Seguidores

Mostrando postagens com marcador Redação - UFG. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Redação - UFG. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Tema de Redação - UFG - 2013 - 2º Semestre

Tema de Redação - UFG - 2013 - 2º Semestre


Instruções

            Você deve desenvolver seu texto em um dos gêneros apresentados nas propostas de redação. O tema é único para as três propostas. O texto deve ser redigido em prosa. A fuga do tema ou cópia da coletânea anula a redação. A leitura da coletânea é obrigatória. Ao utilizá-la, você não deve copiar trechos ou frases. Quando for necessária, a transcrição deve estar a serviço do seu texto. Independentemente do gênero escolhido, o seu texto NÃO deve ser assinado.

Tema: Amor na contemporaneidade: condição para a realização pessoal ou aprisionamento de subjetividades?

Coletânea

1. Todo o amor que houver nessa vida - Cazuza/Frejat

Eu quero a sorte de um amor tranquilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia
E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria

Disponível em: <http://letras.mus.br/cazuza/49202/>.

2. O amor romântico prega coisas mentirosas, diz psicanalista - Hamurabi Dias

            O amor. Um dia ele chega para todo mundo, acredite você leitor (leitora), ou não. Na contemporaneidade, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em seu livro “O Amor Líquido”, transforma a célebre frase marxista – “tudo que é sólido se desmancha no ar” – em ponto de partida para debater a fragilidade dos laços humanos e lançar o conceito de “líquido mundo moderno”.
            Em síntese, o autor traz uma reflexão crítica de como esse mundo “fluido”, uma das principais características dos compostos líquidos, fragilizou os relacionamentos humanos. O sociólogo observa que o amor tornou-se, na sociedade moderna, como um passeio no shopping center – ícone do capitalismo – e como tal deve ser consumido instantaneamente e usado uma só vez, sem preconceito. É o que considera a sociedade consumista do amor.
            Pois bem, é nesta linha fluida, sem preconceito e destarte liberal, com frases como “Ter parceiro único pode se tornar coisa do passado" e “Variar é bom, todo mundo gosta”, que a psicanalista e escritora Regina Navarro Lins, crítica do que considera “amor romântico”, lança os dois volumes do “O Livro do Amor”.
            “O Livro do Amor” é um estudo que começa desde a pré-história, seguindo por todos os períodos da humanidade, até chegar à atualidade. “Descobri coisas muito interessantes, como que o amor é uma construção social, e que em cada época ele se apresenta de uma forma”, avalia.
            No século XX, o livro é dividido em três partes. Para a psicanalista o que mudou o amor na contemporaneidade foram duas invenções: o automóvel e o telefone. “Pela primeira vez na história as pessoas puderam marcar encontro pelo telefone, mesmo com os moralistas defendendo que era uma indecência a voz do homem entrar pelo ouvido da mulher”, lembrou.
            Regina Navarro Lins acredita que muito dos nossos comportamentos atuais têm origem em períodos históricos passados, como o “amor romântico”, surgido lá... no século XII. “Eu aponto também as tendências de como o amor está se transformando. A repressão diminuiu, ainda bem. O sexo é da natureza, é desejável, mas a nossa cultura judaico-cristã sempre viu o sexo com maus olhos. Nos últimos dois mil anos foi visto como algo abominável, a repressão sexual foi horrorosa”, apontou.
            Sobre o tão alardeado amor romântico, Lins inicia sua crítica observando o caráter sub-humano que foi atribuído à mulher ao longo dos anos. “A mulher foi considerada incompetente e burra. O cavalheirismo é uma ideia péssima para as mulheres. Gentileza é outra coisa. O cavalheirismo implica sempre em o homem tratar a mulher como se ela fosse incompetente. Não tem sentido, se observarmos como a mulher foi considerada no passado, até hoje pessoas defenderem a ideia de que a mulher
não pode puxar uma cadeira”, comparou a psicanalista.
            Regina Navarro defende também que o amor romântico é baseado na idealização do outro, a invenção de uma pessoa, atribuindo a ela características que não tem. “Depois passa a vida ‘azucrinando’ o outro para mudar o jeito de ser, para se enquadrar naquilo que se imaginou. Esse tipo de amor prega coisas mentirosas, como de que não existe desejo por mais ninguém, de que os amados vão se completar e nada mais vai faltar, que um terá todas as suas necessidades completadas pelo outro. É um amor prejudicial, o que critico é o que ele propõe. As pessoas só vão viver bem em um relacionamento se houver a liberdade de ir e vir”, observou.

Disponível em: <http://www.bomdiafeira.com.br/noticias/palco -cultural/> (Adaptado).

