pensamento positivo desvairado, não tem nada de glorioso: ele é uma fonte de ansiedade. É o que concluíram os psicólogos John Lee e Joane Wood, da Universidade de Waterloo, no Canadá. Um estudo deles mostrou que pacientes com autoestima baixa tendem a piorar ainda mais quando são obrigados a pensar positivamente.
            Na prática: é como se, ao repetir para si mesmo que você vai conseguir uma promoção no trabalho, por exemplo, isso só servisse para lembrar o quanto você está distante disso. A conclusão dos pesquisadores é que o melhor caminho é entender as razões do seu pessimismo e aí sim tomar providências. E que o pior é enterrar os pensamentos negativos sob uma camada de otimismo artificial. O filósofo britânico Roger Scruton vai além disso. Para ele, há algo pior do que o otimismo puro e simples:
o “otimismo inescrupuloso”. Aquelas utopias* que levam populações inteiras a aceitar falácias** e resistir à razão. O maior exemplo disso foi a ascensão do nazismo – um regime terrível, mas essencialmente otimista, tanto que deu origem à Segunda Guerra com a certeza inabalável da vitória. E qual a resposta de Scruton para esse otimismo inescrupuloso? O pessimismo, que, segundo ele, cria leis preparadas para os piores cenários. O melhor jeito de evitar o pior, enfim, é antever o pior.

(Extraído de M. Horta, “O lado bom das coisas ruins”, em Superinteressante, São Paulo, no 302, março 2012. http://super.abril.com.br/cotidiano/lado-bom-coisas-ruins-68705.shtml. Acessado em 2/09/2012.)

* Utopia: projeto de natureza irrealizável; ideia generosa, porém impraticável; quimera; fantasia.
** Falácia: qualquer enunciado ou raciocínio falso que, entretanto, simula a veracidade; raciocínio verossímil, porém falso; engano; trapaça.

TEXTO 2

            Imagine que, ao ler a matéria “Cães vão tomar uma ‘gelada’ com cerveja pet”, você se sente incomodado por não haver nela nenhuma alusão aos possíveis efeitos que esse tipo de produto pode ter sobre o consumo de álcool, especialmente por adolescentes. Como leitor assíduo, você vem acompanhando o debate sobre o álcool na adolescência e decide escrever uma carta para a seção Leitor do jornal, criticando a matéria por não mencionar o problema do aumento do consumo de álcool.
Nessa carta, dirigida aos redatores do jornal, você deverá:

- fazer menção à matéria publicada, de modo que mesmo quem não a tenha lido entenda a importância da crítica que você faz;
- fundamentar a sua crítica com dados apresentados na matéria “Vergonha Nacional”, reproduzidos adiante.

Atenção: ao assinar a carta, use apenas as iniciais do remetente.

Cães vão tomar uma “gelada” com cerveja pet

Produto feito especialmente para cachorros chega ao mercado nacional em agosto

            Nada é melhor que uma cervejinha depois de um dia de cão.
            Agora eles, os cães, também vão poder fazer jus a essa máxima. No mês de agosto chega ao mercado a Dog Beer, cerveja criada especialmente para os amigos de quatro patas. “Quem tem bicho de estimação gosta de dividir o prazer até na hora de comer e beber”, aposta o empresário M. M., 47, dono da marca.
            Para comemorar a final da Libertadores, a executiva A. P. C., 40, corintiana roxa, quis inserir Manolito, seu labrador, na festa.
            “Ele tomou tudo. A cerveja é docinha, com fundinho de carne”, descreve.
            Uniformizado, Manolito não só bebeu a gelada durante o jogo contra o Boca Juniors como latiu sem parar até o fim da partida.
            Desenvolvida pelo centro de tecnologia e formação de cervejeiros do Senai, no Rio de Janeiro, a bebida canina é feita à base de malte e extrato de carne; não tem álcool, lúpulo, nem gás carbônico.
            O dono da empresa promete uma linha completa de “petiscos líquidos”, que inclui suco, vinho e champanhe.
            A lista de produtos humanos em versões animais não para de crescer.
            Já existem molhos, tempero para ração e até patê.
            O sorvete Ice Pet é uma boa opção para o verão. A sobremesa tem menos lactose, não tem gorduras nem açúcar.

(Adaptado de Ricardo Bunduky, Folha de São Paulo, São Paulo, 22 julh.2012, Cotidiano 3 p.)

