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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Figuras de Linguagem

Figuras de Linguagem


1. Aliteração – Consiste na repetição de sons consonantais na oração.



2. Anacoluto – Bastante comum na linguagem coloquial, caracteriza-se por deixar um termo solto na oração, sem ligação sintática com os demais.

Ex.: Eu, atrasado e ofegante, eis-me aqui.

3. Anáfora – Consiste na repetição de palavras no início de cada segmento frasal.

Ex.: Eu sou a luz das estrelas / Eu sou a cor do luar / Eu sou as coisas da vida / Eu sou o medo de amar.

4. Antítese – Consiste na ocorrência de termos opostos na oração.

Veja os exemplos do quadrinho abaixo: positivo – negativo, bem – mal, paz e guerra.


5. Apóstrofe – Caracteriza-se pelo uso do vocativo; faz-se a invocação de um determinado ser, real ou imaginário.

Ex.: Deus, Deus, onde estás que não respondes. (Castro Alves)

6. Assíndeto – Caracteriza-se pela ausência intencional da conjunção. É o oposto do polissíndeto.

Ex. Vim, vi, venci. (Júlio César)

7. Assonância – Repetição de sons vocálicos na oração.

Ex.: Agora era a hora da saída.

8. Catacrese – Espécie de metáfora já consagrada pelo uso popular, por falta de uma expressão melhor.

Ex.: O pé da mesa; o céu da boca.

9. Clichê – Espécie de metáfora já desgastada pelo uso.

Ex.: Está na flor da idade.

10. Comparação – Efetua uma comparação através de um conectivo, normalmente uma conjunção comparativa.

Ex.: A vida é como um palco de ilusões.

11. Elipse – Omissão de um termo facilmente reconhecível pelo contexto da oração.

Ex.: No jogo, tanto jogador ruim. (Subentende-se o verbo “havia”).

12. Eufemismo – Consiste no emprego de termos mais amenos a fim de suavizar uma expressão.

Veja abaixo o exemplo que o autor utilizou para suavizar a expressão “cão bravo”.


13. Epístrofe– Repetição de palavras no fim da frase.

Ex.: Apenas um boca. A tua boca
Apenas outra, a outra tua boca
É primavera e ri a tua boca

14. Gradação – Quando há uma sequência ascendente ou descendente na oração.


15. Hipérbato – Consiste na inversão da ordem natural da frase.

Ex.: De tudo ao meu amor serei atento.
(ordem direta – Serei atento de tudo ao meu amor.)

16. Hipérbole – Caracteriza-se pela ocorrência de um exagero na expressão.

Ex.: Pesquei uma traíra do tamanho do mundo.

17. Ironia – Recurso utilizado quando se diz o contrário daquilo que se pretende dizer, ou seja, o sentido real é o oposto do literal.

Ex.: Parabéns! Você tirou mais um zero.

18. Metáfora – Espécie de comparação, mas sem a presença de um conectivo comparativo.

Veja na tirinha abaixo a expressão metafórica “cérebro de minhoca”.


19. Metonímia – Estabelece uma relação intrínseca entre a parte e o todo ou vice-versa.

Alguns tipos de metonímia:
- Autor pela obra: Adoro ler Machado de Assis.
- Produto pela marca: Compre uma gilete no mercado.
- Continente pelo conteúdo: Comi dois pratos hoje no almoço.
- Parte pelo todo: Há muita gente à procura de um teto.
- Efeito pela causa: Ganharás a vida com o suor do teu rosto.

20. Onomatopeia – criação de palavras por meio da repetição de seu som.


21. Paradoxo – Caracteriza-se por uma contradição simultânea entre termos ou ideias.


22. Paralelismo – Caracteriza-se pela repetição da mesma estrutura frasal. Recurso muito utilizado na música e na poesia.

Ex. O primeiro me chegou como quem vem do florista... / O segundo me chegou como quem chega do bar... / O terceiro me chegou como quem chega do nada... (Chico Buarque)

23. Paronomásia – Caracteriza-se pela utilização de palavras parônimas e/ou homônimas na oração, produzindo uma espécie de trocadilho.

Ex.: Cada falso tem o cadafalso que merece.

24. Perífrase / Antonomásia – Consiste na referência a um ser ou algo por características ou atributos que o tornaram célebre.

Ex. O Rei do Futebol é o brasileiro mais eminente no exterior. (Pelé)

25. Pleonasmo – Expressões ou ideias repetitivas na oração, buscando dar ênfase à mensagem. Dividem-se em:

Pleonasmo vicioso – Expressões redundantes e desnecessárias que nada acrescentam ao enunciado.


Pleonasmo sintático – Repetição de termos sintáticos na oração.

Ex.: A lição, já a estudei várias vezes.


Pleonasmo semântico – Repetição de ideias na oração.
Ex.: Dói-me uma dor no coração.

26. Polissíndeto – Repetição da mesma conjunção na oração. Ocorre principalmente com a aditiva “e”.

Trabalha, e teima, e sofre, e sua! (Olavo Bilac)

27. Prosopopeia ou Personificação – Consiste na atribuição de características humanas a animais ou seres inanimados.

Ex.: A onda beijava-lhe os pés.

28. Silepse – Recurso pelo qual a concordância das palavras na frase se faz logicamente, pelo significado, e não de acordo com as regras da gramática. Dividem-se em:

Silepse de gênero – Os gêneros são masculino e feminino. Ocorre a silepse de gênero quando a concordância se faz com a ideia que o termo comporta.

Vossa majestade anda irritado com os rumos do reino. (Concordância feita com o sexo da pessoa, não com o termo feminino “vossa majestade”).

Silepse de número – Os números são singular e plural. A silepse de número ocorre quando o verbo da oração não concorda gramaticalmente com o sujeito da oração, mas com a ideia que nele está contida.

Olhem para mim, Turma! Prestem atenção! (concordância com a ideia de conjunto, não com o termo singular “turma”).

Silepse de pessoa – Três são as pessoas gramaticais: a primeira, a segunda e a terceira. A silepse de pessoa ocorre quando há um desvio de concordância. O verbo, mais uma vez, não concorda com o sujeito da oração, mas sim com a pessoa inserida no sujeito.

Os brasileiros somos fanáticos por futebol. (A concordância não foi feita com o sujeito da oração, mas com a ideia nele contida).

29. Sinestesia – Figura de linguagem que consiste na mistura dos 5 sentidos, uma junção de diferentes planos sensoriais.

Ex: Uma melodia azul invadiu a sala.

30. Zeugma – Um tipo de elipse no qual o termo subentendido já foi mencionado anteriormente.

Ex.: Eu estudo à noite; ela, de manhã. (estuda)
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