3. Nunca ter amado é uma forma terrível de ignorância - Luiz Felipe Pondé

            Somos um nada que ama.
           A filosofia da existência é uma educação pela angústia. Uma vez que paramos de mentir sobre nosso vazio e encontramos nossa "verdade", ainda que dolorosa, nos abrimos para uma existência autêntica.
        Deste "solo da existência" (o nada), tal como afirma o filósofo dinamarquês, Soren Kierkegaard (1813-1855), em seu livro "A Repetição", é possível brotar o verdadeiro amor, algo diferente da mera banalidade.
            Sua filosofia do amor é menos conhecida do que sua filosofia da angústia e do desespero, mas nem por isso é menos contundente.
            Seu livro "As Obras do Amor, Algumas Considerações Cristãs em Forma de Discursos", traduzido pelo querido colega Álvaro Valls, maior especialista no filósofo dinamarquês no Brasil, é um dos livros mais belos que conheço.
            A ideia que abre o livro é que o amor "só se conhece pelos frutos". Vê-se assim o caráter misterioso do amor, seguido de sua "visibilidade" apenas prática.
            Angústia e amor são "virtudes práticas" que demandam coragem.
           Kierkegaard desconfia profundamente das pessoas que são dadas à felicidade fácil porque, para ele, toda forma de autoconhecimento começa com um profundo entristecimento consigo mesmo.
      Numa tradição que reúne Freud, Nietzsche e Dostoiévski (e que se afasta da banalidade contemporânea que busca a felicidade como "lei da alma"), o dinamarquês acredita que o amor pela vida deita raízes na dor e na tristeza, afetos que marcam o encontro consigo mesmo. Deixo com você, caro leitor, uma de suas pérolas:
            "Não, o amor sabe tanto quanto qualquer um, ciente de tudo aquilo que a desconfiança sabe, mas sem ser desconfiado; ele sabe tudo o que a experiência sabe, mas ele sabe ao mesmo tempo que o que chamamos de experiência é propriamente aquela mistura de desconfiança e amor... Apenas os espíritos muito confusos e com pouca experiência acham que podem julgar outra pessoa graças ao saber."
            Infelizes os que nunca amaram. Nunca ter amado é uma forma terrível de ignorância.

Disponível em:
<http://www.paulopes.com.br/2011/06/>. (Adaptado).

4. Blogueiras feministas - Bia Cardoso

            Olhe para seu lado, veja as propagandas na rua, os comerciais de tv, as músicas que fazem sucesso, o choro dos seus amig@s com coração partido, os conselhos de pessoas sobre casamento, os livros de autoajuda, os filmes hollywoodianos. Ele está presente em todos os lugares, até na embalagem da paçoca. O amor romântico é um dos nossos maiores fenômenos de massa. Todos querem amar ardentemente. Corações vermelhos explodem no mês de junho e ninguém escapa de panfletos com promoção do Dia dos Namorados. Mas e aí? Todo mundo tem de encontrar a metade da laranja para ser feliz? Até que ponto o conceito do amor romântico limita nossas formas de amar e de sermos amados? Será ele a única forma de amor possível?
            A intenção deste post não é em nenhum momento condenar o amor romântico à morte lenta e dolorosa ou dizer que o casamento é simplesmente uma prisão, mas questionar os ideais que estruturam o amor romântico e como, principalmente, as mulheres sofrem com tantas promessas idílicas. Não julgar o amor e nem as pessoas, mas conversar com ele e com você.

Só é possível amar uma pessoa?
           
            De acordo com os preceitos do amor das love songs e comédias românticas, sim. Só posso amar uma pessoa, só posso me relacionar com essa pessoa, só devo sentir tesão por essa pessoa, devemos viver nesse vínculo em que dois se tornam um. Mas para que tanta unicidade? Por que o amor deve ser apenas único, mágico e especial? O amor romântico vendido em toda sociedade ocidental é um mito. Um produto da imaginação coletiva, sem desenvolvimento científico ou racional e que para nós é profundamente real. Sentimos esse amor e todas as suas consequências, como o ciúme. Note que o amor romântico é extremamente dependente e exclusivo, colocando cercas em nossos sentimentos e emoções. E apontando uma série de regras que estruturam relacionamentos tradicionais e conservadores, muitas vezes machistas. O amor romântico é aperfeiçoado, recontado e redimensionado com o passar dos anos, fortalecendo cada vez mais seu significado coletivo.

O amor romântico é a armadilha das mulheres?