Vergonha Nacional

            As décadas de descumprimento da lei (...) contribuíram para que os adultos se habituassem a ver o consumo de bebidas entre adolescentes como “mal menor”, comparado aos perigos do mundo. (...) Um estudo publicado pela revista Drugs and Alcohol Dependence ouviu 15.000 jovens nas 27 capitais brasileiras. O cenário que emerge do estudo é alarmante. Ao longo de um ano, um em cada três jovens brasileiros de 14 a 17 anos se embebedou ao menos uma vez. Em 54% dos casos mais recentes, isso ocorreu na sua casa ou na de amigos ou parentes. Os números confirmam também a leniência com que os adultos encaram a transgressão. Em 17% dos episódios, os menores estavam acompanhados dos próprios pais ou de tios.

Resultados da pesquisa realizada com 15.000 jovens de 14 a 17 anos nas 27 capitais brasileiras

Quantas vezes se embebedou

Onde ficou embriagado
(na última vez em que bebeu)

Com quem bebeu
(na última vez em que bebeu)
Nenhuma vez
12%

Bar
35%

Amigos

50%
Uma vez na vida
35%

Casa de amigos
30%

Irmãos e primos
26%
Ao menos uma vez no último
Ano
32%


Casa de parentes
13%

Pais ou tios

17%
Ao menos uma vez no último
mês
21%

Própria casa
11%

Namorado

5%



Festas ou praia
11%

Sozinho
2%

(Adaptado de Revista Veja, Editora Abril, São Paulo, no 28, 11 julh. 2012, p. 81-82.)



Leia também:

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

"Ano Novo" – Ferreira Gullar

FELIZ ANO NOVO!


Ano Novo

Meia noite. Fim
de um ano, início
de outro. Olho o céu:
nenhum indício.

Olho o céu:
o abismo vence o
olhar. O mesmo
espantoso silêncio
da Via-Láctea feito
um ectoplasma
sobre a minha cabeça:
nada ali indica
que um ano novo começa.

E não começa
nem no céu nem no chão
do planeta:
começa no coração.

Começa como a esperança
de vida melhor
que entre os astros
não se escuta
nem se vê
nem pode haver:
que isso é coisa de homem
esse bicho
estelar
que sonha
(e luta)

(Ferreira Gullar)

 

www.veredasdalingua.blogspot.com.br

Leia também:

"Natal"– Olavo Bilac
"Herbarium"— Lygia Fagundes Telles 

"Brinquedos incendiados" — Cecília Meireles
"Metamorfose" — Luís Fernando Verissimo

Prova de Língua Portuguesa – FEI – 2015 - 1º semestre

Prova de Língua Portuguesa – FEI – 2015 - 1º semestre

PORTUGUÊS

Leia atentamente o texto “O verbo for”, de João Ubaldo Ribeiro, e responda a seguir:

            Vestibular de verdade era no meu tempo. Já estou chegando, ou já cheguei, à altura da vida em que tudo de bom era no meu tempo; meu e dos outros coroas. Acho inadmissível e mesmo chocante (no sentido antigo) um coroa não ser reacionário. Somos uma força histórica de grande valor. Se não agíssemos com o vigor necessário — evidentemente o condizente com a nossa condição provecta —, tudo sairia fora de controle, mais do que já está. O vestibular, é claro, jamais voltará ao que era outrora e talvez até desapareça, mas julgo necessário falar do antigo às novas gerações e lembrálo
às minhas coevas (ao dicionário outra vez; domingo, dia de exercício).
            O vestibular de Direito a que me submeti, na velha Faculdade de Direito da Bahia, tinha só quatro matérias: português, latim, francês ou inglês e sociologia, sendo que esta não constava dos currículos do curso secundário e a gente tinha que se virar por fora. Nada de cruzinhas, múltipla escolha ou matérias que não interessassem diretamente à carreira. Tudo escrito tão ruybarbosianamente quanto possível, com citações decoradas, preferivelmente. Os textos em latim eram As Catilinárias ou a Eneida, dos quais até hoje sei o comecinho.
            Havia provas escritas e orais. A escrita já dava nervosismo, da oral muitos nunca se recuperaram inteiramente, pela vida afora. Tirava-se o ponto (sorteava-se o assunto) e partia-se para o martírio, insuperável por qualquer esporte radical desta juventude de hoje. A oral de latim era particularmente espetacular, porque se juntava uma multidão, para assistir à performance do saudoso mestre de Direito Romano Evandro Baltazar de Silveira. Franzino, sempre de colete e olhar vulpino (dicionário, dicionário), o mestre não perdoava. (...)
            Quis o irônico destino, uns anos mais tarde, que eu fosse professor da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia e me designassem para a banca de português, com prova oral e tudo. Eu tinha fama de professor carrasco, que até hoje considero injustíssima, e ficava muito incomodado com aqueles rapazes e moças pálidos e trêmulos diante de mim. Uma bela vez, chegou um sem o menor sinal de nervosismo, muito elegante, paletó, gravata e abotoaduras vistosas. A prova oral era bestíssima. Mandava-se o candidato ler umas dez linhas em voz alta (sim, porque alguns não sabiam ler) e depois se perguntava o que queria dizer uma palavra trivial ou outra, qual era o plural de outra e assim por diante. Esse mal sabia ler, mas não perdia a pose. Não acertou a responder nada. Então, eu, carrasco fictício, peguei no texto uma frase em que a palavra "for" tanto podia ser do verbo "ser" quanto do verbo "ir".
            Pronto, pensei. Se ele distinguir qual é o verbo, considero-o um gênio, dou quatro, ele passa e seja o que Deus quiser.
            — Esse "for" aí, que verbo é esse?
            Ele considerou a frase longamente, como se eu estivesse pedindo que resolvesse a quadratura do círculo, depois ajeitou as abotoaduras e me encarou sorridente.
            — Verbo for.
            — Verbo o quê?
            — Verbo for.
            — Conjugue aí o presente do indicativo desse verbo.
            — Eu fonho, tu fões, ele fõe – recitou ele, impávido. — Nós fomos, vós fondes, eles fõem. (...)

