Tema de Redação - UFG - 2010 - 1º Semestre
Instruções
A prova de redação apresenta três
propostas de construção textual. Para produzir o seu texto, você deve escolher
um dos gêneros indicados abaixo:
A – Reportagem
B – Crônica
C – Carta de leitor
O tema é único para os três gêneros
e deve ser desenvolvido segundo a proposta escolhida. A fuga do tema ou cópia
da coletânea anulam a redação. A leitura da coletânea é obrigatória e sua utilização
deve estar a serviço do seu texto. Independentemente do gênero escolhido, a
redação NÃO deve ser assinada.
Tema: PÂNICO
MORAL: ESTRATÉGIA PARA PROMOVER A QUALIDADE DE VIDA OU PARA CONTROLAR A
SOCIEDADE PELO MEDO?
Coletânea
1.
PÂNICO MORAL
Pânicos coletivos – ou “pânicos
morais”, como alguns sociólogos os denominam – são um fenômeno comum, talvez
até comum demais. […] Ocasionalmente o perigo é imaginário, como na onda de
pânicos relacionados a bruxas que se espalhou pela Europa nos séculos 16 e 17 e
resultou na morte de milhares de pessoas inocentes. […] Já em outras ocasiões o
perigo é real, e não imaginário, mas os boatos servem para amplificá-lo, como
no caso da praga que se abateu sobre a Europa em 1348 e retornou em diversas
ocasiões. [...] Na esfera econômica, um pânico pode bastar para produzir os
efeitos cuja possibilidade desperta o medo das pessoas, para começar. Um
exemplo vívido – e que oferece paralelos desconfortáveis com relação à situação
presente – é o pânico financeiro que tomou os EUA em 1873. A crise surgiu
depois de um surto de gripe equina e do colapso de um grande banco (o Jay Cooke
& Co.) e resultou em uma depressão econômica que durou alguns anos.
Em casos de pânico coletivo, é comum
que surja uma busca por bodes expiatórios. Em outras palavras, grupos ou até
mesmo indivíduos são culpados por situações que resultam, ao menos em parte, de
debilidades do sistema econômico, social ou político. [...]
Histórias sobre complôs são tema
recorrente nos pânicos. Esses complôs são em geral atribuídos a grupos que já
foram descritos como “demônios folclóricos”. Em outras palavras, pessoas são
alvo de preconceitos em determinadas culturas – os católicos (em culturas
protestantes), os judeus, os jesuítas, os aristocratas, os banqueiros (de
olhos azuis ou de olhos castanhos), os maçons ou os comunistas. São grupos
suspeitos de conspirar para envenenar, infectar, queimar, sequestrar ou
empobrecer as pessoas comuns ou para promover um golpe de Estado ou uma
revolução. [...]
Histórias sobre vilões que envenenam
os reservatórios de água ou satanistas que torturam e matam crianças estão em
circulação há muitos séculos (pelo menos desde o século 14). Nesse contexto,
não parece irracionável falar em surtos de paranoia coletiva, desde que não
descartemos os pânicos como completamente irracionais, patológicos ou absurdos.
Pode haver bons motivos para uma atmosfera de pânico ou incerteza que leve à
difusão de rumores desse tipo.
Os pânicos podem representar reação
excessiva, mas são reação a um problema real. […] Será possível encontrar um
caminho intermediário entre ignorar ameaças reais e sucumbir a pânicos
coletivos? Os meios de comunicação têm papel importante a desempenhar quanto a
isso.
BURKE,
P. Folha de S. Paulo, São Paulo, 3 mai. 2009, p. 5.
2.
From: G. F. L. D.
To:
[EMAIL PROTECTED]
Send:
Sunday, september 08, 2002 11:42 PM
Subject:
[Policia-br] SEGURANÇA PÚBLICA E “PÂNICO MORAL”
O
PÂNICO MORAL
A expressão “pânico moral”,
utilizada por cientistas sociais, é pouco conhecida do público em geral. O
conceito pode conotar, por exemplo, o pânico ou reação exacerbada a desvios de
conduta ou ilícitos, supostamente capazes de ameaçar a “ordem moral” dominante.
Mensagens indutoras de pânico moral podem ser disseminadas pela mídia, tendo
sua origem em indivíduos ou grupos interessados em mudar normas coletivas ou
práticas sociais, estando para tanto dispostos a compelir os demais a aceitarem
tais mudanças, mesmo sob um clima de medo coletivo e perplexidade.
