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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Temas de redação – Mackenzie – 2009 – 1º semestre

Temas de redação – Mackenzie – Vestibular 2009 - 1º semestre



REDAÇÃO

Redija uma dissertação a tinta, desenvolvendo um tema comum aos textos abaixo.

Texto I

Natural é ter um trabalho, um salário, um emprego
Nome confiável, respeito na praça
Mas, afinal, o que é felicidade?
É sossego
Nesse mundo pequeno de tempo e espaço

Nando Reis e Samuel Rosa

Texto II

Se a felicidade fosse convertida em projeto, ela seria igualmente convertida em insatisfação interminável: jamais estaremos onde queremos estar; jamais seremos o que queremos ser; jamais teremos o que queremos ter. A felicidade moderna converteu-se numa vigília permanente: a vigília de Homens insatisfeitos; de Homens esmagados pelos seus próprios ideais de felicidade e perfeição.

Adaptado de João Pereira Coutinho

Texto III

Eu lamento te informar mas este modelo de felicidade que lhe ensinaram desde criança e que costuma aparecer em filmes e novelas não existe. Mas é importante que você seja educado acreditando que este modelo é real e existe e que vale a pena perseguir ele. Por isto este modelo de felicidade se faz tão presente nos comerciais da TV, no cinema e nas novelas.

www.rebelado.com

Texto IV

A felicidade não é apenas um conceito vago, mas algo tangível e resultante de atividade cerebral que pode ser vista, medida e até induzida, de acordo com neurologistas. Assim, é possível que pesquisadores possam, um dia, encontrar formas de ajudar a induzir o estado de felicidade, que deixará de ser uma busca filosófica, para se converter em uma busca farmacológica.

Adaptado da BBC Brasil

www.veredasdalingua.blogspot.com.br

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Temas de redação – Mackenzie – 2008 – 1º semestre

Temas de redação – Mackenzie – Vestibular  1º semestre - 2008



REDAÇÃO

Redija uma dissertação a tinta, desenvolvendo um tema comum aos textos abaixo.

Texto I

descartável

• adjetivo de dois gêneros
• que pode ou deve ser descartado

1 que não se destina a conservar nem a consertar; que se deita fora após uma ou mais utilizações (diz-se geralmente de objeto facilmente substituível)

Ex.: <barbeador descartável> <seringa descartável> <fralda descartável>

2 Derivação: sentido figurado, que se caracteriza por ser passageiro, sem profundidade ou importância

Ex.: <amor descartável> <valores descartáveis> <ideia descartável>

Adaptado do Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa

Texto II

Hoje temos a cultura do descartável na relação homem-coisas, o que nos remete a outras ligações temporárias e provisórias. Há um ritmo alucinante em que tudo vai sendo suplantado por novas informações geradoras de mudanças. Esse estado transitório das verdades e das coisas reflete-se também em relações mais frágeis com as outras pessoas, levando o sujeito a um crescente individualismo e fragilizando os laços sociais.

Adaptado de Elisa Maria Barbosa Esper / Mathilde Neder

Texto III

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
[...]
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Vinicius de Moraes


Mackenzie – Vestibular 2008 - 1º semestre – Processos de Transferência Interna

REDAÇÃO

Redija uma dissertação a tinta, desenvolvendo um tema comum aos textos abaixo.

Texto I

“Tia, você acha que dá para a gente viver de ‘cavocar’ madeira?”, perguntou um menino à artista plástica Elisa Brachelar, numa aula de xilogravura. Ela parou um minuto para pensar. Sim, pois ela vive justamente de “ ‘cavocar’ madeira” – suas esculturas já lhe renderam prêmios dentro e fora do Brasil. No caso do pequeno aprendiz, a pergunta faz ainda mais sentido: ele, na favela onde mora, nasceu e cresceu mexendo justamente em madeira, seja ajudando os pais a construir barracos, seja fazendo seus próprios brinquedos.

Adaptado da revista Continuum Itaú Cultural

Texto II

Artistas de todo o Brasil dedicam boa parte de seu tempo a ensinar sua arte às futuras gerações. Desenvolver a cidadania, elevar a autoestima, levar a arte ao domínio público, ensinar uma nova profissão, combater a criminalidade, promover a inclusão social: são vários os motivos que fazem esses artistas deixarem por alguns momentos sua criação de lado para pensar no bem comum.

Mariana Sgarioni

Texto III

É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente [...] o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

Constituição Brasileira

www.veredasdalingua.blogspot.com.br


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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Texto: “O amor acaba” – Paulo Mendes Campos

O AMOR ACABA

"Absence makes my heart grow fonder". Marcus Stone

O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.

(Paulo Mendes Campos)

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Leia também:

Ribeiro Couto - Poemas
"Eu sei, mas não devia" - Marina Colasanti
"Navegar é preciso" - Fernando Pessoa

"Tabacaria" - Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)


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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Temas de redação – Mackenzie – 2012

Temas de redação – Mackenzie – 2012



Temas de redação – Mackenzie – Vestibular 2012 - 1º semestre

Redija uma dissertação a tinta, desenvolvendo um tema comum aos textos abaixo.

Texto I

Ao ler-se em um dicionário, por sinal extremamente bem conceituado, que a nomenclatura “cigano” significa “aquele que trapaceia, velhaco”, entre outras coisas do gênero, ainda que deixe expresso que é uma linguagem pejorativa, ou, ainda, que se trata de acepções carregadas de preconceito ou xenofobia, fica claro o caráter discriminatório assumido pela publicação.