1ª Questão. Pode-se depreender de “Se ele distinguir qual é o verbo, considero-o um gênio, dou quatro, ele passa e seja o que Deus quiser” (fim do 4º parágrafo do texto):

(A) nada pode deter o desejo de uma pessoa que se dedica a conquistar seus objetivos.
(B) conhecer bem a flexão dos verbos faz com que um aluno supere todas as suas dificuldades.
(C) o candidato, por sua postura destemida, conseguiria superar os obstáculos impostos pela vida.
(D) ao distinguir o verbo, o candidato evidenciaria seu profundo conhecimento da língua.
(E) o narrador não assegura ao ensino formal a total responsabilidade pela aprendizagem da língua pelos alunos.

2ª Questão. O comentário sobre o “irônico destino” (início do 4º parágrafo do texto) sugere que:

(A) a experiência do aluno que se torna professor é irônica, porque ele não dominava adequadamente o idioma.
(B) sua experiência completamente frustrante como aluno levou-o a almejar a atividade docente.
(C) sua experiência bem-sucedida como aluno levou-o a conquistar o seu lugar natural de professor.
(D) o destino confirmou as expectativas do aluno, levando-o à atividade docente.
(E) o destino contradisse as expectativas do aluno, que não se imaginava exercendo a atividade docente.

3ª Questão. O trecho “Eu tinha fama de professor carrasco, que até hoje considero injustíssima, e ficava muito incomodado com aqueles rapazes e moças pálidos e trêmulos diante de mim” (4º parágrafo do texto) pressupõe uma visão da educação segundo a qual:

(A) é preciso retomar práticas educacionais que ameacem os estudantes, a fim de que eles estudem bastante e dediquem-se a aprender os conteúdos fundamentais.
(B) a aprendizagem deve estar baseada em relações de respeito entre professor e alunos e não ser pautada pelo medo.
(C) cabe ao professor intimidar seus alunos, a fim de que eles rendam o necessário.
(D) o medo sentido pelos alunos demonstra que eles têm pouco comprometimento com os estudos.
(E) a aprendizagem deve ser construtivista.

4ª Questão. O aluno submetido à prova oral no episódio narrado no texto é retratado como:

(A) prepotente, mas consciente das suas limitações no que diz respeito à língua portuguesa.
(B) inseguro, mas inconsciente de sua falta de conhecimentos linguísticos.
(C) destemido e completamente inconsciente da sua falta de conhecimento da língua portuguesa.
(D) atrevido, porque consciente de suas competências linguísticas.
(E) humilde e consciente da necessidade de desenvolver suas competências linguísticas.

5ª Questão. As explicações realizadas entre parênteses ao longo do texto expressam:

(A) a impossibilidade de se realizar uma comunicação eficiente por meio da comunicação escrita.
(B) um diálogo fictício entre leitor e autor.
(C) a consciência do escritor sobre a erudição do seu leitor.
(D) a perda da autonomia do leitor diante da linguagem formal.
(E) a projeção de um leitor desinteressado.

6ª Questão. Considerando o contexto, os termos arcaicos contribuem para:

(A) menosprezar as particularidades da cultura escolar em que o escritor se formou.
(B) ressaltar as diferenças entre a cultura escolar em que o escritor se formou e a das novas gerações.
(C) afirmar a necessidade de renovar permanentemente a língua em função das novas tecnologias.
(D) obrigar o leitor a reconhecer a sua ignorância com relação à língua.
(E) evidenciar o profundo conhecimento linguístico do autor.

