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segunda-feira, 2 de maio de 2016

Instituto Mauá – 2014 – Prova de Língua Portuguesa e Redação

Instituto Mauá de Tecnologia – Vestibular 2014 – Prova de Língua Portuguesa e Redação


REDAÇÃO

Sem ultrapassar vinte linhas, componha uma redação com o título:

Minha futura fachada.

QUESTÕES DISSERTATIVAS

Os textos a seguir servem de base para as questões 01 a 06:

Texto I - O Polítipo

            Uma existência impossível!
            Se o Boaventura se achava numa repartição pública, tomavam-no, infalivelmente, pelo contínuo; nas igrejas passava sempre pelo sacristão; nos cafés, se acontecia levantar-se da mesa sem chapéu, bradava-lhe logo um consumidor, segurando-lhe o braço:
            – Garçom! Há meia hora que reclamo que me sirva.
            Se ia provar um paletó à loja do alfaiate, enquanto estivesse em mangas de camisa, era só a ele que se dirigiam as pessoas chegadas depois. Nas muitas vezes que foi preso como suposto autor de vários crimes, a autoridade afiançava sempre que ele tinha diversos retratos na polícia. Verdade era que as fotografias não se pareciam entre si, mas todas se pareciam com Boaventura.
            Num clube familiar, quando o infeliz, já no corredor, reclamava do porteiro o seu chapéu para retirar-se, uma senhora de nervos fortes chegou-se por detrás dele na ponta dos pés e ferrou-lhe um beliscão.
            – Pensas que não vi o teu escândalo com a viúva Sarmento, grandíssimo velhaco?!
            O mísero voltara-se inalteravelmente, sem a menor surpresa. Ah! Ele já estava mais habituado àqueles enganos.

(Aluísio de Azevedo)

Texto II - O homem e sua fachada

            Tenho uma fachada na universidade, outra nas rodas mundanas, outra no quarto de meu bem.
            Trabalho agora num tipo ideal de fachada. Permeável, sonora e elástica.
            Mutável, segundo o olhar de quem a contempla e a luz da paisagem para a qual se abre. Especialmente projetada para servir de aparência a algum edifício invisível. Insusceptível de ser reproduzida.
            Mas não me peçam que a termine tão cedo. O material é fluido. Vou trabalhando nela como posso, dia e noite. Com certa demora, pois há sempre pequenos incidentes.       Por exemplo: meto um prego, ele perfura o Azul. Tento fixar um tijolo, ele cai no Vazio.
            Mas não desanimo. Minha paciência é grande. Vão ver depois que esplêndida fachada vai ser a minha.

(Aníbal M. Machado)

Questão 01. Quanto ao conteúdo, o que há de comum entre os textos I e II?

Questão 02. Por quem o Boaventura pode ter sido tomado no último dos enganos narrados no texto I?

Questão 03. Que sentido tem a palavra fachada no texto II?

Questão 04. Siga o modelo: (i) Eu trago uma foto dele.
(ii) Nós trouxemos uma foto dele.

a) (i) Eu proponho outra fachada.
(ii)
b) (i) Eu me entretenho com o polítipo.
(ii)

Questão 05. Responda com base no texto II:
Em que circunstâncias o aspecto da fachada do homem podia se transformar?

Questão 06. Aquela senhora fez questão de chamar o Boaventura de velhaco.

Reescreva a frase acima, com as devidas modificações, substituindo fez questão por
a) insistiu;
b) limitou-se.

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