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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Texto: "Brasileiro, homem do amanhã" – Paulo Mendes Campos

Brasileiro, homem do amanhã


            Há, em nosso povo, duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.
           A primeira é, ainda, escassamente desconhecida, e nada compreendida, no exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que,direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.
         Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (“Nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã”), não é, no Brasil, uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira. Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada). 
Michael Cheval.
        Adiamos em virtude de um verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão, ao surgir, na nossa frente, um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage, de pronto, com as palavras: logo à tarde, só à noite, amanhã, segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.
         Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas, tantas vezes, se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista (o dentista nos adia),a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são, mais ou menos, pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral das reformas, uma instituição sacrossanta no Brasil.
         Quanto à morte, não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na “Canção do Exílio”, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que ele morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele poema famoso, cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã...”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.
        Sim, adiamos por força de um incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe a gravata sempre mais colorida.
         O brasileiro adia; logo, existe.
         A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei, no fim do volume, algumas informações essenciais sobre nós e a nossa terra. Entre endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:
        DES MOTS : Hier = ontem;
        Aujourd’hui = hoje;
        Demain = amanhã.
        Le seul important est le dernier.
        A única palavra importante é última.

         Ora, esse francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.

(Paulo Mendes Campos)

Leia também:

"A última vez" – Fabrício Carpinejar
Cláudio Manuel da Costa – Poemas
"A flor no asfalto" — Otto LaraResende


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sábado, 13 de dezembro de 2014

TEMA DE REDAÇÃO – FATEC 2014 – 2º Semestre

TEMA DE REDAÇÃO – FATEC 2014 – 2º Semestre

Redação

Leia a coletânea a seguir.

Texto 1– Escola x Trabalho

            O coordenador regional da Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho de Crianças e Adolescentes (Coordinfância) aponta o trabalho infantil como uma das causas da evasão escolar. “Tudo começa pela vulnerabilidade socioeconômica da família, então os filhos acabam por terem que trabalhar para ajudar na renda da casa, dividindo o tempo entre escola e trabalho”, explica. “Uma criança que consegue angariar algum valor acaba largando a escola porque ela vê ali uma solução imediata, o ambiente escolar passa a perder o sentido. O trabalho tem muita influência para que um jovem deixe de frequentar a escola. Para poder trabalhar durante o dia, é comum os alunos optarem pelo período noturno escolar. Porém, cansados, não conseguem acompanhar as aulas. Trabalhando o dia inteiro, esses meninos e meninas ainda em formação física e psicológica têm seu rendimento afetado ou deixam de frequentar a escola por cansaço. Geralmente, essas crianças não vão trabalhar em escritório, e sim em trabalhos que adultos não querem fazer e que envolvem esforço físico.”
            Para o coordenador nacional do combate à exploração do trabalho de crianças e adolescentes do Ministério Público do Trabalho (MPT), muitas dessas crianças e adolescentes estão perdendo a sua capacidade de elaborar um futuro. “Eles estão desenvolvendo doenças de trabalho que os incapacitam para a vida produtiva quando se tornarem adultos. Essa é uma das mais perversas formas de violação dos direitos humanos de crianças e adolescentes.”

(http://tinyurl.com/aprendizagem-escola-trabalho. Acesso em: 22.03.14. Adaptado)

Texto 2 – Jovem Aprendiz dos Correios divulga balanço de inscritos por município

            Jovens e adolescentes que estão prestes a entrar no mercado de trabalho têm nos programas de estágio e de jovem aprendiz uma ótima oportunidade para ganhar experiência e sair na frente em futuros recrutamentos e seleções. (...)
            O jovem aprendiz tem entre 14 e 24 anos de idade e está matriculado em um programa de aprendizagem numa ONG, escola técnica ou Sistema S. Ele passa pela aprendizagem teórica em alguma dessas instituições e coloca esse conhecimento em prática em alguma empresa.(...)
            O Jovem Aprendiz é regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Já o estágio tem uma lei própria, não é CLT e, portanto, não gera vínculo empregatício, é uma atividade educacional.

(http://www.ebc.com.br/educacao/2014/01/jovem-aprendiz-e-estagio-esclareca-as-principais-duvidas. Acesso em: 22.03.14. Adaptado)

Texto 3 – Uma geração “nem-nem”

            Às 10h, eles mal acabaram de acordar; às 14h, sentam-se à mesa para saborear a comidinha da mamãe; no fim da tarde, estão na lan house mais próxima; e, lá pelas 22h, se produzem para encarar a balada sem hora para terminar. No meio dessa maratona, ainda encontram tempo para perambular por shoppings, encontrar os amigos, ficar horas falando ao celular ou de olhos grudados no videogame.(...)
            Apelidada pelos especialistas em comportamento de “geração nem-nem”, essa turma cresce e aparece nas pesquisas do IBGE como aquela que nem trabalha nem estuda e tampouco participa das tarefas domésticas.

(http://www.trela.com.br/arquivo/uma-geracao-nem-nem. Acesso em :22.03.14. Adaptado)

A partir das ideias apresentadas na coletânea acima, elabore um texto dissertativo-argumentativo, em prosa, discutindo a relação entre o trabalho na adolescência e a evasão escolar.

Instruções:

1. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para consolidar suas ideias e pontos de vista.
2. Não copie trechos dos textos selecionados.
3. Organize seu texto obrigatoriamente em parágrafos.
4. Dê um título à sua redação.
5. Apresente a versão definitiva da redação escrita a tinta e na folha específica.


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Leia também:
Tema de redação – FUVEST 2014
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

TEMA DE REDAÇÃO – FATEC 2014 – 1º Semestre

TEMA DE REDAÇÃO – FATEC 2014 – 1º Semestre

Redação

Texto 1 - Uma pesquisa da União Europeia, realizada com países que lideram as maiores economias do mundo, colocou o Brasil como um dos países com maior tendência para o empreendedorismo.
            A pesquisa, de julho de 2012, apontou que 63% dos brasileiros preferem trabalhar em um negócio próprio. O índice dos que preferem trabalhar como empregados ficou em 33%. O resultado deixou o Brasil em segundo lugar entre as nações pesquisadas.
            Renato Fonseca, gerente do Sebrae-SP, afirma que nosso país passou por uma mudança na motivação dos empreendedores, indo da necessidade de sobrevivência para a identificação de uma oportunidade. “O que norteia a abertura de empresa no Brasil hoje é a oportunidade. O empreendedorismo por necessidade é frágil”, afirma.

(Daniel Tremel, Folha de S. Paulo, 14.01.2013. Adaptado)

Texto 2 - Quantas vezes alguém teve vontade de largar seu emprego? Nestes momentos, a primeira coisa que vem à mente dessa pessoa é: “vou deixar o emprego nessa empresa e vou partir para o meu negócio próprio, daí não precisarei mais dar satisfação para ninguém e serei dono do meu próprio nariz”.
            Porém, uma decisão por impulso leva o indivíduo a desconsiderar vários aspectos importantes, que podem fazer com que se tome uma decisão errada.
            Muitos erram já em um primeiro momento, quando decidem investir em algo para o qual não estão preparados e que pode exigir muito mais de sua capacidade. Na sequência, onde ele irá se instalar, qual estrutura terá, com quem irá se associar, onde captar recursos financeiros adicionais etc. E com o negócio já em andamento, surgem outras dificuldades...
            Aí bate a saudade dos tempos em que essa pessoa trabalhava para uma empresa. Lá o seu salário era depositado todo final de mês, tinha plano de saúde, férias, bonificações e nem precisava trabalhar tanto. “Eu era feliz e não sabia...”
            Portanto, se alguém estiver pensando em se tornar um empreendedor, deve avaliar com cuidado todos os detalhes e exigências do novo empreendimento. Só valerá a pena se essa pessoa se sentir muito preparada para enfrentar todas as situações que poderão surgir no seu caminho.

(Nelson Fukuyama. Disponível em: www.catho.com.br/carreira-sucesso/colunistas/nelson-fukuyama/vale-a-pena-largar-o-seu-emprego-e-ter-um-negocio-proprio Acesso em:
27.08.2013. Adaptado)

Após a leitura dos textos 1 e 2, elabore uma dissertação, de acordo com as normas gramaticais da língua portuguesa, sobre o tema:

Vida profissional: ter um negócio próprio ou trabalhar como empregado de uma empresa?

Instruções:

1. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para sustentar suas ideias e pontos de vista.
2. Não copie trechos dos textos selecionados.
3. Organize seu texto obrigatoriamente em parágrafos.
4. Dê um título à sua redação.
5. Apresente a versão definitiva da redação escrita a tinta e na folha específica.


Leia também:

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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

QUESTÕES COM QUADRINHOS - 10 TESTES COMENTADOS

QUESTÕES COM QUADRINHOS - 10 TESTES COMENTADOS

01. (ENEM-2002) Analise a tirinha abaixo para a próxima questão.

De acordo com a história em quadrinhos protagonizada por Hagar e seu filho Hamlet, pode-se afirmar que a postura de Hagar

A) valoriza a existência da diversidade social e de culturas, e as várias representações e explicações desse universo.
B) desvaloriza a existência da diversidade social e as várias culturas, e determina uma única explicação para esse universo.
C) valoriza a possibilidade de explicar as sociedades e as culturas a partir de várias visões de mundo.
D) valoriza a pluralidade cultural e social ao aproximar a visão de mundo de navegantes e não-navegantes.
E) desvaloriza a pluralidade cultural e social, ao considerar o mundo habitado apenas pelos navegantes.

02. (UFSM-2006) Assinale a alternativa que contém a resposta correta em relação à grafia e aos fonemas dos quadrinhos 3 e 4.

a) A palavra "aqui" tem um ditongo crescente, quatro letras e três fonemas.
b) No terceiro quadrinho, a letra "s" representa um só fonema.
c) Nas palavras "acho" e "questão", há dois dígrafos e dois ditongos decrescentes.
d) "Sempre" e "pegadinha" têm o número de sílabas diferente, mas, quanto à tonicidade, recebem a mesma classificação.
e) Na separação silábica das palavras do quarto quadrinho, as letras que representam os dígrafos ficam juntas na mesma sílaba.

03. Observe o quadrinho abaixo:

Nele, o tempo verbal predominante na fala das personagens é o.

a) Presente do Indicativo
b) Imperativo afirmativo
c) Futuro do Presente
d) Pretérito Perfeito
e) Pretérito Imperfeito

04. Analise a tirinha a seguir.

Assinale o trecho do diálogo que apresenta um registro informal, ou coloquial, da linguagem.

a) “Tá legal, espertinho! Onde é que você esteve?!”
b) “E lembre-se: se você disser uma mentira, os seus chifres cairão!”
c) “Estou atrasado porque ajudei uma velhinha a atravessar a rua...”
d) “...e ela me deu um anel mágico que me levou a um tesouro”
e) “mas bandidos o roubaram e os persegui até a Etiópia, onde um dragão...”

Analise a tira e, a seguir, faça o que se pede nas questões 5 e 6. 

5. O efeito humorístico do texto:

a) Concentra-se nas especificidades de pronúncia das personagens.
b) Constrói-se a partir da exploração de dois dos significados do verbo “tocar”.
c) Compõe-se a partir do significado que se atribui ao verbo “entender” , nas áreas rurais do Brasil.
d) Deriva do fato de Rosinha dominar, melhor do que Chico Bento, a língua portuguesa.
e) Constrói-se a partir da ridicularização do falar e da cultura do homem do campo.

6. É possível, além da pronúncia” ocê”, encontrar, entre os diferentes grupos de falantes do português do Brasil, as formas “cê” e “você”. Considere os enunciados abaixo, assinale a alternativa correta a respeito deles.

I) “Você vem conosco?”
II) “Trouxe este presente para você.”

a) Na fala popular e informal, “ocê” e “cê” poderiam substituir você tanto em I quanto em II.
b) Em usos informais da língua, “cê” poderia ser encontrado apenas em I.
c) Em ambientes rurais, como o de Chico Bento, a forma “ocê” jamais ocorre em I.
d) Em usos coloquiais da língua, especialmente no meio rural, “ocê” aparece apenas em II.
e) A gramática normativa aceita as três variantes (“cê”, “ocê” e “você”), na escrita e na fala.

07. (UEMA-2012) Observe com atenção a comunicação entre os dois falantes na tirinha abaixo para responder à questão a seguir.

Na tirinha, o efeito de humor é gerado pela não convergência semântica conferida ao significante ele pelos dois falantes, uma vez que

a) o segundo interlocutor não estava atento à situação comunicativa, o que gerou a falha na comunicação.
b) ele, por ser uma palavra polissêmica, sempre necessitará do sujeito explicitado no texto.
c) há no texto uma indeterminação do sujeito, o que gera ambiguidade.
d) se trata de uma palavra homônima, gerando ambiguidade sintática.
e) em 3ª pessoa, o vocábulo ele, no contexto dessa frase, provoca ambiguidade.

08. (UNIFESP -2013) Examine a tira.

O efeito de humor na situação apresentada decorre do fato de a personagem, no segundo quadrinho, considerar que “carinho” e “caro” sejam vocábulos:

a) derivados de um mesmo verbo.
b) híbridos.
c) derivados de vocábulos distintos.
d) cognatos.
e) formados por composição.

09. (UFRS-2004)
A questão refere-se à tira anterior, na qual Deus, vestido como um combatente, é interpelado por um soldado na trincheira. (Fonte: "Zero Hora", 17 out. 2003, 2Ž Caderno, p. 3.)

Considere as seguintes afirmações sobre a fala do soldado no último quadrinho.

I - A forma verbal e os sinais de exclamação indicam que o que o soldado está enunciando é uma súplica.
II - No registro coloquial, em vez de MUDE poderia ter sido utilizada a forma MUDA.
III - Se o soldado tratasse Deus por TU, de acordo com o padrão culto a forma verbal empregada deveria ser MUDES.
IV - Se o soldado tratasse Deus por VÓS, de acordo com o padrão culto a forma verbal empregada deveria ser MUDEIS.

Quais estão corretas?    

a) Apenas I e II. b) Apenas II e III. c) Apenas III e IV. d) Apertas II, III e IV. e) I, II, III e IV.

10. Analise a charge a seguir.

É correto afirmar que a charge visa a

a) apoiar a atitude dos alunos e propor a liberação geral da frequência às aulas.
b) enaltecer a escola brasileira e homenagear o trabalho docente.
c) indicar a deflagração de uma greve e incentivar a adesão a ela.
d) recriminar os alunos e declarar apoio à política educacional.
e) criticar a situação atual do ensino e denunciar a evasão escolar.
GABARITO COMENTADO

01 – RESPOSTA: B
Comentário: Ao restringir a diversidade cultural a apenas dois tipos de pessoas no mundo, Hagar desvaloriza as demais culturas e apresenta um pensamento unilateral do universo.

02 – RESPOSTA: D
Comentário: A letra a é incorreta, pois na palavra "aqui" o "u" não é pronunciado, portanto representa um dígrafo (qu) e não um ditongo. A letra b é incorreta, pois a letra "s" representa dois fonemas distintos no terceiro quadrinho. A letra c é incorreta, pois novamente há a presença do dígrafo "qu" em questão, portanto não é ditongo. A letra e é incorreta, pois há dígrafos cujas letras ficam em sílabas separadas, como é caso do "ss" presente em nesse (nes-se).
A letra d é a correta, pois ambas as palavras são paroxítonas e possuem números diferentes de sílabas.

03 – RESPOSTA: C
Comentário: "Cortaremos", "ferveremos" e "dançaremos" estão no Futuro do Presente.

04 – RESPOSTA: A
Comentário: A redução do verbo "estar" na terceira pessoa do singular para a forma popular "tá" indica a coloquialidade da fala de Helga.

05 – RESPOSTA: B
Comentário: A tirinha vale-se da polissemia do verbo "tocar" para obter seu efeito humorístico, uma vez que a personagem Rosinha interpreta o vocábulo de forma diferente daquela pretendida por Chico Bento.
06 – RESPOSTA: B
Comentário: A presença da preposição para no enunciado II indica que seria usada a composição "procê", muito comum no meio rural, em vez de "para ocê".

07 – RESPOSTA: E
Comentário: A ambiguidade é provocado por usar o pronome ele em terceira pessoa, pois poderia tanto referir-se a Garfield quanto ao veterinário.

08 – RESPOSTA: D
Comentário: Vocábulos cognatos são aqueles que possuem a mesma origem. No caso em questão, o substantivo carinho não é derivado do adjetivo "caro" pois possuem origens diferentes.

09 – RESPOSTA: D
Comentário: A afirmação I é falsa, pois o verbo no imperativo e o sinal exclamativo indicam que o enunciador está dando uma ordem. II é verdadeira, pois é bastante comum a troca do imperativo da terceira pessoa do singular para a segunda pessoa, e vice-versa. As afirmações II e III são verdadeiras pois o imperativo negativo da segunda pessoal do singular e do plural do verbo mudar é formado, respectivamente, por NÃO MUDES TU e NÃO MUDEIS VÓS.

10 – RESPOSTA: E
Comentário: Questão bastante fácil. Trata-se de uma crítica ao estado deplorável da educação pública, o que acarreta, entre outros fatores, a imensa evasão escolar.

Prof. Maurício Fernandes da Cunha

























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