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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Tema de Redação – FAAP – 2012 – 1º semestre

Tema de Redação – FAAP – 2012 – 1º semestre


REDAÇÃO

Leia com atenção, o texto de Gilberto Dimenstein, publicado no Jornal Folha de São Paulo, de 10/04/2011. Com apoio nas informações fornecidas pelo texto, redija uma dissertação em que você vai concordar ou discordar do autor.

Defina, de forma inequívoca, o seu ponto de vista.
Fundamente a perspectiva adotada.
Apresente um texto constituído por três partes: introdução, desenvolvimento, conclusão.
Trate, sem desvios, o tema proposto.

O livro de papel já morreu? - Gilberto Dimenstein

            O fim do livro de papel é tido como uma questão de tempo. Isso significa que as livrarias vão desaparecer? Para quem, como eu, tem prazer de andar por livrarias e sentir o papel, essa é uma pergunta incômoda. Andando aqui no metrô, vemos quanta gente aderiu ao livro eletrônico. Algumas escolas resolveram aposentar os livros didáticos de papel, usando até o argumento de que, assim, deixam as mochilas mais leves e preservam a saúde dos estudantes. Comemorase até o fato de que, com os novos aparelhos, cresce a venda entre os mais jovens.
            Com o aumento do consumo dos ebooks, surgiu um mercado paralelo legal e clandestino de distribuição de arquivos.
            Está acontecendo com os escritores o que, no passado, ocorreu com os músicos, quando surgiu o Napster. Depois de muita briga por causa da troca clandestina de arquivos, começaram a reinventar um novo modelo de negócios. Mas cada vez se ganha menos dinheiro vendendo CDs aliás, quase ninguém mais vende CDs. Assim como os mais jovens já não usam mais relógios de pulso. Nem email. A onda de aplicativos está tornando até obsoleta a internet do www.
            Os músicos podem compensar a queda da renda fazendo shows. O que os escritores deveriam fazer?
            Palestras remuneradas?
            Podemos não gostar quando uma mudança tecnológica nos afeta, mas adoramos poder falar pelo Skype sem pagar a ligação telefônica.
            Não é tão diferente assim dos desafios do jornal que se estruturam para cobrar os conteúdos digitais. É um desafio que atinge as escolas. Os conteúdos das matérias já podem ser encontrados na internet, algumas vezes com recursos mais interessantes e provocativos do que os dados em sala de aula. O Media Lab, do MIT, desenvolveu uma plataforma (Scratch) em que as próprias crianças fazem seus jogos e trocam suas criações pelo mundo aliás, o MIT desenvolveu conteúdos gratuitos só para o ensino médio.
            Como a transmissão do conhecimento não para de crescer, os modelos de negócio, depois do baque, vão se reinventando, gerando perdedores e ganhadores. Alguém poderia imaginar que jornais pagariam parte dos salários dos jornalistas com base no número de clicks em suas páginas ou matérias na internet? Estudos têm mostrado que, depois da onda provocada pelo Napster, não diminuiu a produção musical pelo mundo e a produção de aplicativos foi estimulada.
Um caso está correndo aqui em Harvard, onde ganha força um ambicioso projeto para criar a maior biblioteca digital do mundo, que é acessível a todos. A pretensão é nada menos do que selecionar todo o conhecimento já produzido pela humanidade. Uma das inspirações é a Europeana, na qual se encontra 15 milhões de versões digitais de livros e obras de arte.
            Além de Harvard, estão aderindo ao projeto as maiores universidades americanas com seus monumentais acervos de livros, além da biblioteca do Congresso americano. Representantes da Apple, Microsoft e Google estão participando dos encontros.
            Os livros de papel, os CDs e até as escolas tradicionais podem morrer. Mas o conhecimento está cada vez acessível.


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