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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Prova de Língua Portuguesa – FEI – 2014 - 1º semestre

Prova de Língua Portuguesa – FEI – 2014 - 1º semestre

PORTUGUÊS

Leia o texto de Vinicius de Moraes e responda às questões abaixo:

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

1ª Questão. Por três vezes “sempre” aparece nas duas primeiras estrofes. Respeitando o contexto, essa repetição pode ser interpretada como:

(A) necessidade do poeta de selecionar palavras que contribuam para a construção da metrificação adequada dos versos.
(B) uma provocação ao leitor a fim de que ele preste atenção à linguagem, buscando interpretá-la segundo diferentes pontos de vista.
(C) sugestão de que o “amigo” é valorizado dentro de uma relação que se quer permanente, e não passageira.
(D) sugestão de que tudo acaba e se transforma, obedecendo ao ritmo cíclico e de permanentes mudanças da vida.
(E) uma provocação ao leitor a fim de que ele pense no valor da amizade para a sua vida.

2ª Questão. A interpretação do poema permite afirmar que:

(A) há determinados amigos que são eternos e devem ser valorizados por toda a vida.
(B) as amizades são inconstantes e um amigo substitui o outro.
(C) a amizade é algo que perece com o tempo e não se renova.
(D) apesar das relações humanas terem se deteriorado substancialmente na atual sociedade do consumo, os amigos são eternos.
(E) apesar de se manifestar em pessoas diferentes, a amizadeé um valor permanente e único, que morre para renascer.

3ª Questão. A terceira estrofe evidencia que:

(A) a amizade é vista como exercício de fraternidade em que o “eu” comunga com o “outro”.
(B) as relações humanas põem em destaque os aspectos animalescos do homem, por isso o “outro” se opõe ao “eu”.
(C) a consciência de si mesmo contrasta com o outro, opondo-se a ele ao fingir-se comovido.
(D) o engano se dá na medida em que o “eu” se percebe melhor do que o “outro”.
(E) o “outro” é visto como concorrente do “eu”, colocando em perigo sua integridade moral.

4ª Questão. O raciocínio desenvolvido pelo poema permite afirmar que:

(A) só há amizade da pessoa consigo mesma e nunca com o outro.
(B) o “amigo” é metáfora da condição inerente à existência humana, em que o “eu” se reconhece no “outro”.
(C) o “amigo” pode ser desprezado, porque pouco contribui para a vida do sujeito.
(D) o eu-lírico representa a sua amada na imagem do “amigo”.
(E) o “amigo” é a representação metafórica da condição inerente à existência humana em que o “eu” não se reconhece no “outro”.

5ª Questão. No poema de Vinicius de Moraes, identifica-se o desenvolvimento de um tema, analisado em:

(A) dois quartetos e dois tercetos, estruturados sem lógica clara.
(B) estrofes irregulares, que obedecem a uma estrutura lógica, reconhecida no raciocínio desenvolvido.
(C) dois quartetos e dois tercetos, elaborados como introdução, desenvolvimento e conclusão de um raciocínio lógico.
(D) quatro estrofes que apresentam estruturas regulares, mas não desenvolvem um raciocínio lógico.
(E) quatro estrofes, dividas em partes reconhecidas em proposição, invocação, dedicatória, narração e epílogo.

6ª Questão. Sobre a métrica e o esquema rítmico do poema citado, é correto afirmar que:

(A) os versos são brancos e livres.
(B) a metrificação se diferencia dentro do esquema rítmico A B A B.
(C) os versos são dodecassílabos e as rimas são fixas.
(D) os versos são decassílabos e as rimas obedecem a um rígido esquema rítmico.
(E) os versos livres buscam um rigoroso esquema rítmico.

7ª Questão. Vinicius de Moraes dedicou-se aos versos e ao texto dramático, vindo a ser conhecido ao lado de escritores:

(A) interessados na história e nas características específicas das regiões internas do país, cuja tendência era a pesquisa sobre os costumes locais.
(B) voltados para a experimentação da linguagem nos mais diversos âmbitos e à exploração dos sentidos da existência humana.
(C) voltados para a contestação da cultura acadêmica e a crítica contra os valores burgueses.
(D) interessados no sentido da existência humana, nas relações entre o homem e o mundo, sem a necessidade de combater as formas poéticas tradicionais.
(E) interessados em combater temas existencialistas e espiritualistas, vistos como superficiais, e em desprezar as formas poéticas tradicionais.