Os cientistas sociais que tratam do
tema, via de regra, estão mais interessados com o fenômeno da dinâmica das
mudanças sociais e das estratégias da sua promoção, do que propriamente com a
validade de postulações indutoras do “pânico moral”. A consciência crítica da
nação, ao contrário, deve examinar cuidadosamente o mérito dessas
postulações indutoras de mais um tipo de pânico. [...]
Um exemplo bastante atual da
disseminação do pânico moral no Brasil é a vinculação de uma alegada falência do
Estado em relação ao crime e à violência praticados por jovens. Tomados como
causas dessa situação, são denunciados o Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA) e os ditames do artigo 228 da Constituição Federal quanto
à idade mínima de responsabilidade penal (18 anos). Segundo o conteúdo dessas
mensagens, o ECA supostamente minaria a autoridade policial, enfraquecendo o
Estado e servindo de estímulo para a delinquência entre os jovens brasileiros,
“não tão inocentes” com idades menores que 18 anos.
A grande discussão gerada entre
proponentes do pânico moral e seus oponentes não pode resolver, entretanto, no
aqui e agora, questões prementes e que requerem ações imediatas da gestão da
defesa social e segurança pública: é a chamada “ética da urgência”. Assim é em
relação aos jovens de risco que estão delinquindo agora nas ruas, aos
traficantes que neste exato momento fazem suas transações ilícitas e aos
internos do sistema prisional que seguem coordenando seus crimes de dentro das
prisões. É no equilíbrio entre medidas reativas, necessárias e imediatas, com a
implementação articulada de políticas de médio e longo prazos para a defesa
social e a segurança pública, que o Estado revelará sua competência na gestão
de tão importantes questões de interesse público.
DANTAS,
G. F. de L. O pânico moral. Disponível em: <http://www.mail-archive.com/policia-br@grupos.com.br/msg09576.html>.
Acesso em: 16 out. 2009.
3.
E A DISCUSSÃO AMBIENTAL CHEGA À COZINHA
Tenho saudades de uns poucos anos
atrás, em que as previsões sobre o aquecimento global eram modestas, algo como
0,5 a 1 ºC em um século. Já em 2007, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças
Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) estimava um aumento de 1,5 a 4 ºC no
mesmo período. Em setembro de 2007, o Centro Hadley, no Reino Unido, com base
em estudos sobre clima, previu aumento de temperatura de até 8 ºC. Mas não em
um século, e sim em 50 anos.
Então talvez o aquecimento acabe
sendo superior a 8 ºC, e em um período inferior a 50 anos. O problema deixou de
ser daquele bisneto(a) que você provavelmente não iria conhecer mesmo, e passou
a ser uma ameaça para você e para todos nós. Não é à toa que as seguradoras
apoiaram o IPCC e outros grupos de pesquisa. Elas
querem saber o que vem pela frente e quanto vai custar a trombada. […]
A discussão pode estar algo
atrasada, mas é saudável e muito instrutiva. Um dos aspectos mais importantes desse
debate é que ele cria uma cultura de inventário e diagnóstico: as empresas
estão se capacitando para inventariar suas emissões e discutindo custos e
estratégias de redução.
De fato, o marketing ecológico
parece ter se tornado obrigatório e alastrou-se como uma praga. Já reparou como,
por todo lado, as petroleiras viraram companhias de energia, os bancos agora
são do planeta e as montadoras reinventam caminhos, embora para os mesmos
carros, alguns cada vez mais verdes, e amarelos?
Será que, juntando todo o material
impresso das campanhas publicitárias que exibem folhas, árvores, mato ou floresta,
daria para recobrir o que se queimou da floresta amazônica?
GUIMARÃES,
J. R. D. E a discussão ambiental chega à cozinha. Disponível em:
<http://cienciahoje.uol.com.br/155082>.
Acesso em: 20 out. 2009. [Adaptado].
4.