            Temos uma série de mulheres reprimidas em relação a seus instintos. Mesmo hoje, vemos muitas jovens que se sentem um lixo por serem solteiras. Não se valorizam enquanto alguém não demonstre migalhas de sentimentos, que são logo confundidas com amor. O amor romântico parece ser uma prisão para mulheres e homens. Para nós é quase um espartilho do século XIX, pois até quando compramos absorventes íntimos precisamos lembrar que tudo que fazemos deve garantir que os homens lançarão seus olhares para nós nas ruas e desejarão nos amar. Só assim seremos verdadeiramente valorizadas. Enquanto estivermos solteiras, seremos “as perdidas”. Aquelas que precisam sempre arrumar seu jardim para serem encontradas.
            É como ficção que o amor se faz possível. Ou, ainda, amar é um tipo de autoengano em que nos fazemos amáveis, fingindo ter e dar o que não temos e procurando seduzir o outro para que não repare no que nos falta, mas, ainda assim, se ofereça a nos completar. Este outro que amamos, nós o revestimos de todas as qualidades necessárias a nós, toda a perfeição que supomos. Ficamos a esperar que alguém nos ame e, nesse amor, recuperar um estado de completude que nunca existiu, mas que permanece, imagem ideal, em nós.

Disponível em: <http://blogueirasfeministas.com/2011/06/o-amor-esse-romantico/>. (Adaptado).

5. O triunfo de qual amor? - Contardo Calligaris

            Em 1998, 20% dos homens entrevistados na pesquisa Família Brasileira pensavam que a principal qualidade de uma esposa consistisse em saber cuidar de casa. Hoje, esse percentual caiu para 7%. Também em 1998, outros 12% escolheram cuidar bem dos filhos como qualidade principal. Em 2007, foram só 4%.
            Até aqui poderíamos entender, simplesmente, que, na última década, os homens, enfim, pararam de esperar que suas esposas fossem babás e governantas. A recíproca, digamos assim, também aconteceu: há nove anos, 14% das mulheres diziam que a principal qualidade de um marido consistia em sustentar a família. Agora, são 4% as que pensam o mesmo.
            Aprimoremos, portanto, a conclusão: os brasileiros se casariam cada vez menos para distribuir as tarefas do lar. Acabou de vez a época dos caçadores-colhedores; já estava na hora.
            Acabou em prol do quê? Levando em conta a evolução do casamento desde o começo da modernidade, o esperado seria um triunfo progressivo do amor. Afinal, a novidade moderna é esta: os sentimentos passam a comandar nossa vida. Hoje, a gente escolhe parceiros por amor, e não para facilitar a vida cotidiana, respeitar a tradição, consolidar um patrimônio ou garantir a descendência.
            Com essa mudança, o casamento se fortaleceu (a união ganhou a força da paixão) e, paradoxalmente, se enfraqueceu (a união se tornou condicional: se a paixão acaba, o casamento perde sua razão de ser). Também, com a mudança moderna, o casamento ideal se tornou quase inalcançável: uma mistura utópica de paixão amorosa e sexual com convivência, criação dos filhos, compartilhamento de bens, responsabilidades financeiras etc.
            Ora, talvez a pesquisa de hoje mostre que estamos amadurecendo, ou seja, reformulando essa utopia impossível: nada de resignação, mas a invenção progressiva de um novo tipo de casamento. Veja só. Os entrevistados tiveram que escolher, entre seis itens, qual seria o mais importante para a felicidade de um casamento. Pois bem, 38% escolheram a fidelidade (contra 23% em 98). Em compensação, a importância do amor diminuiu, de 41% para 35%.
            Estranho, não é? Afinal, o ciúme não é um complemento do amor-paixão? Como pode diminuir a exigência de amor e aumentar a de fidelidade? A resposta está em outros números oferecidos pela pesquisa.
            Entre 1998 e hoje, aumentou o percentual das mulheres que consideram como principal qualidade de um marido sua capacidade de ser companheiro e amigo (de 6% para 11%) e de ser atencioso (de 3% para 10%). Que ele ame a esposa é também crucial, mas talvez esteja mudando nossa ideia do tipo de amor que deve acompanhar e sustentar o casamento. Talvez não procuremos mais o amor-paixão (note-se que a vida sexual satisfatória como item necessário para a felicidade da união ficou com um triste 2%), mas um amor companheiro e amigo, “um amor tranquilo”, como diz a música.
            Se isso fosse verdade, a fidelidade, hoje considerada uma qualidade essencial do marido e da esposa, não seria exigência possessiva da paixão. Existe uma fidelidade que não consiste em evitar aventuras, escapadas e amoricos paralelos; é o tipo de fidelidade que é exigível de um amigo.
            Talvez, em suma, esteja aparecendo um novo tipo de casamento moderno, baseado, como deve ser, nos sentimentos, mas não no ideal do amor-paixão romântico nem do da satisfação sexual: uma espécie de aliança sentimental para a vida.
            Ia terminar comentando que essa transformação do casamento não seria um mal. A verdade é que ela já está em curso nas inúmeras uniões que continuam e persistem numa amizade em que, às vezes, parece que o amor se perdeu, quando, de fato, é nessa amizade que ele se transformou.

FOLHA DE S. PAULO. Família Brasileira. São Paulo. 7 out. 2007. p. 46-47.

