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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

TJ SP - Concurso Público: Escrevente Judiciário - 2006

Prova de Língua Portuguesa - TJ SP - Concurso Público: Escrevente Judiciário - 2006

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 10.

Policiais paulistanos

    Sempre fui fã de romances policiais. Conheço pessoas para quem a leitura só pode ser séria, para quebrar a cabeça. Penso o contrário. Um bom livro também ajuda a relaxar. Até agora fãs de mistérios como eu eram obrigados a deglutir penhascos ingleses ou correrias por Los Angeles e Nova York. Há algum tempo surgiu uma safra de romances policiais cujo cenário é São Paulo, com seus bairros e tipos humanos. O último é Morte nos Búzios, de Reginaldo Prandi. Não nego. Conheço o Reginaldo há uns... puxa, trinta anos! (É nessas horas que vejo como o tempo passa.) Para mim, sempre foi o tipo acabado do intelectual. Professor titular de sociologia da USP, passou anos estudando as religiões afrobrasileiras. Fez teses. Há uns meses, encontrei-me com ele em um evento literário.
    – Vou lançar um policial! – contou-me.
    Estranhei. Intelectuais em geral não confessam sequer que leem histórias de detetives. Quanto mais escrever! Assim que saiu, enviou para minha casa. Não nego, sou exigente. Adolescente, já era fã de Sherlock Holmes. Mas adorei Morte nos Búzios. Reginaldo misturou seus conhecimentos sobre as religiões afras com a imaginação. Os crimes acontecem a partir das previsões de uma mãe-de-santo da Freguesia do Ó. Aos poucos, o delegado Tiago Paixão começa a descobrir suspeitos entre os frequentadores do terreiro.

(Walcir Carrasco. Veja São Paulo, 20.09.2006)

01. Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal.

(A) Há algum tempo surgiu vários romances policiais cujo cenário é São Paulo.
(B) Já fazem uns trinta anos que conheço o Reginaldo!
(C) É nessas horas que vejo com que rapidez passa os dias.
(D) Até agora, obrigavam-se fãs de mistérios a deglutir penhascos ingleses.
(E) Conheço pessoas para quem a leitura têm de ser séria.

02. Quanto ao emprego de pronome, segundo a norma culta, a frase – ... encontrei-me com ele em um evento literário. – pode ser reescrita da seguinte forma:

(A) ...encontrei-no em um evento literário.
(B) ...encontrei ele em um evento literário.
(C) ...encontrei-o em um evento literário.
(D) ...encontrei-lhe em um evento literário.
(E) ...encontrei-lo em um evento literário.

03. Assinale a alternativa em que o termo em destaque tem a mesma função sintática que a expressão destacada na frase: – Vou lançar UM POLICIAL!

(A) Penso o contrário.
(B) ... contou-me.
(C) Sempre fui fã de romances policiais.
(D) ... surgiu uma safra de romances policiais.
(E) Um bom livro também ajuda a relaxar.

04. Articulando as duas orações do período – Não nego, sou exigente. – obtém-se, sem perda do significado:

(A) Não nego, mas sou exigente.
(B) Não nego que sou exigente.
(C) Não nego em que sou exigente.
(D) Não nego de que sou exigente.
(E) Não nego qual sou exigente.

05. Analise os períodos.

I. É nessas horas que vejo como o tempo passa.
II. Assim que saiu, enviou para minha casa.

A oração destacada em I exerce função sintática de ________; a destacada em II expressa circunstância de  _______. Os espaços devem ser preenchidos, respectivamente, com

(A) sujeito ... conseqüência
(B) complemento nominal ... conformidade
(C) aposto ... causa
(D) predicativo ... condição
(E) objeto direto ... tempo

06. Analise as afirmações.

I. O substantivo fã tem o mesmo emprego que o substantivo vítima na forma masculina e na feminina.
II. Está correta, quanto à grafia, a frase: Um bom livro também ajuda a relaxar, mas se fosse um mal livro, isso não aconteceria.
III. O plural de mãe-de-santo é mães-de-santo. Está correto o que se afirma apenas em

(A) I.     (B) II.    (C) III.    (D) I e II.    (E) II e III.

07. Intelectuais em geral não confessam sequer que lêem histórias de detetives. Quanto mais escrever!
Assinale a alternativa em que a frase, reescrita numa linguagem formal, mantém os sentidos propostos no texto.

(A) Intelectuais em geral não confessam sequer que leem histórias de detetives, tanto que não lhes escrevem.
(B) Intelectuais em geral não confessam sequer que leem histórias de detetives, mas que não as escrevem.
(C) Intelectuais em geral não confessam sequer que leem histórias de detetives, embora que não lhes escrevem.
(D) Intelectuais em geral não confessam sequer que leem histórias de detetives, porque não as escrevem.
(E) Intelectuais em geral não confessam sequer que leem histórias de detetives, muito menos que as escrevem.