2012, A NOVA DATA PARA O FIM DO MUNDO
No dia 21 de dezembro de 2012, um
raro alinhamento do Sol com o centro da Via-Láctea dará início a uma série de
eventos desastrosos. São esperados terremotos, dilúvios, pragas e distúrbios
eletromagnéticos que culminarão com o fim dos tempos. Não há como ignorar os
sinais de que o fim se aproxima: crise econômica mundial, gripe suína,
aquecimento global, alterações no ciclo solar, guerras e desigualdade. A tese
catastrofista se espalha e avoluma, incendiada pela internet, e há quem
acredite piamente que até 2012 o mundo irá, mas de lá não passará. Até
Hollywood embarcou na onda e lança uma produção milionária em novembro
explorando o tema. A origem distinta para previsões coincidentes seria a prova
cabal para o fim trágico da humanidade. O rol de tragédias identificadas com a
data está escrito em profecias das mais variadas culturas: oráculos romanos e gregos,
o calendário maia, textos de Nostradamus, a Bíblia, o I Ching e até um programa
de computador que filtra a internet atrás de tendências de comportamento.
É assim, misturando realidade com
ficção e ciência com religião, que se criou a mais nova profecia para o fim do
planeta. Mas o que há de real nessa confusão de história, astronomia,
astrologia e religião?
LOES,
J. IstoÉ, São Paulo, 13 mai. 2009, p. 70-71.
5.
6.
A CARNE ÉTICA
Há algum tempo, uma charge nesta
Folha desenhava o horror de uma pessoa que, coberta de sangue, comia um pedaço
de carne num restaurante. O garçom, coitado, envergonhado, dizia ao consumidor
da carne algo como: “Aqui não é permitido comer carne”. Os vizinhos de mesa,
todos com suas alfaces no prato, olhavam estarrecidos para
o prato e a mesa do sanguinário homem.
A cor vermelha de sangue, no
guardanapo, amarrado no pescoço da figura animalesca do carnívoro, traía sua insensibilidade
para com o sofrimento da picanha em meio à batata frita. Algum tempo depois,
por conta do debate acerca da forma fascista que assumiu, entre nós, a lei
contra o tabaco em locais públicos, eu dizia nesta coluna que em breve essas
pessoas “conscientes” (tenho desenvolvido um horror todo peculiar por pessoas “conscientes”)
iriam perseguir os carnívoros. […]
Vamos concordar que torturar animais
é feio, apesar de que grande parte da vida esteja sustentada na necessidade da
tortura de alguns seres para que outros continuem a respirar. Também vejo nos
olhos dos meus cachorros a docilidade de quem veio ao mundo para sofrer, aliás
como todos nós, vítimas do nascimento. Mas ainda aprecio suculentas picanhas. O
que fazer, eu sou incoerente mesmo, amo meus cachorros, mas sou indiferente aos
pobres bezerrinhos.
Imagino que essas pessoas
“conscientes” em breve proporão tratamentos de choque para pessoas degeneradas como
eu. Tombarei gritando pelo direito às churrascarias. Por que essas pessoas
“conscientes” não falam dos direitos das rúculas em continuarem, de forma
singela, a fazer fotossíntese? Onde está a consciência deles quando
torturam seres inocentes como as berinjelas, trituradas entre nossos dentes
horrorosos?
Não há dúvida de que há algo de
monstruoso na humanidade, mas o que me espanta nesses “conscientes” é a cegueira
para o fato de que a natureza não seja um mar dócil, mas sim um espaço de
violência.
Esses caras são uns bobos que nunca
viraram gente grande, por isso, eles gritam por aí “rats have rights”. Gente
grande sabe que a felicidade não faz parte dos planos da natureza. O que
escolher? A carne ética ou a rúcula santa? Um dia vão sair correndo dando
pauladas em quem não se converter à “Santa Alimentação”.
PONDÉ,
L. F. A carne ética. Disponível em:
<www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1210200916.htm>.
Acesso em: 20 out. 2009.
7.
