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terça-feira, 10 de julho de 2018

Texto: “A pipoca” – Rubem Alves

A pipoca

A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras que com as panelas. Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-mo a algo que poderia ter o nome de “culinária literária”. Já escrevi sobre as mais variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nobis, picadinho de carne com tomate feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos. Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma meditação sobre o filme A festa de Babette, que é uma celebração da comida como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como chef. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo – porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento. 
       As comidas, para mim, são entidades oníricas. Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu. A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas ideias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível. A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela. 
Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem. Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida…). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas. Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do candomblé…
A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido. Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista do tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a ideia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos. Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado. Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!
E o que é que isso tem a ver com o candomblé? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa – voltar a ser crianças!
Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosas. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão – sofrimentos cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: pum! – e ela aparece como uma outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.
Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro. “Morre e transforma-te!” – dizia Goethe.
Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. Meu amigo William, extraordinário professor-pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia as explicações científicas não valem. Por exemplo: em Minas “piruá” é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: “Fiquei piruá!” Mas acho que o poder metafórico dos piruás é muito maior. Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. Ignoram o dito de Jesus: “Quem preservar a sua vida perde-la-á.” A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.
Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira…

(Rubem Alves)

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terça-feira, 19 de junho de 2018

VARIEDADES LINGUÍSTICAS – 12 QUESTÕES COM QUADRINHOS

VARIEDADES LINGUÍSTICAS – 12 QUESTÕES COM QUADRINHOS

(UFTM) – Leia os quadrinhos abaixo para as questões 01 e 02.

  
01. Sobre a tira, analise as afirmativas.

 I - Pode-se identificar, no último quadrinho, a fala de um nordestino, exemplo de variedade linguística regional.
II - É apresentada uma visão estereotipada de uma fala que suprime, quase sempre, as sílabas finais das palavras.
III - A fala no último quadrinho retoma o exemplo dado no terceiro quadrinho, tornando-se mais inteligível.
IV - O produtor da tira usou seu conhecimento das variedades lingüísticas existentes entre as regiões do país para
produzir efeitos de humor.

Estão corretas as afirmativas

a) I, II e III, apenas.
b) II, III e IV, apenas.
c) I, III e IV, apenas.
d) II e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.

2. A tira exemplifica o uso de variedades linguísticas. Sobre variedades e registros de linguagem, assinale a afirmativa INCORRETA.

a) Preconceito linguístico é o julgamento negativo dos falantes em função da variedade linguística que utilizam.
b) A maior ou menor proximidade entre os falantes faz com que usem variedades mais ou menos formais, denominadas registros de linguagem.
c) Diferenças significativas nos aspectos fonológicos e morfossintáticos da língua marcam as variedades sociais, seja devido à escolaridade, à faixa etária, ao sexo.
d) Norma culta ou padrão é a denominação dada à variedade linguística dos membros da classe social de maior prestígio, que deve ser utilizada por todos da mesma comunidade.
e) Gíria ou jargão é uma forma de linguagem baseada em vocabulário criado por um grupo social e serve de emblema para os membros do grupo, distinguindo-os dos demais falantes da língua.

03. Analise a tirinha a seguir.


Assinale o trecho do diálogo que apresenta um registro informal, ou coloquial, da linguagem.

a) “Tá legal, espertinho! Onde é que você esteve?!”
b) “E lembre-se: se você disser uma mentira, os seus chifres cairão!”
c) “Estou atrasado porque ajudei uma velhinha a atravessar a rua...”
d) “...e ela me deu um anel mágico que me levou a um tesouro”
e) “mas bandidos o roubaram e os persegui até a Etiópia, onde um dragão...”

04. (INSPER-2008) Analise a tirinha abaixo.


Na tira, a presença do termo “Vossa Mercê” na fala do Vovô revela

a) variedade de língua arcaica, para deixar claro à interlocutora a importância da diferença de idade.
b) respeito excessivo dele ao dirigir-se à interlocutora, para contestar a ideia de que é antiquado.
c) diferença de usos linguísticos entre as gerações, corroborando a avaliação da interlocutora sobre ele.
d) intolerância da interlocutora com ele, cuja linguagem se mostra tão informal quanto a dela.
e) opção por uma linguagem mais à vontade para agradar a interlocutora, que mostra ter princípios.

05. Leia a tirinha.


Levando-se em consideração a tira de Maurício de Sousa apresentada, que elementos linguísticos constituem uma tentativa de aproximação com a língua oral?

a) A onomatopeia hum e os pontos de exclamação, que demonstram a entonação.
b) Os pronomes demonstrativos isto, este e esta.
c) Os recursos visuais: balões, expressões faciais e gestuais.
d) O verbo dizer e o uso do substantivo no diminutivo.
e) As escolhas lexicais, em geral, realizadas por Maurício de Sousa.

