Seguidores

quinta-feira, 31 de março de 2016

Instituto Mauá – 2013 – Prova de Língua Portuguesa e Redação

Instituto Mauá de Tecnologia – Vestibular 2013 – Prova de Língua Portuguesa e Redação


REDAÇÃO

Sem ultrapassar vinte linhas, componha uma redação com o título:

A próxima Copa do Mundo

QUESTÕES DISSERTATIVAS

Os textos a seguir servem de base para as questões 01 a 06:

Texto I - O que foi a princípio entretenimento de horas de folga tornou-se uma profissão; a assistência desses jogos, que requeria apenas uma pequena arquibancada, como são hoje as de natação ou basquete, exige hoje estádios monumentais; a publicidade em torno dessa atividade supera qualquer outra. Um campeonato mundial de tal esporte, que não é mais esporte (sport é divertimento, não meio de vida), apaixona de tal modo a opinião que envolve os brios nacionais, e uma briga no jogo entre adversários sem educação pode acarretar movimentos de antipatia entre os países a que eles pertencem. Não é insensato?

(Manuel Bandeira)  

Texto II - O jogo recomeça. É quando volta o balão. Cai nos pés do meia-esquerda. Mal chega a cair. Porque um violento pontapé do argentino o precipita no solo. Apitos. Gritos. Palavrões. Jogo suspenso. O brasileiro se retorce de dor, tem a perna quebrada. Primeiro minuto de estupor. Logo a seguir, os jogadores se retraem. A assistência invade o campo. Há tropelia. Há desmaios. Já o embaixador brasileiro foi pisado. A embaixatriz argentina perdeu o chapéu, num bofetão anônimo. As duas bandeiras nacionais baixaram dos postes e estão sendo disputadas, cuspidas, rasgadas, tomadas e retomadas. Pontapés acertam. Gente cai, gente corre, gente foge. E os locutores, através do microfone, comandam massacres e insultos continente afora.

(Orígenes Lessa)  

Questão 01. O autor do texto I distingue duas modalidades de futebol. Em qual delas se pode classificar a narrada no texto II?

Questão 02. Transcreva do texto II uma expressão que indica

a) violência física;
b) violência verbal.

Questão 03. Transcreva do texto I um sinônimo de

a) amor-próprio;
b) recreação.

Questão 04. Siga o modelo

(i) Comandando massacres e insultos, os locutores vão provocar mais os ódios.
(ii) Se os locutores comandarem massacres e insultos, vão provocar mais ódios.

a) (i) Vindo ao estádio, você ficará assustado.
(ii)
b) (i) Vendo a partida, ficaremos nervosos.
(ii)

Questão 05. O autor do primeiro texto pertence a que fase do Modernismo?

Questão 06. Dê duas características comuns dos trechos a seguir:

I. “E bem, qualquer que seja a solução, uma cousa fica, e é a suma das sumas, ou o resto dos restos, a saber, que a minha primeira amiga e o meu primeiro amigo, tão extremosos ambos e tão queridos também, quis o destino que acabassem juntando-se e enganando-me...”

(Machado de Assis)

II. “Atormentava-me a ideia de surpreendê-la. Comecei a remexer-lhe nas malas, nos livros e abrir-lhe a correspondência. Madalena chorou, gritou, teve um ataque de nervos. Depois vieram outros ataques, outros choros, outros gritos, choveram descomposturas e a minha vida se tornou um inferno.”

(Graciliano Ramos)


Leia também:

QUESTÕES COM QUADRINHOS -10 TESTES COMENTADOS
Período Composto por Coordenação
Processos de Formação de Palavras I - Derivação
Orações Subordinadas Adverbiais Reduzidas
Orações Subordinadas Substantivas



Conheça as apostilas de gramática do blog Veredas da Língua. Clique em uma das imagens abaixo e saiba como adquiri-las.














ATENÇÃO: Além das apostilas, o aluno recebe também, GRATUITAMENTE, o programa em Powerpoint: 500 TEMAS DE REDAÇÃO


Instituto Mauá – 2012 – Prova de Língua Portuguesa e Redação

Instituto Mauá de Tecnologia – Vestibular 2012 – Prova de Língua Portuguesa e Redação


REDAÇÃO

Sem ultrapassar vinte linhas, componha uma redação com o título:

Minha infância.

QUESTÕES DISSERTATIVAS

Os textos a seguir servem de base para as questões 01 a 04:

Texto I - Cresci; e nisso é que a família não interveio: cresci naturalmente, como crescem as magnólias e os gatos. Talvez os gatos são menos matreiros, e, com certeza, as magnólias são menos inquietas do que eu era na minha infância. Um poeta dizia que o menino é pai do homem. Se isto é verdade, vejamos alguns lineamentos do menino.
            Desde os cinco anos merecera eu a alcunha de “menino diabo”; e verdadeiramente não era outra coisa; fui dos mais malignos do meu tempo, arguto, indiscreto, traquinas e voluntarioso.