QUE MEDO
Contrariando um clichê muito
difundido pelo senso comum, ter medo não significa ser covarde. Covardia é,
sim, não ter coragem de reagir. O medo, assim como outras emoções primárias,
está inscrito no código genético de muitos seres vivos, inclusive no dos
humanos. Sua função é “avisar” o organismo dos perigos. Em geral, portanto, o
medo é benéfico – somente quando é excessivo (em casos patológicos de pânico,
fobia) pode ser prejudicial. Por outro lado, uma pessoa totalmente destemida
não teria vida longa: atravessaria a rua no sinal vermelho, cairia ao se
debruçar na janela ou não hesitaria em enfrentar um leão. Sob o efeito do medo,
aumentam a atenção e a velocidade de reação. As batidas do coração aceleram, a
pressão sanguínea sobe, os açúcares inundam o sangue e aumentam as secreções da
glândula suprarrenal e da parte anterior da hipófise. Esse terremoto psicofísico
prepara o corpo para lutar, fugir, imobilizar-se ou fingir não temer. […]
Por trás dos estados de ansiedade
há, muitas vezes, tormentos inconscientes que amplificam os medos normais e
levam à perda do controle. Há ainda situações em que nossa própria capacidade
de prever perigos nos faz cair em armadilhas do falso alarme e de uma ansiedade
que brota de ameaças imaginárias. […] Lidar com nossas assombrações – sejam
elas concretas ou fictícias – é um processo de aprendizagem, que implica a aquisição
de autonomia e amadurecimento, construídos no contrato com o outro.
FERRARIS,
A. O. Que medo. Disponível em:
<http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/que_medo>.
Acesso em: 20 out. 2009.
8.
QUEM TEM MEDO DO POLITICAMENTE INCORRETO?
Há algum tempo uma polêmica
inusitada surgiu nas páginas da imprensa norte-americana. O debate girava em torno
do nome da tradicional história infantil, “A Branca de Neve e os Sete Anões”.
Tomados pela voga do politicamente correto, alguns críticos reclamaram da nomenclatura
“sete anões” e acabaram por propor uma saída à altura: “Branca de Neve e os
sete verticalmente comprometidos”, esquecendo que a própria Branca de Neve também
poderia ser entendida como uma ofensa a todos aqueles que não fossem brancos,
como a neve. [...]
Folclore ou não, essa história está
de volta, agora no Brasil, com a publicação, pela Secretaria dos Direitos
Humanos, da cartilha “Politicamente Correto & Direitos Humanos”.
Distribuído pela primeira vez em 2004, na Conferência Nacional dos Direitos
Humanos, o material voltou à cena no começo do mês de maio, em novo seminário sobre
o tema. [...]
Mas nada como recorrer à própria
cartilha e tomar alguns de seus verbetes. Comecemos com uma coincidência: o
verbete “Anão”. Na definição da cartilha ficamos sabendo que “as pessoas
afetadas por nanismo são vítimas de um preconceito particular: o de sempre
serem consideradas engraçadas. Não há nada de especialmente engraçado em ter
baixa estatura, fato que não torna ninguém inválido nem diminui sua dignidade”.
Ou seja, toma-se a forma pelo conteúdo e chegamos a uma espécie de beco sem
saída. Qual seria a conclusão: trocar anão por nanismo ou por “verticalmente
comprometido”? […] O mesmo ocorre com termos que carregam duplo sentido.
“Bárbaro”, por exemplo, deve ser condenado, pois é sinônimo de cruel,
grosseiro, incorreto, malvado, rude e violento ... é fato que o etnólogo Claude
Lévi-Strauss teria uma vez dito que “bárbaro é aquele que acredita na
barbárie”, mas e o uso oposto? Como incluir na cartilha uma opção para o outro
contexto linguístico, quando bárbaro é aquele que pratica atos, digamos assim,
geniais? [...]
Se a intenção da cartilha não é
cercear, mas fazer refletir, seria preciso inserir esses termos em contextos e mostrar
como adquirem sempre muitos sentidos. Definitivamente não é hora de nos fiarmos
em nomes...
A filosofia da cartilha lembra uma
passagem de Lewis Carrol, em “Alice no País das Maravilhas”. Alice precisa beber
do líquido de uma garrafa para ficar pequena e passar por uma porta ainda mais
diminuta. No entanto, em vez de uma garrafa, Alice encontra duas, com um mesmo
rótulo que diz “beba-me”. Mas o pior é que Alice descobre que seus efeitos
serão opostos: enquanto o líquido de uma garrafa a fará crescer, e muito
(impossibilitando assim sua passagem), o outro a deixará pequena e com direito
a ganhar o passaporte de entrada para seu novo mundo. E é exatamente nesse
momento que se trava o seguinte debate: “Como posso saber qual das garrafas
escolher se os rótulos são iguais?”, pergunta Alice. Ao que Humpty-Dumpty
responde: “Aquele que acredita em rótulos, no mais das vezes se engana”. Não
estamos para entrar no País das Maravilhas, mas andamos de certa maneira
fisgados pelos rótulos e seu poder de encantar.