Analise a tira e, a seguir, faça o que se pede nas questões 06 e 07. 

  
06. O efeito humorístico do texto:

a) Concentra-se nas especificidades de pronúncia das personagens.
b) Constrói-se a partir da exploração de dois dos significados do verbo “tocar”.
c) Compõe-se a partir do significado que se atribui ao verbo “entender” , nas áreas rurais do Brasil.
d) Deriva do fato de Rosinha dominar, melhor do que Chico Bento, a língua portuguesa.
e) Constrói-se a partir da ridicularização do falar e da cultura do homem do campo.

07. É possível, além da pronúncia” ocê”, encontrar, entre os diferentes grupos de falantes do português do Brasil, as formas “cê” e “você”. Considere os enunciados abaixo, assinale a alternativa correta a respeito deles.

I) “Você vem conosco?”
II) “Trouxe este presente para você.”

a) Na fala popular e informal, “ocê” e “cê” poderiam substituir você tanto em I quanto em II.
b) Em usos informais da língua, “cê” poderia ser encontrado apenas em I.
c) Em ambientes rurais, como o de Chico Bento, a forma “ocê” jamais ocorre em I.
d) Em usos coloquiais da língua, especialmente no meio rural, “ocê” aparece apenas em II.
e) A gramática normativa aceita as três variantes (“cê”, “ocê” e “você”), na escrita e na fala.

08. (FGV-2001)


Nos três primeiros quadrinhos, a linguagem utilizada é mais formal e, no último, mais informal. Assinale a alternativa que traga, primeiro, uma marca da formalidade e, depois, uma marca da informalidade presentes nos quadrinhos.

a) Vilania; vosso.
b) Vós; você.
c) Estou; você.
d) Tenhais; segui.
e) Notícias; falem.

09. (Santa Marcelina- Medicina/2013)



(www.tirinhasdoze.com. Adaptado.)

As personagens da tirinha empregam uma variedade linguística

a) que mescla uma modalidade padrão com elementos de uma modalidade não padrão, exemplificadas pelo uso de está e .
b) que apela predominantemente a uma modalidade popular, com gírias do tipo assim não dá.
c) que exagera na adoção de uma modalidade rigorosa e formal, como no tratamento em Seu Vinícius.
d) que mistura uma modalidade coloquial, a partir de gírias, com uma modalidade regionalista, como em pinga.
e) exclusivamente pertencente a uma modalidade padrão, com vocábulos rebuscados e preciosos, como oculista.

10. (UFES-2002) Em meio a opiniões favoráveis ou contrárias aos estrangeirismos, o uso de palavras de outras línguas, como se observa na tirinha abaixo, é corrente no português do Brasil.


Assinale a alternativa que NÃO contém estrangeirismo:

a) “[...] Era impressionante o seu mister de busca incessante de recursos para construir o novo prédio e depois para continuar de pé aquela importante obra.” (Alencar Garcia de Freitas, A Gazeta - 6/8/2001)
b) “[...] Em dezembro de 1998 o quadro mundial era mais tenso [...] e o Brasil conseguiu US$ 41 bilhões do fundo e de um pool de bancos.” (Ângelo Passos, A Gazeta - 6/8/2001)
c) “[...] A crise ganha status de vírus letal, contra o qual não há remédio e cura.” (Milton Mira Assumpção, A Gazeta - 22/8/2001)
d) “[...] O momento da eleição, longe de ser motivo de reflexão, de troca de idéias entre os eleitores [...] transforma-se num grande show.” (Sérgio Fonseca, A Gazeta - 2/9/2001)
e) “[...] No mesmo período, o sistema portuário do Estado ocupou segundo lugar no ranking nacional em valor de produtos embarcados.” (A Gazeta - 4/9/2001)

11. Analise os quadrinhos abaixo.


As variações linguísticas permitem a evocação de certos aspectos de determinada parte do país, produzindo efeitos diferentes conforme o ouvinte ou leitor seja ou não dessa região. Nos quadrinhos acima, a variação linguística é de natureza:

a) fonética.       
b) lexical.    
c) morfológica.     
d) semântica.    
e) sintática.