6.
Disponível em: <www.imagensporfavor.com>. Acesso em: 6 fev. 2013.
Disponível em: <www.humorxxl.com>. Acesso em: 6 fev. 2013.
Disponível em: <www.orkugifs.com >. Acesso em: 6 fev.2013.
Disponível em: <www.humorface.com>. Acesso em: 6 fev. 2013.

Propostas de redação

A – Editorial

            O editorial é um gênero do discurso argumentativo que tem a finalidade de manifestar a opinião de um jornal, de uma revista, ou de qualquer outro órgão de imprensa, a respeito de temas ou acontecimentos importantes no cenário nacional ou internacional. Não é assinado porque não deve ser associado a um ponto de vista individual. Deve ser objetivo e informativo. Além de apresentar opiniões assumidas pelo veículo de imprensa, costuma também resumir opiniões contrárias, para refutá-las.
            Imagine que você seja editor de uma revista de circulação nacional e tenha que escrever o editorial referindo-se à matéria principal daquele número da revista, que é sobre o amor na contemporaneidade. Em seu texto, você deve comentar fatos e dados que situem esse sentimento e defender o ponto de vista apresentado na matéria acerca da polêmica existente entre o amor como condição para realização pessoal e o amor como forma de aprisionamento de subjetividades.

B – Comentário

            O gênero comentário contempla a análise de determinado assunto, um fato acontecido, uma questão polêmica, uma obra publicada, um filme, entre outros. Neste gênero, o locutor deve tecer considerações e um ponto de vista sustentado predominantemente pela argumentação, objetivando convencer os interlocutores acerca da tese defendida. Um dos contextos de circulação do comentário é a internet, geralmente em blogs. Os blogs são plataformas que permitem aos internautas compartilhar textos sobre assuntos variados.
            Escreva um comentário relativo ao texto de Bia Cardoso (Texto 4) para ser publicado na página “Blogueiras feministas”. Ao escrever o seu comentário, você deve discutir o tema “Amor na contemporaneidade: condição para a realização pessoal ou aprisionamento de subjetividades?”. Você pode concordar ou discordar do ponto de vista da autora sobre o amor. Para construir seus argumentos, relacione dados e fatos que possam convencer o seu interlocutor a acatar o seu ponto de vista. Considere, em seu comentário, as características interlocutivas próprias desse gênero.
NÃO IDENTIFIQUE O REMETENTE DO COMENTÁRIO.

C – Conto

            O conto é uma narrativa ficcional. Sua configuração material é pouco extensa. Essa característica exige um número reduzido de personagens, esquema temporal e espacial econômico e um número limitado de ações. O narrador constrói o ponto de vista a partir do qual a história será contada. Em geral, é carregado de tensão e termina em um clímax. O enredo estabelece um único conflito. No desenvolvimento do texto, o conflito poderá ou não ser solucionado.
            Escreva um conto em primeira pessoa, narrando a história de uma personagem solitária que vive um conflito psicológico diante de suas incertezas sobre a constituição do amor. Narre suas lembranças de histórias passadas, suas alegrias, tristezas, decepções, projetos de futuro etc., relacionando-as com o tempo e o espaço atuais da(s) cena(s) narrada(s). A narrativa em primeira pessoa deve estabelecer um conflito baseado em ideias que discuta o amor na contemporaneidade, e o clímax deste conflito deve envolver os dilemas do narrador-personagem diante das concepções do amor como possibilidade de realização pessoal ou como aprisionamento da subjetividade.


Conheça as apostilas de literatura do blog Veredas da Língua. Clique em uma das imagens abaixo e saiba como adquiri-las.














ATENÇÃO: Além das apostilas, o aluno recebe também, GRATUITAMENTE, o programa em Powerpoint: 500 TEMAS DE REDAÇÃO


Leia também:

Tema de Redação - UFG – 2001

Tema de Redação - UFG - 2013 - 1º Semestre

Tema de Redação - UFG - 2013 - 1º Semestre


Instruções

            Você deve desenvolver seu texto em um dos gêneros apresentados nas propostas de redação. O tema é único para as três propostas. O texto deve ser redigido em prosa. A fuga do tema ou cópia da coletânea anula a redação. A leitura da coletânea é obrigatória. Ao utilizá-la, você não deve copiar trechos ou frases. Quando for necessária, a transcrição deve estar a serviço do seu texto. Independentemente do gênero escolhido, o seu texto NÃO deve ser assinado.

Tema: A busca pela juventude eterna: solução ou agravamento do conflito entre gerações?