SCHWARCZ,
L. M. Quem tem medo do politicamente correto? Disponível em:
<http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1505200511.htm>.
Acesso em: 20 out. 2009.
9.
Disponível
em: <http://oglobo.com/blogs/arquivos_upload/2009/06/2992850-fim-do-mundo1.jpg>.
Acesso em: 16 nov. 2009.
Propostas
de redação
A
– Reportagem
A reportagem é um gênero discursivo
que se caracteriza por apresentar informações sobre temas específicos. Tem por
objetivo transmitir ao leitor informações novas, objetivas (que possam ser constatadas)
e precisas sobre fatos, personagens, ideias e produtos relevantes, com a
finalidade de contribuir para formar sua opinião. Seus leitores são as pessoas
que procuram se manter informadas e não se satisfazem, apenas, com a leitura
das notícias diárias, mas procuram explorar de modo mais aprofundado os vários
aspectos associados a um determinado acontecimento. Pode ter caráter opinativo,
questionando as causas e os efeitos dos fatos, interpretando-os e orientando os
leitores.
Suponha que você seja repórter de um
jornal e é escolhido para escrever uma reportagem num suplemento semanal do
jornal dedicado à discussão acerca da previsão do fim do mundo para 2012. A
ideia de produzir uma reportagem surge da repercussão de uma notícia sobre a
previsão do fim do mundo veiculada pelo próprio jornal. Sua reportagem, além de
apresentar informações, dados e depoimentos sobre o fato (quando, como, por que
o mundo vai acabar em 2012), deve, com base na coletânea, discutir o tema Pânico
Moral: estratégia para a promoção da qualidade de vida das pessoas e/ou forma
de manipulação da sociedade?
B
– Crônica
A crônica é um gênero discursivo no
qual, com base na observação e no relato de fatos cotidianos, o autor manifesta
sua perspectiva subjetiva, oferecendo uma interpretação que revela ao leitor algo
que não é percebido pelo senso comum. Assim, o objetivo da crônica é discutir
aquilo que parece invisível para a maioria das pessoas. Também, visa divertir
ou levar à reflexão sobre a vida e os comportamentos humanos. A crônica pode
apresentar elementos básicos da narrativa (fatos, personagens, tempo e lugar) e
tem como uma de suas tendências tratar de acontecimentos característicos
de
uma sociedade.
Com base nessa tendência, escreva
uma crônica para ser publicada em uma revista semanal, discutindo as formas de
disseminação do medo na sociedade atual. Procure fazer reflexões fundamentadas em
fatos relacionados à violência urbana, ao aquecimento global, às restrições aos
alimentos, aos vícios, aos usos da linguagem etc. Por meio do relato e da
discussão desses fatos, revele aos leitores da revista as relações
contraditórias que compõem as estratégias de produção do Pânico Moral: promover
a qualidade de vida ou controlar a sociedade pelo medo.
c
– Carta de leitor
A carta de leitor é um gênero
discursivo no qual o leitor manifesta sua opinião sobre assuntos publicados em
jornal ou revista, dirigindo-se ao editor (representante do jornal ou da
revista) ou ao autor da matéria publicada (quando o seu nome é revelado). Por
ser de caráter persuasivo, o autor da carta de leitor busca convencer o
destinatário a adotar o seu ponto de vista e a acatar suas ideias por meio dos
argumentos apresentados.
Diante da discussão gerada entre
proponentes do pânico moral e seus opositores, escreva uma carta de leitor para
ser publicada em um jornal ou em uma revista de circulação nacional. O objetivo
é divulgar sua opinião sobre as consequências da produção do pânico moral e
convencer os leitores de que a posição defendida por você é mais adequada. Para
isso, selecione dados da realidade e da coletânea para compor seus argumentos
na defesa do ponto de vista quanto à divergência de opiniões acerca do pânico
moral. Por meio da defesa e da refutação de ideias, você deve persuadir os
leitores a aceitarem o Pânico Moral como estratégia para promoção da qualidade
de vida ou como forma de limitar a liberdade das pessoas pelo medo.
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ATENÇÃO: Além das apostilas, o aluno recebe também, GRATUITAMENTE, o programa em Powerpoint: 500 TEMAS DE REDAÇÃO
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