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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Tema de redação – UNIFENAS – 2016

Tema de redação – UNIFENAS – 2016


            Nunca, na história da humanidade, as pessoas atingiram um progresso material como o de agora, tantos são os estímulos e as opções. Apesar disso, segundo a jornalista, psicóloga e psicanalista Gláucia Leal, “as pessoas vivem em profundo estado de insatisfação – consigo mesmas, com os outros e com o mundo”.
Como explicar a insatisfação que atinge, atualmente, um número cada vez maior de indivíduos? De que maneiras ela se manifesta?

Com um texto argumentativo/dissertativo, responda a essas e a outras interrogações, obedecendo às seguintes disposições:
- divisão em introdução ( proposição da tese), argumentação (desenvolvimento da tese) e conclusão (retomada da tese);
- emprego da terceira pessoa;
- utilização de, no mínimo, quatro parágrafos;
- atribuição de um título breve e sugestivo.

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Tema de redação – UNIFENAS – 2015

Tema de redação – UNIFENAS – 2015


Tecendo a manhã

Um galo sozinho não tece a manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito que um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
e os fios do sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde um teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendo para todos, no toldo
(a manhã), toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.

MELO NETO, João Cabral de. A Educação Pela Pedra. In:_________. Poesias Completas. 2ª ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1975. p.11.


Após a leitura do poema e da tirinha, faça a depreensão do tema e escolha um foco adequado para escrever um texto dissertativo/argumentativo em que seja clara a divisão tradicional em introdução, desenvolvimento e conclusão. Utilize a terceira pessoa e produza, no mínimo, quatro parágrafos. Dê à redação um título breve e original.

Observação: A inexistência de uma tese original, ou interessante, decretará a anulação da redação.

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Tema de redação – UNIFENAS – 2003



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terça-feira, 4 de abril de 2017

ENCONTROS VOCÁLICOS - DITONGOS, TRITONGOS E HIATOS

ENCONTROS VOCÁLICOS - DITONGOS, TRITONGOS E HIATOS

Os encontros vocálicos ocorrem quando há a junção de duas ou mais vogais em uma palavra. Eles são divididos em:

Hiato - duas vogais em sílabas diferentes

Ex.: Saúde, país, conteúdo.

Ditongo - Dois sons vocálicos na mesma sílaba. Ocorre a junção de uma vogal e uma semivogal.

O ditongo pode ser classificado de duas formas:

Quanto à posição dos sons vocálicos

Crescente - Semivogal + vogal - Ex.: Quadrado, aquarela, história.
Decrescente - Vogal + semivogal - Ex.: Noite, caixa, oito.

Quanto à sonoridade

Oral - Duas vogais orais na mesma sílaba - Ex.: Apaixonado, ausência, mistério.
Nasal - Quando há a presença de ao menos uma vogal nasal na sílaba. Também pode ocorrer com as vogais A e E seguidas de M no final da palavra. Os ditongos nasais são decrescentes. - Ex.: Sabão, Passaram, cãibra.

Tritongo - Presença de duas semivogais e uma vogal na mesma sílaba

Tritongo oral – O som passa somente pela boca.
Ex.: Uruguai, iguais, quaisquer.

Tritongo nasal – O som passa pela boca e pelo nariz.
Ex.: Saguão, quão, enxaguem.

Exercícios - Identifique e classifique nos vocábulos abaixo os ditongos, tritongos e hiatos´.

Pais
País
Hiato
Cílios
Quão
Correram
Peixe
Céu
Meu
Coração
Água
Saudade
Entendem
Linguiça
Receoso
Paixão
Batem
Beijo
Enxaguem
Aquário
Pão
Poeta
Joelho
Quase
Pelotão
Alguém
Espécie
Deixa
Saguão
Chiado
Glória
Triunfo
Baú
Mágoa
Aquarela
Cãibra
Falam
Paraguai

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Texto: “Perguntaram-me se acredito em Deus...” – Rubem Alves

Perguntaram-me se acredito em Deus...

Acabo de publicar um livrinho com o título Perguntaram-me se acredito em Deus… Ele nasceu de uma pergunta que me fez uma senhora, ao final de um debate sobre educação. Essa foi a pergunta que ela me fez: “O senhor acredita em Deus?”
Houve tempo em que era mais fácil acreditar em Deus. Hoje está mais difícil. Até o Papa, na sua visita ao campo de concentração de Treblinka, fez a pergunta que não deveria ter feito: “Onde estava Deus quando esse horror aconteceu?” 