Coletânea

1.
Disponível em: <www.chatadegalocha/tag/dia_das_mães/>. 

2. Eu vos abraço, milhões - Moacyr Scliar

            De uma coisa posso me orgulhar, caro neto: poucos chegam, como eu, a uma idade tão avançada, àquela idade que as pessoas costumam chamar de provecta. Mais: poucos mantêm tamanha lucidez. Não estou falando só em raciocinar, em pensar; estou falando em lembrar. Coisa importante lembrar. Aquela coisa de “recordar é viver” não passa, naturalmente, de um lugar-comum que jovens como você considerariam até algo meio burro: se a gente se dedica a recordar, quanto tempo sobra para a vida propriamente dita? A vida, que, para vocês, transcorre principalmente no mundo exterior, no relacionamento com os outros? Esse cálculo precisa levar em conta a expectativa de vida, precisa quantificar (como?) prazeres e emoções. É difícil de fazer, exige uma contabilidade especial que não está ao alcance nem mesmo das pessoas vividas e supostamente sábias. Que eu saiba, não há nenhum programa de computador que possa ajudar – e, mesmo que houvesse, eu não saberia usá-lo, sou avesso a essas coisas. Vejo-me diante de uma espinhosa tarefa: combinar muito bem a vivência interior, representada sobretudo pela recordação e pela reflexão, com a vivência exterior, inevitavelmente limitada pela solidão, pela incapacidade física, pelo fato de que tenho mais amigos entre os mortos do que entre os vivos.
            Não sei. Só sei que recordar é bom, e é das poucas possibilidades que me restam, de modo que recordo. É uma espécie de exercício emocional, é um estímulo para os meus cansados neurônios, mas é sobretudo um prazer. Um prazer melancólico, decerto, mas um prazer, sim, resultante da facilidade com que evoco pessoas, acontecimentos, lugares, uma facilidade que às vezes surpreende a mim próprio. Para alguns, mesmo não muito velhos, o rio da memória é um curso de água barrenta que flui, lento e ominoso, trazendo destroços, detritos, cadáveres, restos disso ou daquilo; para mim, não: é uma vigorosa corrente de água límpida e fresca. Dos barquinhos que nela alegres navegam, lembranças, às vezes melancólicas, mas em geral risonhas, acenam-me, gentis, amistosas. [...]
            Considero-te especial, mesmo que nossos encontros tenham sido raros, ou talvez exatamente por causa disso. Vimo-nos cinco ou seis vezes, não mais, e sempre rapidamente. Eu sabia que isso iria acontecer: quando teu pai, jovem médico, foi para os Estados Unidos, tive o pressentimento de que não mais voltaria. Dito e feito: fez uma carreira bem-sucedida, casou com uma colega médica, tornou-se tão americano que até fala com sotaque. Só retornava esporadicamente e por curtos períodos. Alegava que tinha compromissos, mas o fato é que aparentemente não se sentia muito bem aqui. Por quê, não sei, e nunca lhe perguntei. As relações entre pais e filhos muitas vezes estão envoltas em bruma misteriosa, na qual realidade e fantasia se misturam. Eu mesmo pouco posso te dizer de minha mãe (com quem, no entanto, convivi bastante e numa fase difícil de minha vida), e menos ainda de meu pai. Espero que entre nós seja diferente, e a carta que me mandaste reforça essa expectativa. Aliás, parabéns pelo teu português. Teu pai se preocupou em te manter ligado às tuas raízes brasileiras, coisa que sempre admirei.
            Numa carta (que gostarias fosse um e-mail, mas, como te disse, não sei usar essas coisas) tu me perguntaste se sou feliz. Uma indagação casual, uma curiosidade, ou o resultado de uma inquietude de neto? Prefiro acreditar nessa última possibilidade: afinal, e, como já disseste mais de uma vez, estás em busca de tuas origens e queres saber tudo sobre mim. Talvez estejas, na verdade, te indagando se tu próprio és, ou podes ser, feliz, se a felicidade está embutida no genoma que te leguei.

SCLIAR, M. Eu vos abraço, milhões. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. p. 7-10. (Adaptado).

3. Adolescência é coisa do cérebro e não dos hormônios - Suzana Herculano-Houzel

            As mudanças necessárias no córtex cerebral para lidar de modo adulto com os novos impulsos adolescentes levam cerca de dez anos para acontecer. Atenção, linguagem, memória e raciocínio abstrato são processos até que rapidamente aprimorados, em torno dos 14 anos, e postos à prova com o interesse súbito por política, filosofia e religião. Por outro lado, a capacidade de se colocar no lugar dos outros e de antecipar as consequências dos próprios atos, bases para as boas decisões e para a vida em sociedade, só chega bem mais tarde, por volta dos 18 anos, à força de mudanças no cérebro e de muita experiência. Só o tempo não basta: tornar-se independente e responsável requer aprender a tomar boas decisões, e isso só se aprende... tomando decisões. Se tudo der certo, o resultado desse período de ampla remodelagem guiada pelas experiências do aprendizado social, sexual, cultural e intelectual é o que todo pai e mãe anseiam para seus filhos: que se tornem independentes, responsáveis e bem inseridos socialmente.
            Adolescentes, portanto, fazem o que podem com o cérebro que têm – e é bom que seja assim. Nosso dever é ajudá-los oferecendo informações, alternativas, e também o direito de errar de vez em quando.

