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sábado, 6 de maio de 2017

Tema de redação — UNB — 2016

Tema de redação — UNB — 2016

PROVA DE REDAÇÃO

ATENÇÃO: Nesta prova, faça o que se pede, utilizando, caso deseje, o espaço indicado para rascunho neste caderno. Em seguida, escreva o texto na folha de texto definitivo da prova de redação em língua portuguesa, no local apropriado, pois não serão avaliados fragmentos de texto escritos em locais indevidos. Respeite o limite máximo de linhas disponibilizado. Qualquer fragmento de texto além desse limite será desconsiderado. Na folha de texto definitivo da prova de redação em língua portuguesa, utilize apenas caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente.

Pode-se definir guerra como a condução de atos sistemáticos de violência material ou psicológica, executados de forma mais ou menos organizada por  grupos sociais que se contrapõem. Tal violência é motivada por interesses considerados essenciais, no caso de não se chegar a um acordo por meios pacíficos de solução de controvérsias. Esses interesses são de ordem política, territorial, econômica, legal, ideológica, psicológica e social. 


Guilherme A. Silva e Williams Gonçalves. Dicionário de relações internacionais. 2.ª ed. rev. e ampl. Barueri: Manole, 2010, p. 107 (com adaptações).

A história das guerras é uma história de alteridades. Cada guerra é um fenômeno único, singular, irredutível. Os gregos guerreavam em nome da virtude; os “bárbaros” germânicos e os cavaleiros das estepes asiáticas, em nome do saque. Os cruzados lutaram na Terra Santa por Deus e pela Igreja. Os franceses e protestantes alemães combateram o império Habsburgo portando o estandarte da soberania secular. Napoleão Bonaparte marchou sob a bandeira do império. A glória nacional animou o exército prussiano de Bismarck; o “Reich de mil anos”, a Wehrmacht de Hitler. Os vietnamitas enfrentaram a França e os Estados Unidos da América para conseguirem a independência e a soberania. Árabes e israelenses bateram-se por fragmentos de território.

Demétrio Magnoli. No espelho da guerra. In: Demétrio Magnoli (org.) História
das guerras. 3.ª ed. São Paulo: Contexto, 2006, p. 15 (com adaptações).

Existe alguém esperando por você
Que vai comprar a sua juventude
E convencê-lo a vencer
Mais uma guerra sem razão
Já são tantas as crianças
Com armas na mão
Mas explicam novamente
Que a guerra gera empregos
Aumenta a produção...

Uma guerra sempre avança
A tecnologia
Mesmo sendo guerra santa
Quente, morna ou fria
Pra que exportar comida?
Se as armas dão mais lucros
Na exportação...
(...)

Que belíssimas cenas
De destruição
Não teremos mais problemas
Com a superpopulação...

Legião Urbana. A canção do senhor da guerra. In: Músicas para acampamentos. EMI Music. 1992.

Considerando que os textos e as imagens apresentados têm caráter unicamente motivador, redija, utilizando a modalidade padrão da língua escrita, um texto expositivo-argumentativo sobre o seguinte tema: Guerras: derrota para a humanidade
 Ao elaborar seu texto, aborde necessariamente os seguintes aspectos:
– motivações para as guerras;
– o impacto da evolução do conhecimento nas guerras;
– a guerra como derrota para vencidos e para vencedores.

www.veredasdalingua.blogspot.com.br


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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Tema de redação — UNB — 2015

Tema de redação — UNB — 2015

PROVA DE REDAÇÃO

ATENÇÃO: Nesta prova, faça o que se pede, utilizando, caso deseje, o espaço indicado para rascunho neste caderno. Em seguida, escreva o texto na folha de texto definitivo da prova de redação em língua portuguesa, no local apropriado, pois não serão avaliados fragmentos de texto escritos em locais indevidos. Respeite o limite máximo de linhas disponibilizado. Qualquer fragmento de texto além desse limite será desconsiderado. Na folha de texto definitivo da prova de redação em língua portuguesa, utilize apenas caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente.