8ª Questão. O poeta Vinicius de Moraes é reconhecido, para efeitos didáticos, no movimento artístico conhecido por:

(A) Barroco (B) Modernismo (C) Romantismo (D) Realismo (E) Pós-modernismo

9ª Questão. Ao longo do poema, é possível identificar imagens especulares, tais como:

(A) ódio e amor; fidelidade e infidelidade; amizade e inimizade; todo e parte.
(B) todo e parte; passado e futuro; eu e outro; nós e eles.
(C) sempre e nunca; passado e presente; único e múltiplo; eu e outro.
(D) sempre e nunca; passado e futuro; todo e parte; amigo e inimigo.
(E) ontem e hoje; todo e parte; eu e outro; amigo e inimigo.

10ª Questão. Dentre os gêneros literários, o poema pertence ao lírico, porque:

(A) há ênfase no universo subjetivo do eu-lírico.
(B) a ênfase recai sobre a realidade.
(C) o narrador evita mergulhar na própria intimidade.
(D) celebram-se os feitos heroicos de uma nação.
(E) atualizam-se os sentimentos dos personagens.
11ª Questão. A análise da estrutura do poema permite afirmar que ele é um(a):

(A) écloga (B) soneto (C) elegia (D) ode (E) balada

12ª Questão. Há em “O amigo: um ser que a vida não explica” exemplo de:

(A) metonímia (B) comparação (C) personificação (D) ironia (E) eufemismo

13ª Questão. Em “Enfim, depois de tanto erro passado” (verso 01), o termo em destaque se classifica morfologicamente como:

(A) advérbio (B) numeral (C) pronome (D) substantivo (E) adjetivo

14ª Questão. Sobre o termo em destaque em “É bom sentá-lo novamente ao lado” (verso 05), afirma-se corretamente que:

(A) Trata-se de um pronome pessoal do caso oblíquo, responsável por retomar um termo anterior.
(B) Trata-se de um pronome pessoal do caso reto, responsável por retomar um termo anterior.
(C) Trata-se de um artigo definido, responsável por fazer referência ao “amigo”.
(D) É um pronome demonstrativo, cuja função é a de especificar o “amigo”.
(E) É um pronome indefinido, cuja função é a de retomar a ideia anterior.

15ª Questão. Em “Que só se vai ao ver outro nascer” (verso 13), os termos em destaque compõem:

(A) uma oração que evidencia a causa da ação anterior.
(B) uma oração que apresenta o sujeito do termo anterior.
(C) uma oração que complementa o verbo da oração anterior.
(D) uma oração que expressa circunstância temporal.
(E) uma oração que adjetiva a ação de “ir” e “vir”.

16ª Questão. A conjunção e, que aparece em três versos diferentes, é:

(A) adversativa (B) causal (C) subordinativa (D) aditiva (E) alternativa

17ª Questão. Em “E a disfarçar com o meu próprio engano” (verso 11), o termo em destaque é:

(A) preposição
(B) pronome pessoal do caso reto
(C) artigo definido
(D) pronome pessoal do caso oblíquo
(E) artigo indefinido

18ª Questão. O trecho destacado de “Sabendo se mover e comover” (verso 10) é exemplo de:

(A) voz passiva            (B) voz ativa
(C) oração sem sujeito (D) oração passiva (E) voz reflexiva

19ª Questão. O verso 06 (“Com olhos que contêm o olhar antigo”), se flexionado no pretérito perfeito do indicativo, ficaria:

(A) “Com olhos que continham o olhar antigo”.
(B) “Com olhos que conterão o olhar antigo”.
(C) “Com olhos que conteriam o olhar antigo”.
(D) “Com olhos que conterem o olhar antigo”.
(E) “Com olhos que contiveram o olhar antigo”.

20ª Questão. O poema começa com o advérbio “Enfim”. Esse poderia ser substituído sem perda do sentido original por:

(A) entretanto (B) afinal (C) casualmente (D) onde (E) quando

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