12. (Enem 2ª aplicação-2010)
 

Calvin apresenta a Haroldo (seu tigre de estimação) sua escultura na neve, fazendo uso de uma linguagem especializada. Os quadrinhos rompem com a expectativa do leitor, porque 

a) Calvin, na sua última fala, emprega um registro formal e adequado para a expressão de uma criança.   
b) Haroldo, no último quadrinho, apropria-se do registro linguístico usado por Calvin na apresentação de sua obra de arte.   
c) Calvin emprega um registro de linguagem incompatível com a linguagem de quadrinhos. 
d) Calvin, no último quadrinho, utiliza um registro linguístico informal.   
e) Haroldo não compreende o que Calvin lhe explica, em razão do registro formal utilizado por este último.   


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quinta-feira, 14 de junho de 2018

Ortografia – S e Z

Ortografia – S e Z

Usa-se S:

- Nos adjetivos terminados em –oso – osa -isa

Ex.: gostoso, harmonioso, formosa.

- Nos substantivos terminados em –ase, -ese, -ise e -ose

Ex.: crase, catequese, valise, osmose.

Exceções: gaze e deslize.

- Na conjugação dos verbos pôr, querer e usar.

Ex.: quiseste, puseste, usei.

- Nos substantivos terminados em –isa.

Ex.: poetisa, profetisa.

- Nas palavras que indicam nacionalidade.

Ex.: português, norueguesa, irlandês, francesa.

- Nos verbos terminados em –isar quando a palavra primitiva possuir “s” com som de “z”.

Ex.: análise – analisar, catálise – catalisar, pesquisa – pesquisar.

- Nos diminutivos terminados em –inho e –ito quando a palavra primitiva possuir o “s” no final do radical.

Ex.: casa – casinha, adeus – adeusinho.

Usa-se Z:

- Nos substantivos abstratos que provém de adjetivos.

Ex.: limpeza, lucidez, embriaguez.

- Nos verbos terminados em –izar quando a palavra primitiva não possuir “s” com som de “z”.

Ex.: economia – economizar, hospital – hospitalizar, canal – canalizar.

Exceções: catequese – catequizar, hipnose – hipnotizar, síntese – sintetizar.

- Nos diminutivos terminados em –inho e –ito quando a palavra primitiva não possuir o “s” no final do radical.

Ex.: avião – aviãozinho, pá – pazinha, reza – rezinha.


Exercícios - Complete as lacunas das palavras abaixo com s ou z.

  1. Irri___ório
  2. Tran___eunte
  3. Bele___a
  4. Reale___a
  5. Prince___a
  6. Framboe___a
  7. Re___idência
  8. Perspica___
  9. Ca___arão
  10. Ilu___ão
  11. Frie___a
  12. Me___ário
  13. Cateque___e
  14. Ala___ão
  15. Ra___ão
  16. Fai___ão
  17. A___eite
  18. Mai___ena
  19. A___ia
  20. Atrá___
  21. Catequi___ar
  22. Pesqui___a
  23. Pu___este
  24. Atra___ar
  25. Extrava___ar
  26. Atravé___
  27. Verni___
  28. Be___ouro
  29. Rodí___io
  30. Go___o
  31. Hori___onte
  32. Civili___ação
  33. Pre___ente
  34. Produ___ir
  35. Torrão___inho
  1. Timide___
  2. Anali___ar
  3. Adeu___inho
  4. Reali___ar
  5. Ananá___
  6. Ameni___ar
  7. Te___
  8. Gi___
  9. Ma___ela
  10. Destre___a
  11. Milane___a
  12. Duque___a
  13. Profeti___a
  14. Amoro___o
  15. Bondo___o
  16. Mi___antropo
  17. Fu___ível
  18. Fu___il
  19. A___ilo
  20. Escravi___ar
  21. Fa___er
  22. Arte___anato
  23. Pre___idente
  24. Pou___ando
  25. Pre___ença
  26. Bati___ar
  27. Limpe___a
  28. Noruegue___a
  29. Portugue___a
  30. Análi___e
  31. Sinteti___ar
  32. Fragili___ar
  33. Parali___ar
  34. Po___itivo
  35. De___ejo
  36. Fra___e
  1. Ra___ante
  2. Esva___iar
  3. Nobre___a
  4. Avare___a
  5. Suavi___ar
  6. Catali___ar
  7. Cuscu___
  8. Pra___ero___o
  9. Perdi___
  10. Hipno___e
  11. Hipnoti___ar
  12. Efu___sivo
  13. Rê___
  14. Cortê___
  15. Ba___ar
  16. Pe___ar
  17. Lambu___ar
  18. Mare___ia
  19. Cafu___o
  20. Qui___este
  21. Bra___a
  22. Va___io
  23. Desli___ar
  24. Gui___o
  25. Pre___unto
  26. A___inha
  27. Ban___o
  28. Atencio___o
  29. Ca___o




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