Se for levada a sério a pergunta do Papa é uma heresia. Deus não podia estar lá porque, se estivesse, ele não teria deixado aquele horror acontecer. Pois Deus não é amor? E todo poderoso? Se estava lá e deixou acontecer ou não é amor ou não é todo poderoso. Se ele não estava lá então ele não é onipresente. Até o representante de Deus na Terra ficou perturbado com a indiferença do seu Chefe.
Depois do atentado terrorista ao World Trade Center o New York Times publicou um artigo com essa mesma pergunta: Onde estava Deus? Estava lá? Se estava lá, por que deixou acontecer? Fiquei com vontade de escrever um artigo dando uma resposta à pergunta americana: “Deus estava no mesmo lugar onde estava quando a bomba atômica foi lançada sobre Hiroshima…”
Dietrich Bonhoffer, pastor protestante que foi enforcado por haver participado de um frustrado atentado para assassinar Hitler – (Às vezes não há como fugir: ou matar um único, para que muitos não sejam mortos, ou, para preservar a pureza pessoal, não matar esse único e deixar que milhares sejam mortos; por vezes a inocência é mais criminosa que o crime…) – lutou com essa pergunta: “Onde está Deus?” Sua resposta foi simples: “Ele está aqui mas não é todo poderoso; Deus é fraco…”
Se Deus existe e é forte, como perdoá-lo por permitir que acontecesse o que não deveria ter acontecido? Mas se Deus é fraco ou não existe, então é possível perdoá-lo e amá-lo. Aí choraríamos e diríamos: “Se Deus existisse ou fosse forte isso não teria acontecido…”
Mas eu não disse nada disso para a senhora. Apenas perguntei de volta, pedindo um esclarecimento: “Qual? Há tantos deuses… Os homens ferozes e vingativos imaginam um Deus feroz e vingativo que mantém, para sua própria alegria, uma câmara de torturas chamada Inferno onde se vinga dos seus desafetos por toda a eternidade. Há o Deus jardineiro que criou um Paraiso e mora nas árvores e nas correntes cristalinas. Há o Deus com alma de banqueiro que contabiliza débitos e créditos… Há o Deus da Cecília Meireles que se confunde com as águas do mar azul… Há o Deus erótico que inspira poemas de amor carnal… E há também o Deus criança de Alberto Caeiro e Mário Quintana. Qual deles?”
Ela ficou em silêncio, meio perdida. Acho que ela nunca havia pensado no que lhe disse. Então lhe respondi com os versos do Chico:
“Saudade é o revés do parto. É arrumar o quarto para o filho que já morreu”.
E perguntei: “Qual é a mãe que mais ama? A que arruma o quarto para o filho que chegará amanhã ou a que arruma o quarto para o filho que nunca chegará?” E acrescentei: “Sou um construtor de altares à beira de um abismo. Construo meus alteres com poesia e beleza. Os fogos que acendo nos meus altares iluminam o meu rosto e aquecem o meu corpo. Mas o abismo continua escuro e silencioso…”

(Rubem Alves)


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“O menino que carregava água na peneira” – Manoel de Barros
“Receita de domingo” – Paulo Mendes Campos



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Tema de redação – UNIFENAS – 2014

Tema de redação – UNIFENAS – 2014


Em seu primeiro compromisso internacional, o papa Francisco deixou o Vaticano e aportou no Brasil, onde, nos fins de julho e começo de agosto, presidiu a 3º Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro. Durante sua estada no país, Sua Santidade reinou absoluto no coração da maioria dos brasileiros, que ficou refém de sua simpatia e de seu carisma aqui confirmados de sobra. Ninguém, incluindo a mídia, economizou adjetivos: cativante, doce, gentil, sensível, afetuoso, bondoso, sábio, simples, humilde, humano, “fofo”, entre tantos outros. Para a revista Veja (edição de 31 de julho), Francisco “arrebatou os brasileiros com pronunciamentos a um só tempo leves e profundos”, numa espécie de “retórica da honestidade”. A mesma publicação (edição de 7 de agosto), ao reportar a viagem de volta do Sumo Pontífice a Roma, destaca a sua conversa, marcada por certa informalidade, com os jornalistas, e durante a qual não houve assunto proibido: do lobby gay ao aborto, passando pelo papel da mulher na Igreja.
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Reflita sobre o que você leu ou ouviu a respeito da visita do papa Francisco ao Brasil, para, em seguida, elaborar um texto dissertativo/argumentativo que responda às seguintes indagações: A visita de Sua Santidade deixou algum legado aos católicos (ou às pessoas de modo geral)? Será capaz de mudar o comportamento da Igreja? Acena para alguma alteração na milenar doutrina católica?

Instruções: Deixe bem clara a divisão do texto em suas fases tradicionais: introdução (apresentação da tese), argumentação (desenvolvimento da tese) e conclusão. Adote a terceira pessoa e dê à redação um título breve e sugestivo.

Lembrete: Nessa redação você não deve expor fatos (já bastante divulgados e conhecidos de todos), mas mostrar seu ponto de vista sobre eles. Por isso, é importante partir de uma tese interessante, se possível original. Caso você não cumpra essa disposição, sua redação não será valorizada.



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