08. ... passou anos estudando as religiões afro-brasileiras. Os termos que fazem o plural da mesma forma que religião (religiões) são

(A) capitão e mamão.
(B) cirurgião e negação.
(C) limão e pão.
(D) mão e pão.
(E) mamão e cidadão.

09. Assinale a frase correta quanto ao uso do sinal indicativo da crase.

(A) Reginaldo associou seus conhecimentos sobre as religiões afras à imaginação.
(B) Tão logo o livro foi publicado, chegou à mim.
(C) Pouco à pouco, o delegado Tiago Paixão descobriu suspeitos entre os freqüentadores do terreiro.
(D) Não acreditei que Reginaldo se dedicasse à um livro policial.
(E) À vida passa rápido, já conheço Reginaldo há uns trinta anos.

10. Assinale a alternativa correta quanto à regência verbal.

(A) Não sabia que Reginaldo aspirava por uma carreira de escritor de policiais.
(B) Ansiava a ler logo o policial de Reginaldo.
(C) Pensei que Reginaldo preferisse mais temas acadêmicos do que histórias de detetive.
(D) Não residimos a lugares do exterior para que os policiais os tenham como ambiente.
(E) Assistia ao delegado Tiago Paixão o direito de investigar os frequentadores suspeitos do terreiro.

Para responder às questões de números 11 a 13, leia a frase de Luciano Pavarotti, publicada na revista Veja, de 20.09.2006:

Não quero mais me ouvir. Se você me convidar para jantar tocar uma de minhas gravações para me agradar, juro que vou embora. Se _______ que eu _______, coloque um disco de Placido Domingo.

11. Os espaços devem ser preenchidos, respectivamente, com

(A) quizer … fico
(B) querer … fique
(C) quizer … ficarei
(D) quiser … fique
(E) quiser … fico

12. Analise as frases.

I. Se tu me convidares para jantar e tocares uma de minhas canções para me agradar, juro que vou embora.
II. Se Vossa Excelência me convidais para jantar e tocais uma de minhas canções para me agradares, juro que vou embora.
III. Se Sua Senhoria me convidardes para jantar e tocardes uma de minhas canções para me agradardes, juro que vou embora.

Quanto à forma de tratamento e a flexão verbal, está(ão) correta(s) apenas

(A) I.     (B) II.     (C) III.     (D) I e II.     (E) I e III.

13. As relações de sentido estabelecidas pelas conjunções Se e e são, respectivamente, de

(A) causa e adversidade.
(B) condição e adição.
(C) modo e adição.
(D) tempo e alternância.
(E) condição e consequência.

As questões de números 14 a 20 baseiam-se na história em quadrinhos de Hagar.

14. Considerando a regência do verbo e o emprego de pronomes, a frase Vou virar você pelo avesso! pode ser substituída por

(A) Vou lhe virar pelo avesso.
(B) Vou te virar pelo avesso.
(C) Vou virá-lo pelo avesso.
(D) Vou virar-no pelo avesso.
(E) Vou virar-lho pelo avesso.

15. A resposta que Hagar recebe do inglês contém formas verbais que a tornam menos rude e agressiva. De forma mais incisiva, o inglês diria:

(A) Será melhor que não o faz.
(B) Era melhor que não o fizesse.
(C) Foi melhor que não o fizesse.
(D) É melhor que não o faça.
(E) Fosse melhor que não o fará.

16. No contexto, o feminino de cavalheiro é

(A) mulher.     (B) amazona.     (C) senhora.     (D) matrona.     (E) garota.

17. Sobre a vírgula que separa o termo cavalheiro, é correto afirmar que

(A) está bem empregada, pois separa, na oração, o vocativo.
(B) está mal empregada, pois separa o sujeito da oração do verbo.
(C) está bem empregada, pois, nesse caso, seu uso é facultativo.
(D) está mal empregada, pois não se separa o aposto do termo a que se refere.
(E) está bem empregada, pois separa o objeto direto do verbo.

18. A oração que completa o sentido de Seria melhor funciona sintaticamente como seu

(A) complemento nominal.
(B) predicativo.
(C) objeto direto.
(D) sujeito.
(E) aposto.

19. Na primeira pessoa do plural, a frase Prepare-se para morrer assume a seguinte forma:

(A) Preparem para morrermos!
(B) Preparemo-nos para morrer!
(C) Preparem-se para morrermos!
(D) Preparamos-nos para morrer!
(E) Preparemos-nos para morrermos!

20. A frase de Hagar, no segundo quadrinho, deve-se iniciar com

(A) Por quê sinto-me.
(B) Por quê o sinto.
(C) Porque me sinto.
(D) Porquê sinto.
(E) Por que me sinto.

