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terça-feira, 17 de maio de 2016

Fatec 2014 – 2º Semestre - Prova de Língua Portuguesa

Fatec – Prova de Língua Portuguesa - 2º Semestre – 2014

Leia o texto para responder às questões de números 50 a 53.

O futebol repete a vida - Tostão - (Colunista da Folha)

            Há muitas analogias entre o esporte e a vida. Por isso, as empresas, principalmente as americanas, adoram convidar pessoas do futebol para darem palestras aos seus funcionários e executivos. Por ter sido campeão do mundo e ser agora um cronista, recebo muitos convites. Recuso todos.
            As empresas confundem as razões e as emoções do esporte com as experiências pessoais. Querem criar um manual e um perfil dos vencedores. Não existe. As experiências não se transmitem. Cada um faz do seu jeito.
            Um jogo de futebol é um espetáculo, uma metáfora da vida. Estão presentes a alegria e a tristeza, a glória e o ocaso, a razão e a paixão, a ganância e a solidariedade, o invisível e o previsível, o evidente e o contraditório, o real e o simbólico, a ternura e a agressividade e outras ambivalências que fazem parte da alma humana.
            Nos esportes coletivos e na vida, todos querem brilhar mais do que os outros. Muitos aprendem que só vão se destacar e melhorar de vida se participarem de um grupo ou de uma sociedade organizada, forte e solidária. Por outro lado, são os talentos individuais que iluminam o coletivo. Parece contraditório. A vida é contraditória.
            O esporte é uma boa analogia entre razão e paixão. Um grande jogo precisa ter técnica e emoção. Para formarmos um grande time, é necessário talento, criatividade, disciplina tática e garra. Os grandes atletas são sábios e guerreiros. Quanto mais difícil a partida, mais Pelé vibrava em campo.
            O futebol está tão próximo da brincadeira e da descontração quanto da disciplina e da seriedade. Garrincha foi barrado antes da Copa de 58 porque era considerado uma criança irresponsável. Ele mostrou que o futebol pode ser uma brincadeira séria.
            Em qualquer atividade, a base da criatividade está na brincadeira com seriedade. Craques brincam com a bola; poetas e artistas brincam com as palavras, as imagens e os sons. O ideal seria brincar com a vida, com responsabilidade e sem sentimento de culpa.
            Em um jogo de futebol é muito estreita a linha divisória entre a ética, a responsabilidade e a ambição e a busca pela vitória de todas as maneiras. Na emoção de uma partida, no desejo intenso de ser um campeão, muitas vezes se perdem esses limites. Aí, o atleta dribla a ética. Alguns se arrependem. Assim é também na vida.

(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/ Acesso em: 12.02.14. Adaptado)

Questão 50 - É correto afirmar que, no terceiro parágrafo do texto, há a predominância da figura de linguagem denominada

(A) ironia, uma vez que esse recurso permite substituir algumas palavras por outras com o sentido oposto, com a intenção de suavizar o emprego de uma expressão.
(B) hipérbole, pois aproxima dois seres em razão de alguma semelhança existente entre eles, de forma que as características de um sejam atribuídas ao outro, necessariamente por meio de um termo comparativo.
(C) catacrese, por empregar as palavras com um sentido não usual, sendo esse novo sentido resultante de uma nova relação de semelhança entre esses vocábulos.
(D) eufemismo, por atribuir a seres inanimados ou irracionais características ou ações de seres humanos.
(E) antítese, pelo fato de haver proximidade de termos com sentidos que se opõem no contexto em que são empregados.
Questão 51 - De acordo com as informações presentes no texto, assinale a alternativa correta.

(A) Tostão recebe muitos convites para fazer palestras em empresas pelo fato de ter sido campeão do mundo e ser escritor.
(B) Tostão afirma que, para se formar um grande time, há a necessidade de maturidade e habilidade.
(C) Tostão é seletivo, por isso não aceita alguns convites que recebe das empresas, principalmente das americanas, para fazer palestras.
(D) Garrincha tinha uma estrutura física de criança e convocá-lo para Copa de 58 seria uma irresponsabilidade dos dirigentes da CBF.
(E) Garrincha jogou pouquíssimas partidas na Copa de 58, porque era considerado um jogador sem nenhuma responsabilidade.

Questão 52 - Segundo Tostão, alguns atletas, para obter a vitória a todo custo num jogo de futebol, são capazes de

(A) brilhar menos para ser campeões.
(B) brincar com a vida e afastar a tristeza.
(C) brindar a torcida com a vitória e agir como craques.
(D) driblar a tristeza para ser campeões.
(E) driblar a ética para ser campeões.

Questão 53 - Leia o fragmento do texto: “[...] muitos aprendem que só vão se destacar e melhorar de vida se participarem de um grupo [...]”.
É correto afirmar que a palavra destacada estabelece entre as orações uma relação de

(A) indeterminação, uma vez que nos impossibilita determinar o sujeito de cada oração.
(B) condição, pois expressa uma hipótese para que as ações das orações se realizem.
(C) adversatividade, pois expressa uma ideia antagônica, de oposição entre as orações.
(D) passividade, por transformar as orações em voz passiva sintética ou analítica.
(E) concessão, por conceder uma ideia divergente, expressa na oração anterior.

Questão 54 - “A cidade está alegre, cheia de sol. Os dias da Bahia parecem dias de festa, pensa Pedro Bala, que se sente invadido também pela alegria. Assovia com força, bate risonhamente no ombro de Professor. E os dois riem, e logo a risada se transforma em gargalhada. No entanto, não têm mais que uns poucos níqueis no bolso, vão vestidos de farrapos, não sabem o que comerão. Mas estão cheios da beleza do dia e da liberdade de andar pelas ruas da cidade. E vão rindo sem ter do que, Pedro Bala com o braço passado no ombro de Professor. De onde estão podem ver o Mercado e o cais dos saveiros e mesmo o velho trapiche onde dormem.”

(http://www.culturabrasil.org/zip/ Acesso em: 20.03.14. Adaptado)

É correto afirmar que esse fragmento foi extraído do romance

(A) “O cortiço”, de Aluísio de Azevedo.
(B) “São Bernardo”, de Graciliano Ramos.
(C) “Capitães da areia”, de Jorge Amado.
(D) “Dom Casmurro”, de Machado de Assis.
(E) “Sagarana”, de Guimarães Rosa.

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