(Machado de Assis)

Texto II - O traço todo da vida é para muitos um desenho da criança esquecido pelo homem, mas ao qual ele terá sempre que se cingir sem o saber... Pela minha parte acredito não ter nunca transposto o limite das minhas quatro ou cinco primeiras impressões. Os primeiros oito anos da vida foram assim, em certo sentido, os de minha formação, instintiva ou moral, definitiva...

(Joaquim Nabuco)

Questão 01 = Transcreva do texto I a frase que expressa o pensamento contido no primeiro período do texto II.

Questão 02 - Dê duas características apresentadas pelo narrador do texto I, comprovando ter sido ele mais matreiro que os gatos.

Questão 03 - Transcreva do texto II uma palavra cujo significado corresponda a lineamentos, do texto I.

Questão 04 - Siga o modelo: Veja alguns lineamentos.

– Se você vir alguns lineamentos, verei também.

a) Intervenha na educação deles.
b) Transponha o limite das primeiras impressões.


Conheça as apostilas de gramática do blog Veredas da Língua. Clique em uma das imagens abaixo e saiba como adquiri-las.














ATENÇÃO: Além das apostilas, o aluno recebe também, GRATUITAMENTE, o programa em Powerpoint: 500 TEMAS DE REDAÇÃO


Leia também:

QUESTÕES COM QUADRINHOS -10 TESTES COMENTADOS
Período Composto por Coordenação
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
Regência verbal II
Processos de Formação de Palavras I - Derivação
Orações Subordinadas Adverbiais Reduzidas
Orações Subordinadas Substantivas

Texto: “Negócio de menino com menina” — Ivan Ângelo

Negócio de menino com menina

O menino, de uns dez, onze anos, pés no chão, vinha andando pela estrada de terra da fazenda com a gaiola na mão. Sol forte de uma hora da tarde. A menina, de uns nove anos, dez anos, ia de carro com o pai, novo dono da fazenda. Gente de São Paulo. Ela viu o passarinho na gaiola e disse ao pai: 
            ¾ Olha que lindo! Compra pra mim?
            ¾ O homem parou o carro e chamou:
            ¾ Ô menino.
O menino voltou, chegou perto, carinha boa. Parou ao lado da janela da menina. O homem:
            ¾ Esse passarinho é pra vender?
            ¾ Não, senhor.
O pai olhou para a filha com cara de deixa pra lá. A filha pediu suave como se o pai tudo pudesse:
            ¾ Fala pra ele vender.
            O pai, mais para atendê-la, apenas intermediário:
            ¾ Quanto você quer pelo passarinho?
            ¾ Não tou vendendo não senhor.
            A menina ficou decepcionada e segredou:
            ¾ Ah, pai, compra.
            Ela não considerava, ou não aprendera ainda, que negócio só se faz quando existe um vendedor e um comprador. No caso, faltava o vendedor. Mas o pai era um homem de negócios, águia da Bolsa de Valores, acostumado a encorajar os mais hesitantes ou a virar a cabeça dos mais recalcitrantes:
            ¾ Dou cinqüenta reais.
            ¾ Não senhor.
            ¾ Cem.
            ¾ Vendo não.
            O homem meteu a mão no bolso, tirou o dinheiro, mostrou três notas, irritado.
            ¾ Cento e cinqüenta reais.
            ¾ Não estou vendendo, não, senhor.
            O homem resmungou “que menino chato” e falou para a filha:
            ¾ Ele não quer vender. Paciência.
            A filha, baixinho, indiferente às impossibilidades de transação:
            ¾ Mas eu queria. Olha que bonitinho.
            O homem olhou a menina, a gaiola, a roupa encardida do menino, com um rasgo na manga, o rosto vermelho de sol.
            ¾ Deixa comigo.
            Levantou-se, deu a volta, foi até lá. A menina procurava intimidade com o passarinho, dedinho nas gretas da gaiola. O homem, maneiro, estudando o adversário:
            ¾ Qual o nome deste passarinho?
            ¾ Ainda não botei nome nele, não. Peguei ele agora.
            O homem, quase impaciente:
            ¾ Não perguntei se ele é batizado ou não, menino. É pintassilgo, é sabiá, é o quê?
            ¾ Aaaah. É bico-de-lacre.
            A menina, pela primeira vez, falou com o menino:
            ¾ Ele vai crescer?
            O menino parou os olhos pretos nos olhos azuis.
            ¾ Cresce nada. Ele é assim mesmo, pequenininho.
            O homem:
            ¾ E canta?
            ¾ Canta nada. Só faz chiar assim.
            ¾ Passarinho besta, hein?
            ¾ É. Não presta pra nada, é só bonito.
            ¾ Você pegou ele dentro da fazenda?
            ¾ É. Aí no mato.
            ¾ Essa fazenda é minha. Tudo que tem nela é meu.
            O menino segurou com mais força a alça da gaiola, ajudou com a outra mão nas grades. O homem achou que estava na hora e falou já botando a mão na gaiola, dinheiro na outra mão:
            ¾ Dou duzentos reais, pronto. Toma aqui.
            ¾ Não senhor, muito obrigado.
            O homem veio mandão:
¾ Vende isso logo, menino. Não vendo que é pra menina?
            ¾ Não, não tou vendendo, não.
            ¾ Trezentos reais! Toma aqui!         ¾ e puxou a gaiola.
            Com trezentos reais se comprava um saco de feijão, ou dois pares de sapatos, ou uma bicicleta velha.
            O menino resistiu, segurando a gaiola, voz trêmula:
            ¾ Quero não senhor. Tou vendendo não.
            ¾ Não vende por quê, hein? Por quê?
            O menino acuado, tentando explicar:
            ¾ É que eu demorei a manhã todinha pra pegar ele e tou com fome e com sede, e queria ter ele mais um pouquinho. Mostrar pra mamãe.
            O homem voltou para o carro nervoso. Bateu a porta, culpando a filha pelo aborrecimento.
            ¾ Viu no que dá mexer com essa gente? É tudo ignorante, filha. Vam’bora.
            O menino chegou pertinho da menina e falou baixinho, para só ela ouvir:
            ¾ Amanhã eu dou ele pra você.
            Ela sorriu e compreendeu.