Disponível em: <www2.uol.com.br/vivermente/artigos/adolescencia_e_coisa_do_cerebro.html>.

4. Não quero ser grande - Frank Furedi

            Os alarmes começaram a tocar alguns anos atrás. Eu estava mostrando a um amigo o câmpus em que leciono quando topamos com um grupo de universitários absortos, num bar, assistindo aos "Teletubbies". Normalmente, a visão de um grupo de estudantes de 18 a 21 anos curtindo um programa feito para crianças que ainda estão aprendendo a andar não teria tido grande impacto sobre minha imaginação.
            Mas nem todos os jovens de 20 anos curtem "Teletubbies" – na realidade, muitos dos estudantes de hoje parecem preferir os personagens favoritos das crianças de idade pré-escolar um pouco mais avançada, "The Tweenies". No entanto, quando reclamo do fascínio manifestado por jovens adultos pela televisão feita para a primeira infância, John Russell, 28 anos, me olha como se eu fosse um caso perdido. Advogado bem pago, John diz que não se interessa em fazer "coisas de adulto". Ele adora seu PlayStation e gasta uma parte considerável de sua renda com brinquedos de alta tecnologia.
            A celebração da imaturidade é reafirmada constantemente pela mídia. Atores de meia-idade vivem à procura de papéis que lhes permitam manifestar seu lado juvenil. John Travolta quase se esborrachou para ser um doce-de-coco em "Olhe Quem Está Falando", e Robin Williams mostrou ser adorável no papel de Peter Pan em "Hook". Tom Hanks é sempre bonitinho – uma criança presa dentro do corpo de um adulto em "Quero Ser Grande" e, depois, como "Forrest Gump", o menino-homem que personifica a nova virtude do infantilismo psicológico. Peter Pan, o garoto que não queria crescer, teria poucas razões para fugir de casa se vivesse em Londres, Nova York ou Tóquio hoje.
            A ausência de uma palavra prontamente reconhecida para descrever esses adultos infantilizados demonstra o mal-estar com que esse fenômeno é saudado. Para descrever esse segmento do mercado, publicitários e fabricantes de brinquedos cunharam o termo "kidult" ("criançadulto"). Outro termo às vezes usado para descrever essas pessoas na faixa dos 20 aos 35 anos é "adultescente", normalmente definido como alguém que se nega a se assentar e a assumir compromissos na vida, uma pessoa que preferiria chegar à meia-idade ainda fazendo farra.
            É importante não confundir adultescentes com as pessoas descritas como estando na "meia juventude". Estas se encontram uma geração à frente dos adultescentes. São pessoas de 35 a 45 anos que se veem como estando na vanguarda da cultura jovem; elas passam por uma fase conhecida como "mediascência" ("middlescence"), um estado de espírito que resiste ferozmente a tudo o que costuma acompanhar a chegada da meia-idade. Uma razão pela qual palavras como kidult e adultescente não entraram na linguagem do dia a dia é que a sociedade não sabe como lidar com a gradativa erosão da linha divisória entre infância e idade adulta. A sociedade já aceitou a ideia de que as pessoas só se tornam adultas quando estão no final da casa dos 30 anos. Em consequência, a adolescência foi estendida para a casa dos 20 anos. É interessante observar que a Sociedade de Medicina Adolescente, uma organização médica americana, afirma em seu site que cuida de pessoas "dos 10 aos 26 anos de idade".

Disponível em: <http://feeds.folha.uol.com.br/fsp/maio/fs25072004.htm>.

5. Tartarugas, bolcheviques e o culto à juventude - Nelson Ascher

            A longevidade, que, por alguma razão misteriosa, era apanágio de povos montanheses como os do Cáucaso ou os dos Andes, beneficia ou (em termos pessimistas) amaldiçoa mais e mais indivíduos, se bem que desproporcionalmente do sexo feminino: apenas um em cada quatro ou cinco cidadãos centenários é homem. (Eis como as más línguas explicam tal distorção: por que os maridos morrem antes das mulheres? Porque querem.)
            Há algo, porém, que a expectativa prolongada de vida ajuda a explicar: trata-se, paradoxalmente, do culto à juventude. Quando havia poucos idosos, era a eles que a tribo ou a comunidade recorria para se informar sobre acontecimentos do passado ou aprender com sua experiência acumulada. A trivialização do envelhecimento deslocou a atenção de suas benesses para suas desvantagens, e isso tanto graças à nostalgia que a meia-idade sente pela adolescência quanto aos efeitos deletérios da contracultura dos anos 60, que, com suas raízes no "bom selvagem" de Jean-Jacques Rousseau, contrapôs aos compromissos pretensamente cínicos da vida adulta as virtudes de uma pseudo-inocência juvenil. Muitos dos que acham que a melhor época da vida vai dos 18 e meio aos 19 anos de idade estão hoje em dia condenados a amargar mais umas seis terríveis décadas.