7ª Questão. Um olhar atento para a linguagem empregada pelo autor permite afirmar que o texto:

(A) dirige-se a um público erudito que reconheça os exercícios intertextuais.
(B) é representativa da escrita do século XIX.
(C) contempla leitores de diversos níveis culturais que se interessem pelas questões do seu tempo.
(D) requer leitores que tenham um repertório formado fundamentalmente pelas obras clássicas.
(E) pressupõe um leitor reflexivo e que conheça a linguagem das novas tecnologias.

8ª Questão. Segundo o texto, o conflito entre gerações é:

(A) importante, porque a tensão entre a tradição e a modernidade impede que certos valores sejam esquecidos.
(B) irrelevante, porque os valores permanecem a despeito das mudanças sociais.
(C) importante, para que os jovens tenham medo dos mais velhos.
(D) irrelevante, porque a modernidade inevitavelmente destrói a tradição.
(E) um diálogo equilibrado entre tradição e modernidade.

9ª Questão. João Ubaldo Ribeiro é contemporâneo de:

(A) Machado de Assis  (B) Clarice Lispector
(C) Graciliano Ramos   (D) Monteiro Lobato  (E) Ariano Suassuna

10ª Questão. As marcas estilísticas e temáticas evidenciam que o texto é:

(A) crônica (B) conto (C) romance (D) poema (E) reportagem


11ª Questão. “O verbo for” traz uma das características marcantes da obra de João Ubaldo Ribeiro, a saber:

(A) abuso de figuras de linguagem (B) lirismo
(C) sentimentalismo                        (D) humor            (E) pessimismo

12ª Questão. Do ponto de vista estético, é possível afirmar que:

(A) trata-se de um texto da primeira fase do modernismo.
(B) trata-se de um texto clássico.
(C) trata-se de um texto com características barrocas.
(D) trata-se de um texto contemporâneo.
(E) trata-se de um texto vanguardista.

13ª Questão. Independente da identificação do infinitivo do verbo, a forma “for” está flexionada no:

(A) presente do indicativo
(B) pretérito imperfeito do subjuntivo
(C) futuro do subjuntivo
(D) futuro do indicativo
(E) pretérito perfeito do indicativo

14ª Questão. Em “muitos nunca se recuperaram inteiramente”, o termo em destaque é:

(A) pronome possessivo
(B) índice de indeterminação do sujeito
(C) pronome apassivador
(D) pronome reflexivo
(E) pronome pessoal do caso reto

15ª Questão. O termo “ruybarbosianamente”:

(A) é um adjetivo, que modifica o sujeito “tudo”.
(B) construído a partir do nome de Ruy Barbosa, é um neologismo que modifica “escrito”.
(C) é exemplo de neologismo, formado a partir da derivação por prefixação e sufixação.
(D) vem usado para intensificar a ação de “escrever”.
(E) vem usado para indicar que os vestibulares contradiziam a escrita praticada por Ruy Barbosa.

16ª Questão. O vocábulo destacado em “evidentemente o condizente com a nossa condição provecta” pode ser substituído, sem prejuízo de sentido para o contexto, por:

(A) avançada em anos (B) contemporânea (C) instável (D) permanente (E) atrasada em anos

17ª Questão. O termo em destaque de “Os textos em latim” (final do 2º parágrafo do texto) funciona como:

(A) núcleo do sujeito            (B) adjunto adverbial
(C) complemento nominal    (D) complemento verbal    (E) adjunto adnominal

18ª Questão. O uso do futuro do pretérito em “sairia” deve-se:

(A) à construção de uma ação anterior condicional, introduzida pela conjunção “se”.
(B) à construção de uma ação anterior afirmativa, apresentada pelo modo imperativo.
(C) à necessidade de fazer a correlação verbal entre o verbo “sair” e o seu complemento.
(D) à ação histórica que se desenvolverá no futuro próximo.
(E) ao que se espera da ação realizada no passado com impactos no presente.

19ª Questão. Respeitando o contexto em que ocorre, a grafia do verbo em “Havia provas escritas e orais”:

(A) contraria o uso da norma culta do idioma, porque o verbo deveria estar no plural para indicar o sujeito composto.
(B) está correta, porque o verbo se flexiona de acordo com o sujeito “provas escritas e orais”.
(C) está correta, porque se trata de um verbo impessoal.
(D) está correta, porque o verbo “haver” segue a flexão dos verbos regulares.
(E) está incorreta do ponto de vista gramatical e correta do ponto de vista dos usos da linguagem.

20ª Questão. Em “Quando ele for prestar vestibular, deverá estudar latim”, a forma infinitiva do verbo em destaque, considerando o contexto, é:

(A) ser (B) for (C) é (D) ir (E) vamos

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