Leia o trecho a seguir, para responder às questões de números 21 a 25.

    O retrato, às oito e meia da noite daquela segunda-feira fatídica, era desolador. São Paulo, quarta maior metrópole do mundo, 20 milhões de moradores, estava vazia. Traumatizada. Acuada sob um toque de recolher informal. Debaixo das ordens do chamado Primeiro Comando da Capital, o PCC, que controla os presídios e estende seu poder sobre o tráfico de drogas, de armas e o contrabando, nada menos que 36 policiais foram assassinados nas ruas da cidade durante o final de semana. Trinta ônibus arderam em chamas.

(Istoé Online, 24.05.2006)

21. Em – ... 36 policiais foram assassinados nas ruas da cidade durante o final de semana. – as expressões nas ruas da cidade e durante o final de semana indicam, respectivamente, circunstância de

(A) lugar e tempo.
(B) modo e lugar.
(C) lugar e lugar.
(D) modo e causa.
(E) lugar e condição.

Observe os dois trechos a seguir para responder às questões de números 22 e 23.

I. O retrato, às oito e meia da noite daquela segunda-feira fatídica, era desolador.
II. São Paulo, quarta maior metrópole do mundo, 20 milhões de moradores, estava vazia.

22. Os termos desolador e vazia, sintaticamente, exercem função de

(A) sujeito.
(B) complemento nominal.
(C) objeto direto.
(D) vocativo.
(E) predicativo do sujeito

23. Empregam-se vírgulas em I e II, respectivamente, para intercalar

(A) aposto e aposto.
(B) adjunto adverbial e aposto.
(C) adjunto adverbial e vocativo.
(D) adjunto adverbial e adjunto adverbial.
(E) aposto e adjunto adverbial.

24. Assinale a alternativa correta quanto à concordância nominal.

(A) As pessoas estavam acuada, sob toques de recolher informal.
(B) As ordens do PCC eram firme e os moradores de São Paulo ficaram alertas.
(C) O PCC agiu com violência em São Paulo, sem meias palavras.
(D) A cidade de São Paulo ficou meio desorientado após os ataques do PCC.
(E) Ruas e avenidas vazios eram o cenário de São Paulo após os ataques do PCC.

25. Assinale a frase correta quanto à pontuação.

(A) Trinta ônibus em São Paulo, arderam em chamas na segunda-feira.
(B) Trinta ônibus na segunda-feira, arderam em chamas em São Paulo.
(C) Na segunda-feira arderam em chamas, trinta ônibus em São Paulo.
(D) Em São Paulo, trinta ônibus, na segunda-feira, arderam em chamas.
(E) Arderam em chamas, trinta ônibus, na segunda-feira, em São Paulo.

26. Considere as frases:

I. Eu fiquei fora de si, quando vi os ataques do PCC em São Paulo.
II. Ele ficou fora de si, quando viu os ataques do PCC em São Paulo.
III. Nós ficamos fora de si, quando vimos os ataques do PCC em São Paulo.

O emprego de pronome está correto apenas em

(A) I.     (B) II.     (C) III.     (D) I e II.     (E) I e III.

27. Assinale a alternativa correta quanto à regência nominal.

(A) Os paulistanos sentiam medo por estarem sujeitos nos ataques ao PCC.
(B) Não foi nada agradável dos paulistanos viver os ataques do PCC.
(C) Os paulistanos estão conscientes de que é preciso mais segurança para todos.
(D) A vontade em sair daquele momento de horror era grande aos paulistanos.
(E) A crença a que estamos sempre seguros foi quebrada com os ataques do PCC.

28. Quem chegasse _____ São Paulo após os ataques do PCC, veria o povo intimidado, ______ e com medo. Segundo a norma culta, os espaços devem ser preenchidos, respectivamente, com

(A) à … confuso
(B) em … confuzo
(C) à … confuzo
(D) a … confuzo
(E) a … confuso

Leia a charge para responder às questões de números 29 e 30.

29. Relacionando a charge com o texto anterior, entende-se que o diminutivo no nome do símbolo da cidade de São Paulo denota

(A) ironia.
(B) afetividade.
(C) pequenez.
(D) alegria.
(E) agressividade.

30. O substantivo símbolo possui uma forma derivada que se grafa com z: simbolizar. Assim como ela, está corretamente grafado com z o verbo

(A) parafrazear. (B) avizar. (C) paralizar. (D) amenizar. (E) aparafuzar.

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GABARITO

1 - D     2 - C      3 - A     4 - B     5 - E      6 - C     7 - E      8 - B     9 - A 10 - E
11 - D  12 - A   13 - B    14 - C   15 - D   16 - C   17 - A   18 - D   19 - B 20 - E
21 - A   22 - E   23 - B   24 - C    25 - D   26 - B   27 - C   28 - E   29 - A 30 - D

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