Disponível em: <http://www.1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1108200315.htm>.

6. A teenagização da cultura ocidental - Maria Rita Kelh

            ''O Brasil de 1920 era uma paisagem de velhos'', escreveu Nelson Rodrigues em uma crônica sobre sua infância na rua Alegre. ''Os moços não tinham função, nem destino. A época não suportava a mocidade''. O escritor estava se referindo aos sinais de respeitabilidade e seriedade que todo moço tinha pressa em ostentar. Um homem de 25 anos já portava o bigode, a roupa escura e o guarda-chuva necessário para identificá-lo entre os homens de 50, e não entre os rapazes de 18. Já um futuro escritor do ano 2030, quando escrever sobre a infância nos anos 90, poderá afirmar: ''No meu tempo, todo mundo era jovem''.
            Ser jovem virou slogan, virou clichê publicitário, virou imperativo categórico – condição para se pertencer a uma certa elite atualizada e vitoriosa. Ao mesmo tempo, a ''juventude'' se revelava um poderosíssimo exército de consumidores, livres dos freios morais e religiosos que regulavam a relação do corpo com os prazeres, e desligados de qualquer discurso tradicional que pudesse fornecer critérios quanto ao valor e à consistência, digamos, existencial, de uma enxurrada de mercadorias tornadas, da noite para o dia, essenciais para a nossa felicidade.
            O que importa agora é pensar os efeitos disto que estamos chamando de ''teenagização'' da cultura ocidental. O primeiro que me ocorre é o seguinte: todo adulto (biologicamente falando, digo, sem querer ofender ninguém) sente uma certa má consciência diante de sua experiência de vida. Se a regra é viver com a disponibilidade, a esperança e os anseios de quem tem 13, 15 ou 17 anos, que fazer da seletividade, da desconfiança e até mesmo da consolidação de um certo perfil existencial mais definido, inevitáveis para quem viveu 40 ou 50 anos?
            O adulto que se espelha em ideais teen se sente desconfortável ante a responsabilidade de tirar suas conclusões sobre a vida e passá-las a seus descendentes. Isso significa que a vaga de "adulto", na nossa cultura, está desocupada. Ninguém quer estar ''do lado de lá'', o lado careta, do conflito de gerações, de modo que o tal conflito, bem ou mal, se dissipou. Mães e pais dançam rock, funk e reggae como seus filhos, fazem comentários cúmplices sobre sexo e drogas, frequentemente posicionam-se do lado da transgressão nos conflitos com a escola e com as instituições.
            Esta liberdade cobra seu preço em desamparo: os adolescentes parecem viver num mundo cujas regras são feitas por eles e para eles, já que os próprios pais e educadores estão comprometidos com uma leveza e uma ''nonchalance'' jovem. Não que os pais ''de antigamente'' soubessem como os filhos deveriam enfrentar a vida, mas pensavam que sabiam, e isso era suficiente para delinear um horizonte, constituir um código de referência – ainda que fosse para ser desobedecido. Quando os pais dizem: ''Sei lá, cara, faz o que você estiver a fim'', a rede de proteção imaginária constituída pelo o que o Outro sabe se desfaz, e a própria experiência perde significação. E, como nenhum lugar de produção de discurso fica vazio muito tempo sem que algum aventureiro lance mão, atenção!, o Estado autoritário, puro e simples, pode vir fazer as vezes dos adultos que se pretendem teen. Neste caso, em vez da elaboração da experiência, teremos ''razões de Estado'' (ou pior, razões do Banco Mundial) ditando o que fazer de nossas vidas.
            A desvalorização da experiência esvazia o sentido da vida. Não falo da experiência como argumento de autoridade – ''eu sei porque vivi''. Sobretudo numa cultura plástica e veloz como a contemporânea, pouco podemos ensinar aos outros partindo da nossa experiência. No máximo, que a alteridade existe. Mas a experiência, assim como a memória, produz consistência subjetiva. Eu sou o que vivi. Descartado o passado, em nome de uma eterna juventude, produz-se um vazio difícil de suportar.
            Parece contraditório supor que uma cultura teen possa ser depressiva, sobretudo quando se aposta no império das sensações – adrenalina, orgasmo, cocaína – para agitar a moçada. Mas às vezes me preocupa, desligadosa tevê e o walk-man, este enorme silêncio à nossa volta.