Cléber Eustáquio Neves, procurador

Texto II

Agora há novamente paladinos da sociedade perfeita, o que lá seja isso, quequerem censurar dicionários. De vez em quando, aparece um desses. Censurar a lexicografia é uma curiosa inovação. Dicionário é um trabalho lexicográfico, não uma peça normativa. O lexicógrafo não concorda ou discorda do uso de uma palavra ou expressão qualquer. Obedecendo a critérios tão objetivos e neutros quanto possível, constata o uso dessa palavra ou expressão e tem a obrigação de registrá-la. Eliminar do dicionário uma palavra lexicograficamente legítima não só é uma violência despótica, como uma inutilidade, pois a palavra sobreviverá, se tiver funcionalidade na língua, para que segmento seja.

João Ubaldo Ribeiro, escritor

Texto III

O Ministério Público entendeu que houve racismo nos itens 5 e 6 do verbete “cigano” e, por isso, entrou com uma Ação Civil Pública contra a Editora Objetiva, que publica o Dicionário Houaiss, e contra o Instituto Antônio Houaiss. O MPF espera conseguir na justiça uma indenização por dano moral coletivo e a retirada de circulação, suspensão de tiragem, venda e distribuição das edições do dicionário que apresentem as expressões que depreciam os ciganos. A significação atribuída pelo Houaiss aos ciganos violaria o artigo 20 da Lei 7.716/89, que tipifica o crime de racismo.

Adaptado do portal de notícias newsrondonia.com.br

Texto IV

Quando a gente pensa que já viu tudo, não viu. Faz algum tempo, dentro do horroroso politicamente correto que me parece tão incorreto, resolveram castrar, limpar, arrumar livros de Monteiro Lobato, acusando-o de preconceito racial, pois criou entre outras a deliciosa personagem da cozinheira Tia Nastácia.
[...] Se formos atrás disso, boa parte da literatura mundial deve ser deletada ou “arrumada”. Primeiro, vamos deletar a palavra “negro” quando se refere a raça e pessoas, embora tenhamos uma banda Raça Negra, grupos de Teatro Negro e incontáveis oficinas, açougues, borracharias “do Negrão”, como “do Alemão”, “do Portuga” ou “do Turco”. Vamos deletar as palavras. Quem sabe, vamos ficar mudos, porque ao mal-humorado essencial, e de alma pequena, qualquer uma pode ser motivo de escândalo.

Lya Luft, escritora


Temas de redação – Mackenzie – Vestibular 2012 - 2º semestre

REDAÇÃO – Grupos I – IV – V – VI

Redija uma dissertação a tinta, desenvolvendo um tema comum aos textos abaixo.

Texto I

    Milhões de adolescentes foram convocados por uma grande estrela  da música internacional a aceitarem seus corpos do jeito que eles são:  magros, gordos, pouco importa. “Seja corajoso e celebre seus defeitos  perceptíveis condenados pela sociedade”, escreveu ela em seu site e nas redes sociais.

Adaptado da Folha de S.Paulo, 08/10/2012

Texto II

    Aos 15 anos, eu comecei a provocar vômitos sempre que achava  que tinha comido demais. Mas esses episódios eram raros. Por volta dos 17, eu estava bem acima do peso e fiz uma série de dietas rigorosas. Fiquei viciada em emagrecer, forçava o vômito e me obrigava a comer no máximo 700 calorias por dia. É difícil para uma anoréxica entender que a busca da beleza pela magreza pode torná-la uma pessoa feia, diferente do que ela procura.

Depoimento de estudante para a Folha de S.Paulo

Texto III

    A moda, a publicidade, a TV, tudo isso trabalha para que você se enquadre em um determinado padrão. Adolescentes são mais suscetíveis a essa massificação e, quando não se acham adequados a ela, podem terminar em um círculo vicioso e doentio.

Takí Cordás, psiquiatra


REDAÇÃO – Grupos II e III

Redija uma dissertação a tinta, desenvolvendo um tema comum aos textos abaixo.

Texto I

    Paredes sustentadas por escoras, janelas quebradas, fiação exposta e refeitório fechado na hora da merenda. Imagens de problemas como esses começam a se espalhar nas redes sociais. Inspirados pela catarinense Isadora Faber, 13, estudantes de todo o país criaram seus “diários de classe” na web para mostrar as deficiências estruturais e pedagógicas das escolas públicas em que estudam.

Folha de S.Paulo, 07/10/2012

Texto II

     Pensar que a internet possibilita um saudável e amplo espaço de debate e contestação é um grave equívoco. O fato de muitas reclamações serem postadas em blogs, em redes sociais, em sites não garante a necessária segurança, para quem lê, de que o conteúdo das reclamações é verdadeiro. Dimensão ainda sem regulamentações rigorosamente definidas, a web pode se tornar um grande local de equívocos e injustiças, no sentido de que qualquer um pode reclamar sobre qualquer coisa, sem apresentar provas de direito e nem a possibilidade equânime de defesa daqueles que são atacados ou julgados.

Renato Monteiro, advogado

Texto III

    Não há como negar que a Internet é uma revolução na sociedade, nos modos de comunicação e na maneira como os cidadãos podem confrontar situações desfavoráveis a eles. É como se disséssemos que agora o poder da luta está à disposição de todos. A pessoa comum, que até então estava distante de esferas de poder, pode reclamar, pode se posicionar, enfim, pode se fazer ouvir por meio de diferentes ferramentas disponíveis pelas novas tecnologias.

Sônia Rios, socióloga

www.veredasdalingua.blogspot.com.br

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