Grande parte dos textos da prova objetiva trata da aproximação entre ciência e arte ao longo da história, como evidenciam a história da cartografia e, em especial, as produções de Leonardo da Vinci. Seguindo essa perspectiva, redija um texto dissertativo sobre a relação entre ciência e arte. Ao elaborar seu texto, aborde, necessariamente, os seguintes aspectos:
- avanço da ciência e mudança na produção de obras de arte;
- novas tecnologias e democratização do acesso à arte;
- mudanças no conceito de arte.

Os fragmentos de texto e as imagens apresentados a seguir informam sobre a relação entre ciência e arte. Foram selecionados para ajudar você a desenvolver o tema proposto. Caso queira referir-se a uma ou mais de uma dessas informações, não se esqueça de utilizar as convenções previstas na gramática padrão da língua escrita.

A história da arte mostra que houve momentos em que a necessidade do novo — o esgotamento do atual — levou a um salto qualitativo que determinou a ruptura com a tendência em voga, como, por exemplo, quando Claude Monet pintou a célebre tela Impression, Soleil Levant, que determinou o surgimento do Impressionismo. Para tal, concorreram fatores diversos, que vão desde a implantação das estradas de ferro, que facilitaram a ida das pessoas ao campo, até a nova teoria das cores, que explicava as cores como resultado da vibração da luz solar sobre a superfície. Ferreira Gullar. Folha de S.Paulo, 6/1/2013. Ao longo de grandes períodos históricos, a percepção das coletividades humanas se transforma ao mesmo tempo que seu modo de existência. O modo pelo qual se organiza a percepção humana não é condicionado apenas naturalmente, mas também historicamente. Cada dia fica mais irresistível a necessidade de possuir o objeto de arte, de tão perto quanto possível, na imagem ou na sua cópia, na sua reprodução. Walter Benjamin. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo: Brasiliense, 2012, p. 183 (com adaptações).


Fabricantes de réplicas: chineses fazem cópias de grandes mestres da pintura De Dafen, no sul da China, saem cerca de 60% das reproduções, em óleo sobre tela, de obras de arte produzidas no mundo. No topo da lista, estão obras de Monet e van Gogh. Esse ofício chinês levanta questões centrais para a teoria da arte, como a da identidade do artista e a do valor da imitação. Atualmente, além de reproduções de obras ocidentais, são produzidas cópias da arte tradicional chinesa. 

Folha de S. Paulo, 11/1/2015 (com adaptações).


Nem só de cansaço e crendices vive o cordel. Histórias sobre Newton, Einstein, Copérnico, Galileu e Oswaldo Cruz também são contadas em versos. O assunto chega à literatura de cordel para aproximar a sociedade dos estudos científicos, desmistificar a ciência e mostrar que ela está mais presente no nosso dia a dia do que a maior parte das pessoas imagina. 

Revista de História da Biblioteca Nacional, out./2010, p. 6.


Alguns artistas enxergam poesia em um computador e usam a tecnologia para criar o que chamam de arte computacional, que abarca a convergência entre arte, ciência e tecnologia. Com essa ferramenta, os artistas podem produzir trabalhos interativos que respondem em tempo real. Muitos desses trabalhos resultam de erros de processamento de imagem, que, denominados Glitch Art, podem ser produzidos corrompendo-se os códigos de fotos. 
Correio Braziliense, 7/10/2014.


A arte transgênica é uma nova forma de arte, baseada no uso de técnicas da engenharia genética. Nessas produções artísticas, são criados seres vivos únicos. A genética molecular permite ao artista projetar o genoma de uma planta ou de um animal e criar novas formas de vida. Organismos criados no contexto da arte transgênica podem ser levados para casa pelo público, para serem criados no jardim ou como companheiros. 

Eduardo Kac. I n: Internet: (com adaptações).