Nonchalance: ing.: n. 1. diferença, desinteresse (Michaelis Moderno). fr.: nf. 1. desmazelo, displicência, descuido. 2. apatia. (Michaelis Escolar).

Disponível em: <www.mariaritakehl.psc.br/PDF/ateenagizacaodaculturaocidental.pdf>.

7.
Disponível em: <chirtamjr.blogspot.com>.

Propostas de redação

A – Manifesto

            O manifesto é um gênero utilizado para declarar publicamente razões que justifiquem certos atos ou em que se fundamentem certos direitos. Com o objetivo de impactar a opinião pública, esse gênero apresenta tanto características expositivo-argumentativas, visando ao convencimento, quanto características persuasivas de apelo emocional, acentuando uma polêmica já existente.
            Você ficou responsável pela redação de um manifesto de repúdio, no qual deve se posicionar contra:
a) as atitudes de adultos que, na busca pela eterna juventude, evitam assumir diversos compromissosem sua vida familiar, profissional, amorosa etc.;
OU
b) a condenação dos adultos que procuram se manter jovens, por você considerar que esse comportamento pode favorecer a solução dos conflitos entre gerações.
            O manifesto, assinado por um grupo de jovens, será publicado em um jornal de grande circulação nacional.
            Atendendo à alternativa (a) ou (b), escreva o manifesto direcionado à sociedade brasileira, expondo as razões do repúdio, discutindo as consequências negativas ou positivas desencadeadas pelo comportamento infantil dos adultos e as transformações que tais atitudes vêm impondo às relações entre as diferentes gerações. Para persuadir os leitores a aderirem às ideias do grupo, utilize estratégias de convencimento que apelem para a reflexão acerca dos problemas relacionados à busca pela juventude eterna.

B – Carta pessoal

            A carta pessoal é um gênero utilizado para comunicar notícias ou assuntos de interesse comum, de forma detalhada, a familiares ou amigos. Quanto à interlocução, esse tipo de carta, cujo conteúdo gira em torno de temas pessoais, geralmente, é escrito em estilo simples, pois a interação se dá entre pessoas que se conhecem ou são parentes próximos.
            No texto 2, de Moacir Sclyar, o narrador-personagem faz referência a uma carta que recebeu de seu neto. Escreva uma carta pessoal em que o locutor seja o neto a quem o narrador-personagem do texto se refere. O neto deve escrever ao avô, em resposta à carta recebida, expressando sua visão sobre o relacionamento entre jovens e adultos (pais e filhos, avós e netos etc.). A carta deve discutir os efeitos positivos ou negativos da constante busca pela juventude na atualidade e apresentar reflexões acerca da consequente possibilidade de solução ou de agravamento dos conflitos entre gerações.
            Apesar de a carta pessoal geralmente estabelecer a interação entre pessoas mais próximas, sua carta não deve ser escrita em registro coloquial, dado o distanciamento entre o neto e o avô, conforme relatado pelo narrador-personagem do texto de Sclyar.

C – Conto de ficção científica

            O gênero conto de ficção científica mantém certas características de outros contos literários. Trata-se de uma narrativa curta que apresenta narrador, personagens, enredo, tempo e espaço. O conto constrói uma história focada em conflito único e apresenta o desenvolvimento e a resolução desse conflito. A ficção científica lida principalmente com o impacto da ciência sobre a sociedade ou sobre o indivíduo. Como gênero literário, o conto de ficção científica apresenta histórias fictícias e fantásticas, mas cuja fantasia propõe-se a ser plausível, quer em uma época e local distantes, quer mesmo no aqui e agora. Há uma tentativa de convencer o público leitor de que as ideias que ele apresenta podem não ser possíveis, mas poderiam ser, valendo-se de uma explicação científica ou pelo menos racional.
            Escreva um conto de ficção científica, no qual você seja narrador-personagem, um cientista que descobre uma fórmula para eternizar a juventude. Imagine que esse cientista encontre uma maneira de fazer com que um grupo de pessoas utilize a fórmula por ele produzida. Conte como isso ocorreu e os resultados obtidos com a experiência. O texto deve apresentar um conflito que envolva ideias e valores sobre as consequências da conquista da juventude eterna. Por meio das ações e dos diálogos, discuta as atitudes das personagens envolvidas na situação e a relação entre a busca pela eterna juventude e a solução ou o agravamento dos conflitos entre gerações. A trama deve basear-se em explicações científicas ou racionais que assegurem plausibilidade à fantasia construída no conto.

www.veredasdalingua.blogspot.com.br


Leia também:

Tema de Redação - UFG – 2001


Conheça as apostilas de literatura do blog Veredas da Língua. Clique em uma das imagens abaixo e saiba como adquiri-las.














ATENÇÃO: Além das apostilas, o aluno recebe também, GRATUITAMENTE, o programa em Powerpoint: 500 TEMAS DE REDAÇÃO