(Ivan Ângelo, in “Pode me beijar se quiser”)


Leia também:

"O homem; as viagens" — Carlos Drummond de Andrade
"Pênalti"— Moacyr Scliar 

"Eros e Psique" — Fernando Pessoa
“Amar” – Carlos Drummond de Andrade



Conheça as apostilas de literatura do blog Veredas da Língua. Clique em uma das imagens abaixo e saiba como adquiri-las.














ATENÇÃO: Além das apostilas, o aluno recebe também, GRATUITAMENTE, o programa em Powerpoint: 500 TEMAS DE REDAÇÃO

Instituto Mauá – 2011 – Prova de Língua Portuguesa e Redação

Instituto Mauá de Tecnologia – Vestibular 2011 – Prova de Língua Portuguesa e Redação


REDAÇÃO

Sem ultrapassar vinte linhas, componha uma redação com o título:

A infância vê naturalmente verde. (Machado de Assis)

QUESTÕES DISSERTATIVAS

O texto a seguir serve de base para as questões 11 a 14:

            Vindo agora pela Rua da Glória, dei com sete crianças, meninos e meninas, de vário tamanho, que iam em linha, presas pelas mãos. A idade, o riso e a viveza chamaram-me a atenção, e eu parei na calçada, a fitá-las. Eram tão graciosas todas, e pareciam tão amigas que entrei a rir de gosto. Nisto ficaria a narração, caso chegasse a escrevê-la, se não fosse o dito de uma delas, uma menina, que me viu rir parado e disse às suas companheiras:
            – Olha aquele moço que está rindo para nós.
            Esta palavra me mostrou o que são olhos de crianças. A mim, com estes bigodes brancos e cabelos grisalhos, chamaram-me moço! Provavelmente dão este nome à estatura da pessoa, sem lhe pedir certidão de idade.
            Deixei andar as crianças e vim fazendo comigo aquela reflexão. Elas foram saltando, parando, puxando-se à direita e à esquerda, rompendo alguma vez a linha e recosendo-a logo. Não sei onde se dispersaram; sei que daí a dez minutos não vi nenhuma delas, mas outras, sós ou em grupos de duas. Algumas destas carregavam trouxas ou cestas, que lhes pesavam à cabeça ou às costas, começando a trabalhar, ao tempo em que as outras não acabavam ainda de rir. Dar-se-á que a não ter carregado nada na meninice devo eu o aspecto de “moço” que as primeiras me acharam agora? Não, não foi isso. A idade dá o mesmo aspecto às coisas; a infância vê naturalmente verde. Também estas, se eu risse, achariam que “aquele moço ria para elas”, mas eu ia sério, pensando, acaso doendo-me de as sentir cansadas; elas, não vendo que os meus cabelos brancos deviam ter-lhes o aspecto de pretos, não diziam coisa nenhuma, foram andando e eu também.

(Machado de Assis)

Questão 11) O que motivou o narrador a alongar-se no seu relato?

Questão 12) Em que diferem os dois grupos de crianças?

Questão 13) Apresente justificativa do narrador para as crianças vistas por último não o terem chamado de moço.

Questão 14) Siga o modelo, respondendo no caderno de respostas:

1) Vindo aqui, você saberá onde as crianças se dispersaram.
2) Se você viesse aqui, saberia onde as crianças se dispersaram.
a) 1) Vendo aquelas crianças, você vai rir de gosto.

2) ...
b) 1) Refazendo o mesmo caminho, você descobrirá outra realidade.
2) ...



Leia também: