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quinta-feira, 31 de março de 2016

Tema de redação — UNIOESTE— 2014

Tema de redação — UNIOESTE — 2014

PROVA DE REDAÇÃO

Vestibulando:

            A seguir, constam as orientações para realizar a Prova de Redação. Leia-as atentamente, escolha um tema e faça o rascunho (se achar necessário) no espaço reservado para isso. O seu rascunho de redação não é considerado para efeitos de aferição de nota no vestibular, valendo apenas o texto que você escrever na folha da versão definitiva.
            Além deste caderno, você receberá, portanto, a folha de versão definitiva. Nela, você deve passar a limpo o texto definitivo da sua redação, a qual a Banca de Redação irá avaliar.
            Quanto à folha de versão definitiva:
      ✔ Não preencha o canto superior direito, pois esse espaço está reservado para o lançamento da nota pela Banca de Redação!
      ✔ Não escreva seu nome, nem seu número de inscrição em nenhuma parte desta folha, pois a folha já está personalizada no rodapé!
      ✔ Assine no rodapé da folha.
      ✔ Redija com a caneta fornecida pelos fiscais.

Orientação Geral

            Há duas propostas sugeridas para redação. Você deve escolher uma delas e desenvolvê-la conforme as determinações solicitadas: tipo de texto, destinatário, linguagem mais apropriada, objetivo que deve ser alcançado.
            Os textos apresentados nas propostas foram extraídos de fontes diversas e apresentam fatos, dados, opiniões e argumentos relacionados com o tema de cada proposta. Eles não apresentam necessariamente a opinião da Banca de Redação: são textos como aqueles que estão disponíveis na sua vida diária de leitor de jornais, revistas ou livros.
            Ao elaborar sua redação, consulte a coletânea e a utilize segundo as instruções específicas de cada proposta. Atente, entretanto, para o fato de que não basta simplesmente copiar passagens ou partes de maneira aleatória. Elas só devem ser utilizadas de forma articulada à posição que você pretende defender. Você poderá utilizar outras informações e argumentos que julgar relevantes para o desenvolvimento de seu texto.

PROPOSTA 1

            Escreva uma carta do leitor para ser publicada na seção Painel do Leitor do Jornal Folha de São Paulo, manifestando sua opinião sobre

Protestos urbanos ocorridos no Brasil em 2013: que interesses revelam?

Dois estudiosos estrangeiros de posições contrapostas chegam a conclusões igualmente contrapostas – mas verossímeis – a propósito dos protestos no Brasil.

            O filósofo esloveno Slavoj Zizek afirma que os protestos são anticapitalistas: "a tendência geral do capitalismo global de hoje é no sentido de uma expansão ainda maior do império do mercado, combinada com o progressivo fechamento do espaço público, a redução dos serviços (saúde, educação, cultura) e uma gestão sempre mais autoritária do poder político". Não é difícil interpretar os protestos no Brasil com essa lente. Pediram melhores serviços públicos, entre eles os de saúde e educação, e uma reforma política. Para Zizek, as manifestações são uma "tomada de consciência de que a forma atual da democracia representativa não é suficiente para combater os excessos do capitalismo e, portanto, a democracia deve ser reinventada".

            O cientista político Francis Fukuyama, famoso por ter decretado "o fim da história" com o triunfo definitivo do capitalismo e da democracia liberal, não vê revolução nos protestos, mas os vê como resultantes da ascensão de uma nova classe média, que tem provocado "fermentos políticos”. Para Fukuyama, não se trata de anticapitalismo, pois "estudos demonstram que pessoas com nível de instrução mais alto atribuem maior valor à democracia, à liberdade individual e à tolerância com estilos de vida diferentes". Ou, posto de outra forma, os manifestantes seriam "burgueses que reclamam não só segurança para a própria família, mas também liberdade de escolha e mais oportunidades".

(Artigo de Clóvis Rossi, disponível em http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news /view/_ed755_revolucionarios_ou_burgueses. Acesso em 13/10/2013 - Adaptação).

Lembre-se:
Sua carta deve ter, no mínimo, 20 linhas escritas.
Assine como João ou Maria.

PROPOSTA 2

Escreva um artigo de opinião para ser publicado na seção Painel do Leitor de um jornal de circulação nacional, manifestando seu ponto de vista sobre

Vida mínima na era do consumismo

            “Faz parte da nossa natureza: queremos ter mais coisas o tempo todo. Essa lógica funcionava bem há 200 anos, quando tínhamos acesso a bem poucos produtos. Quando surgia a oportunidade de conseguir algo que tornasse nossa vida mais fácil, era bom mesmo aproveitar. Hoje, porém, podemos ter muito mais do que precisamos. Mas cada coisa nova que agregamos às nossas vidas possui custos escondidos. Casas maiores consomem mais energia, mais impostos, mais manutenção, por exemplo. Eu levei tempo para perceber isso. Tudo começou em 1998 quando, com vinte e poucos anos, vendi uma empresa de consultoria de internet e comprei uma casa de 440m2, no bairro mais caro de Seattle, apinhada de eletrônicos, roupas, móveis e carros na garagem. Hoje moro em um apartamento de 40m2 em Manhattan, com todo o conforto de que preciso. Com menos coisas para guardar e manter, você ganha mais liberdade e um pouco mais de tempo."

(Depoimento de Graham Hill, fundador da Life Edited [Vida Editada], Revista Super Interessante, Ed. 320-julho/2013 - Adaptação).


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