Bactérias são úteis tanto para se diagnosticar câncer quanto para criar obras de arte "Há mais bactérias em nossos corpos que estrelas em nossa galáxia", filosofa o bioengenheiro Tal Danino, que fez desses microrganismos sua fonte de inspiração. Danino ampliou a produção científica para outro campo: o das artes visuais. Em boa medida, isso se deveu a seu encontro com o artista brasileiro Vik Muniz, que procurava uma maneira de fazer arte com cientistas. A parceria rendeu a série Colonies, fotografias maximizadas de bactérias e células cancerosas. Em seguida, os dois criaram pratos de porcelana com imagens ampliadas de bactérias. 

Folha de S. Paulo, 29/3/2015.



Uma imagem em 228 palavras O artista brasileiro Walmor Corrêa brinca com a linguagem da biologia para produzir obras que retratam seres fictícios, concebidos segundo os princípios da taxidermia. A obra Ondina (2005), primeira de uma série inspirada em personagens do folclore, lembra a página de um atlas de anatomia. Corrêa registra, por escrito, na tela, detalhes do funcionamento corporal de cada criatura que imagina. A linguagem dos textos é propositalmente técnica, como evidencia a descrição do sistema nervoso de Ondina: "Possui, na jugular, válvulas que são acionadas por barorreceptores em número de dois, com a função de manter o cérebro cheio de sangue." 

Revista de História da Biblioteca Nacional, ed. especial, n.º 1, out./2010, p. 11 (com adaptações).




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Tema de redação — UNB — 2014

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PROVA DE REDAÇÃO

ATENÇÃO: Nesta prova, faça o que se pede, utilizando, caso deseje, o espaço indicado para rascunho. Em seguida, escreva o texto na folha de texto definitivo da prova de redação em língua portuguesa, no local apropriado, pois não serão avaliados fragmentos de texto escritos em locais indevidos. Respeite o limite máximo de linhas disponibilizado. Qualquer fragmento de texto além desse limite será desconsiderado. Na  folha de texto definitivo da prova de redação em língua portuguesa , utilize apenas caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente.

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive.
[...]

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcaloide
à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar.

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

Manuel Bandeira: poesia completa e prosa Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986, p. 222
 
Mar português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa: obra poética. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1972, p. 82

Considerando que os fragmentos de poema acima têm caráter unicamente motivador, leia o trecho jornalístico apresentado a seguir, para elaborar seu texto.

Viagem a Marte sem volta

Duzentas mil pessoas já se candidataram para participar do projeto Mars One, que pretende levá-las, em 2023, para colonizar o planeta vermelho. A iniciativa desperta
apoio e crítica dos cientistas, sobretudo porque o projeto seleciona pessoas em competições de  reality show de tevê.
Até agora, essa proposta já seduziu 202.586 pessoas de todo o mundo, que se candidataram a integrar a primeira expedição para colonizar Marte. Segundo a coordenação do projeto, representantes de mais de 140 países inscreveram-se para a jornada sem volta.
O maior grupo de interessados é dos EUA (24%), seguido de pessoas da Índia (10%), da China (6%) e do Brasil (5%).
A missão, obviamente, tem riscos. Os principais são a exposição à radiação e à microgravidade durante o voo de sete meses. Os participantes não poderão voltar à Terra. Terão de viver em pequenos hábitats, encontrar água, produzir oxigênio e cultivar os próprios alimentos.
Marcos Pontes, o primeiro brasileiro a ir ao espaço, não acredita no sucesso do projeto, porque considera inviável o cronograma divulgado. Para ele, os primeiros exploradores não viverão mais que dez anos. “Os tripulantes do projeto irão sacrificar-se pelos outros, pelo futuro”, avalia o astronauta.
O tempo vai mostrar, nos próximos anos, qual é o verdadeiro fôlego do sonho do idealizador do projeto Mars One.

Planeta, nov./2013, p. 45-7 (com adaptações).

Com base nas informações do texto Viagem a Marte sem volta, redija um texto dissertativo, apresentando sua opinião sobre a primeira expedição colonizadora de Marte e sobre possíveis motivos que levam pessoas a querer participar dessa viagem.

www.veredasdalingua.blogspot.com.br


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